Pular para o conteúdo

Frase de alexandre morais

Cair de uma Flor O homem urbano, no concreto pulou do prédio. O homem se foi. Quis adocicar a essência. Ele se foi por isso. Partiu para sempre. Afundou no buraco que caiu. Buraco ele deixou, há muitos na rua, na vida nem se fala. Levou almas, lágrimas, elas preencheram a cova que ele formou. Seu peso na vida foi grande. Penosa estrada curta. Era jovem, 17 anos. Homem de nascença, menino de idade, criança de ser. Ah, como todos nós somos crianças. O edifício era comprido, tocava o céu. Por entre as escadas ele chegou às nuvens. Nuvens onde dança anjo, escorrega na chuva, que molha e revive. Nasceu de novo, graças as gotas que caem pouco a pouco ao chão. Tocam pessoas restantes, bebem dessa água e se nutrem. Partiu o homem, todos irão. Todos ficam aqui, ali, lá. Bem ao longe, eu vejo o homem, todos os outros homens que se guardam e sofrem. Pelo mundo ser sofrido. Não mais restam olhos. Boca se foi, saliva secou. Abraço foi só em uma caixa. Descida na terra magra e seca. Seca com verme, seca com dor tanta dor. Encharcada por saudade. Deixada por medo Foi para sempre. Não mais volta. Claro que volta! Volta no sentir, na falta que faz Nas lembranças nas quais nunca se vão.

alexandre morais

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de alexandre morais

Meus olhos viraram os melhores amigos da noite graças a sua compreensão pelo desabafo das lamurias do dia por eles vividos. Em homenagem a sua paciência de ouvir atentamente a água cair em silêncio, eles vestiram o seu traje e tornaram-se negros.
E aos trancos e barrancos continuo a carregar a minha vida nas costas. Por ter caído várias vezes não desisti de levá-la junto a vida que sempre vivenciei. Desafiou o certo e que fez orgulhar-me por ser minha essência, o meu cheiro. Encontrada no caminho perdido com vigor e simpl…
Continuar lendo

E aos trancos e barrancos continuo a carregar a minha vida nas costas. Por ter caído várias vezes não desisti de levá-la junto a vida que sempre vivenciei. Desafiou o certo e que fez orgulhar-me por ser minha essência, o meu cheiro. Encontrada no caminho perdido com vigor e simplicidade. Apenas uma vida não afortunada, mas uma vida que deita-se no travesseiro e escorre no lençol o suor da minha verdade, nutrindo-me de paz.