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Frase de Bocage

A frouxidão no amor é uma ofensa, Ofensa que se eleva a grau supremo; Paixão requer paixão, fervor e extremo; Com extremo e fervor se recompensa. Vê qual sou, vê qual és, vê que diferença! Eu descoro, eu praguejo, eu ardo, eu gemo; Eu choro, eu desespero, eu clamo, eu tremo; Em sombras a razão se me condensa. Tu só tens gratidão, só tens brandura, E antes que um coração pouco amoroso Quisera ver-te uma alma ingrata e dura. Talvez me enfadaria aspecto iroso, Mas de teu peito a lânguida ternura Tem-me cativo e não me faz ditoso.

Bocage

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Pensador.com

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Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, ó Formosura,
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Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, ó Formosura, Que encanta, que seduz, que persuade. Enleia-se por gosto a liberdade; E depois que a paixão na alma se apura, Alguns então lhe chamam desventura, Chamam-lhe alguns então felicidade. Qual se abisma nas lôbregas tristezas, Qual em suaves júbilos discorre, Com esperanças mil na ideia acesas. Amor ou desfalece, ou pára, ou corre: E, segundo as diversas naturezas, Um porfia, este esquece, aquele morre.

Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, oh fermosura,
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Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, oh fermosura, Que encanta, que seduz, que persuade. Quantas vezes, Amor, me tens ferido! Quantas vezes, Razão, me tens curado! Quão fácil é de um estado a outro estado! O mortal sem querer é conduzido! Nos torpes laços de beleza impura Jazem meu coração, meu pensamento... Bocage

Meu Ser Evaporei na Lida Insana Meu ser evaporei na lida insana Do tropel de paixões, que me arrastava.
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Meu Ser Evaporei na Lida Insana Meu ser evaporei na lida insana Do tropel de paixões, que me arrastava. Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava Em mim quase imortal a essência humana. De que inúmeros sóis a mente ufana Existência falaz me não dourava! Mas eis sucumbe a Natureza escrava Ao mal, que a vida em sua origem dana. Prazeres, sócios meus e meus tiranos! Esta alma, que sedenta em si não coube, No abismo vos sumiu dos desenganos. Deus, oh Deus!… Quando a morte a luz me roube, Ganhe num momento o que perderam anos, Saiba morrer o que viver não soube.