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Outras frases de Bocage

Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, ó Formosura,
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Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, ó Formosura, Que encanta, que seduz, que persuade. Enleia-se por gosto a liberdade; E depois que a paixão na alma se apura, Alguns então lhe chamam desventura, Chamam-lhe alguns então felicidade. Qual se abisma nas lôbregas tristezas, Qual em suaves júbilos discorre, Com esperanças mil na ideia acesas. Amor ou desfalece, ou pára, ou corre: E, segundo as diversas naturezas, Um porfia, este esquece, aquele morre.

Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, oh fermosura,
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Nascemos para amar; a Humanidade Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura. Tu és doce atractivo, oh fermosura, Que encanta, que seduz, que persuade. Quantas vezes, Amor, me tens ferido! Quantas vezes, Razão, me tens curado! Quão fácil é de um estado a outro estado! O mortal sem querer é conduzido! Nos torpes laços de beleza impura Jazem meu coração, meu pensamento... Bocage

Meu Ser Evaporei na Lida Insana Meu ser evaporei na lida insana Do tropel de paixões, que me arrastava.
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Meu Ser Evaporei na Lida Insana Meu ser evaporei na lida insana Do tropel de paixões, que me arrastava. Ah! Cego eu cria, ah! mísero eu sonhava Em mim quase imortal a essência humana. De que inúmeros sóis a mente ufana Existência falaz me não dourava! Mas eis sucumbe a Natureza escrava Ao mal, que a vida em sua origem dana. Prazeres, sócios meus e meus tiranos! Esta alma, que sedenta em si não coube, No abismo vos sumiu dos desenganos. Deus, oh Deus!… Quando a morte a luz me roube, Ganhe num momento o que perderam anos, Saiba morrer o que viver não soube.

"Já Bocage não sou!" Já Bocage não sou!... À cova escura Meu estro vai parar desfeito em vento...
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"Já Bocage não sou!" Já Bocage não sou!... À cova escura Meu estro vai parar desfeito em vento... Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento Leve me torne sempre a terra dura. Conheço agora já quão vã figura Em prosa e verso fez meu louco intento. Musa!... Tivera algum merecimento, Se um raio da razão seguisse, pura! Eu me arrependo; a língua quase fria Brade em alto pregão à mocidade, Que atrás do som fantástico corria: "Outro Aretino fui... A santidade Manchei...Oh!, se me creste, gente impia, Rasga meus versos, crê na Eternidade!"