Frase de José Henrique Boia dos Santos
Infância... Deixarei os versos Deixarei de ter o pensamento De que nada sou além de um pensar Tantas vezes tenho sido infantil e absurdo O mundo hoje feito em pedras Eu ainda moro num castelo de areia Resistindo ao sofrer de coisas ridículas Vejo nos olhares cegos dos que me rodeiam. Nasci num ontem de muito tempo Eu queria estar hoje aqui, Hoje, gostaria de estar lá na criança de onde vim Não contenta-me ver tanta gente que se afoga Sem a gerência dos sentimentos. Meus versos deixarei Para que não me perturbem Para que não sejam eu. Não quero ser o que sinto O que só os meus olhos veem Pereço a dor de um sobrevivente Um pedaço de cada dor do mundo Não aprendi com a dor Não mudei com a decepção Não deixei de ser o meu pensar Nem vejo o que "penso" ver. Ainda um menino nas mãos de um gigante Não são fadas e princesas Apenas o morrer de um eu É apenas o mar da ilusão a tocar o meu rosto. [Onde está a Vó Madrinha Laura /?] [Onde está o poço dos fundos/ ] "A goiabeira do quintal e meu cão Duque?" "Onde estão os figos/" [Onde está o Padrinho Vô Luiz/ ] ...Onde estão todos Mãe/? Minha casa não é mais portuguesa Não há fadas príncipes e nem princesas. Somente um pequeno Portugal em mim O que me faz sentir uma Tia. O que me faz viver e sonhar. Talvez o verso que ainda vive em mim. Mas... Foi um delírio da alma. Um estúpido delírio da antiga alma, Que ainda é criança... Que morrerá criança. "Não posso mais guardar o tempo" Ninguém pode! Zé Poeta.
No pensador.ai desde