Frase de Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
DEMÊNCIA SENIL (soneto) Nos fios brancos do silêncio, a quietude Nubladas recordações, escura solidão Horas lentas no tempo, e vazia emoção Que tateiam o que outrora foi plenitude E nesta distância do devaneio e o são O mesmo mutando numa outra atitude Tremulando o olhar numa lacuna rude Sorrindo sem riso e andando sem chão E no papel sem margem, a negrutude Que esgaça a ilusão sem dar demão Onde tudo é vagar e pouca amplitude Assim, neste empuxo sem ter tração Se não reconheço, sabes do que pude Então, assiste este sóbrio senil coração © Luciano Spagnol Poeta do cerrado 2017, julho Cerrado goiano À meu velho pai
Poeta mineiro do cerrado - LUCIANO SPAGNOL
No pensador.ai desde