Frase de André Zanata
Buracos no Silêncio (Homenagem a Tanaru — o Índio do Buraco Verso 1 No ventre da selva, onde o vento é rei Um homem caminha sem ninguém na lei Tem buracos na terra e um sol na mão E um povo perdido na escuridão Verso 2 Ele fala com as folhas, conversa com o chão O rio responde na mesma canção Cada passo que dá é um livro fechado Cada noite que vem é um sonho enterrado Refrão Oh, Tanaru, ninguém te viu partir Mas a floresta ainda sabe ouvir O som do arco, a sombra no mato O tempo passando num passo exato Verso 3 As estrelas vigiam, mas não dizem por quê A lua lhe mostra o que o mundo não vê E a terra é o templo, e o templo é você Guardando segredos que não vão morrer Ponte Um dia os homens virão, sem saber do lugar Vão pisar no silêncio sem se perguntar Quem era o último a dançar com o vento E a deixar seu nome no esquecimento Refrão final Oh, Tanaru, teu rastro ficou Na veia da selva que nunca secou E enquanto houver folha caindo no chão Teu canto ressoa na mesma canção
No pensador.ai desde