Frase de Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
BEM-ME-QUER(O) De todos os pesares O mais leve é saber Que equilibro soluço e canto Enquanto despenteio flores bem-me-quer, mal-me-quer bem-me-quer, mal-me-quer De todos os panos Torço e contorço os fios Para que escorram em minha pálpebra Encantos de mais uma história bem-me-quer, mal-me-quer bem-me-quer, mal-me-quer Como posso despentear flores Se em minhas palmas Cheia de mapas desertos Eu tenho é dente-de-leão? bem-me-quer, mal-me-quer bem-me-quer, mal-me-quer Se bem me queres Mal consegues saber Que bem lhe peço Ao orixá que tu tanto rogas Que lhe perdoe Por ser mais pedra Do que mar bem-me-quer, mal-me-quer bem-me-quer, mal-me-quer E as minhas pétalas Que caem tanto quanto os teus fios Mordem os endereços de nossos abraços Desertando panos e lençóis de algodão E as pedras são as mesmas Ainda que vento só sopre o nunca e nucas Só se basta o que foi bastante Seguro em minhas aspas e grito: bem-lhe-queira, bem-me-quero bem-me-queira, bem-lhe-quero
Fabrício Hundou - um autor desconhecido.
No pensador.ai desde