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Frase de D. Azevedo

Meu chinelo Acordei hoje e não achei o meu chinelo Desci as escadas até a caixa do meu gatinho E o bicho ainda estava dormindo Dessa vez ele não roubou Dei-lhe um cheiro e voltei Voltei para o quarto Sentindo nas solas os pelos do bichano Procurei nas caixas de sapato E na casa em todo canto Achei moedas, remédios e pirulitos Em sigilo dirigi ao quarto de mamãe Forçando a porta para cima enquanto empurrava Senão ela dava apito e minha mãe gritava Caso perdido Tropecei num tamanco e caí na cama Mas ela acordou foi com o próprio espirro Era pelo de gato aquilo! Então bem rápido perguntei: -“bom dia mãe, viu o meu chinelo?” -“se cê num sabe eu que sei?” Ok... Agora sei que está perdido Se nem minha mãe viu, sumiu! rsrsrs’ Fui para a cozinha Esquecendo que descalço estava Um pão, tomate, mussarela e azeitona Um café bem forte e fico à tona Subo pulando para o terraço Lá chego e piso numa poça d’agua Que cocegas nos pés mais engraçada Sinto o leve vapor subir De uma geada que passou (de novo) de madrugada E o Sol aquecendo me lembrou de espreguiçar O vento leve batendo me fez assoviar Os pombos juntando me fizeram migalhar Alguma coisa de tudo me fez sorrir Meu gato veio, espantando os pombos Depois ficou bem no meu pé esquerdo Achei que precisava de um calçado Mas só fui acordar naquele terraço Descalço

D. Azevedo

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Pensador.com

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Senta É a doce sensação de inocência É o prolongar daquele brilho infantil
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Senta É a doce sensação de inocência É o prolongar daquele brilho infantil Que nos faz mais jovens e tira dos nossos olhos o peso das lágrimas Quando tiramos a culpa da gente vemos que é a culpa a mais culpada Porque, querida, a gente diz que sabe para se fingir responsável Mas veja esse mundo como anda... A gente não sabe mesmo é nada! Tem roxo que aparece sem dor Tem dor que surge do nada Tem culpa quem não amou? Tem só culpa criada... Seja boa consigo e humilde sob esse universo Pois que se ele não diz, não haverá verso capaz De mostrar porque veio, como se cria ou o que faz A gente veio, mas aqui já existia tudo. Tudo! E antes do tudo... Existia era outra coisa ainda mais complicada.

Ansiedade moderna: O pressurosismo 'Depois', para quem sofre de ansiedade, não é menos que um instrumento de tortura. 'Sobrecarga', para quem sofre de ansiedade, não é mais que uma consequência recorrente do querer e do fazer imediato, do "tudo agora".
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Ansiedade moderna: O pressurosismo 'Depois', para quem sofre de ansiedade, não é menos que um instrumento de tortura. 'Sobrecarga', para quem sofre de ansiedade, não é mais que uma consequência recorrente do querer e do fazer imediato, do "tudo agora". 'Angústia', para quem sofre de ansiedade, não é senão o efeito da consciência do tempo corrido em vista do que ainda não foi realizado, da decepção corrente ou mesmo da perca definitiva/temporária da esperança.