Frase de Jorgeane Borges Photograph
A lua sempre me encontrou nos meus silêncios. Ela aparece inteira ou partida, mas nunca deixa de vir — como se entendesse que há noites em que o coração precisa de companhia, mesmo que seja só de luz. Eu olho pra ela e sinto que existe um espaço dentro de mim que também é feito de fases: dias em que brilho, dias em que me escondo, dias em que preciso recolher tudo para renascer depois. E está tudo bem. A lua me ensina que nada que seja verdadeiro deixa de voltar. Que mesmo no escuro há um brilho insistente. E que existir é isso: iluminar quando dá, recuar quando preciso, mas continuar orbitando tudo o que faz sentido. Talvez seja por isso que gosto tanto dela. Porque, de alguma forma, a lua me lembra de mim. E de ti também — que carregas luz até quando não percebe.
No pensador.ai desde