Frase de Naeno Rocha
AMANDO Ontem as vinte e duas horas e quarenta minutos Horário oficial de Brasília Eu estava ardendo em febre, suando. E na tiragem dos meus ais contados Uns vinte e tantos mil, falei, lagrimei Aos teus ouvidos. E de febril, o meu remédio Tomei por tantas horas, em tantos goles Até me embriagar e cair sobre o teu corpo. Amando-te libertino, suei A febre não passava Passavam-se tempos recorrentes Já pela madrugada, ainda eu te desejava. E pela manhã, eu te ordenhava À hora da voz do Brasil Em meu delírio, uma poldra branca De crinas alvas e esvoaçantes Carregava-me sobre seu dorso. E eu galopei por mais dez horas Sobre um leito de areia fina. E nas esquinas por onde andei Espantava-me o medo, de cair Por tua cabeça, Quando te inclinavas a me beijar Fazendo. Aproximadamente Um tempo impreciso, imenso Sem que o espólio se cruzasse. Eu seguro na tua crina E nos meus flancos te segurando
No pensador.ai desde