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Frase de Jorgeane Borges Photograph

Muitas pessoas me perguntam o que eu estou esperando. Dizem que eu preciso sair mais, conhecer gente nova, me permitir viver experiências. Algumas acreditam que o amor é algo que se encontra pela insistência, pela exposição ou pela quantidade de portas que se abre ao longo do caminho. Talvez seja por isso que se surpreendam quando percebem que eu não procuro ninguém. A verdade é que eu nunca procurei. Não porque tenha desistido do amor, mas porque aprendi a diferenciar carência de conexão. Aprendi que a minha paz vale mais do que qualquer companhia e que nem toda presença é capaz de preencher aquilo que realmente importa. Durante muito tempo, ouvi que eu precisava me mostrar mais ao mundo para ser encontrada. Como se o amor estivesse escondido em algum lugar e dependesse apenas de eu circular pelos ambientes certos para finalmente acontecer. Mas o que meu coração espera nunca foi alguém qualquer. Nunca foi um encontro que servisse apenas para aliviar a solidão ou ocupar um espaço vazio. Talvez seja justamente por isso que a minha espera tenha se tornado tão incompreendida. Eu não estou esperando um relacionamento. Estou esperando uma conexão genuína. Algo que não possa ser forçado, fabricado ou apressado. Algo que alcance lugares que nenhum toque vazio é capaz de alcançar. E não, isso não significa que eu não tenha desejos. Sou humana. Tenho saudades do que ainda não vivi. Tenho sonhos, expectativas e, por vezes, sinto o peso da ausência de alguém com quem compartilhar a vida. Mas aprendi que sentir falta de uma conexão verdadeira não é motivo para aceitar qualquer aproximação. Houve um tempo em que escolhi me guardar. E essa escolha me ensinou muito mais sobre mim do que sobre o amor. Aprendi a ouvir meus próprios silêncios, a compreender meus desejos sem me tornar refém deles e a reconhecer o valor daquilo que entrego quando decido permitir que alguém se aproxime. Por isso não abro as portas apenas porque alguém bate. Não porque me considero difícil. Não porque me sinto superior. Mas porque algumas coisas dentro de mim custaram caro demais para serem entregues sem significado. Se um dia acontecer, que seja verdadeiro. Que não nasça da pressa, da conveniência ou do medo de estar só. Que venha carregado de propósito, reciprocidade, admiração e permanência. E se não acontecer, ainda assim estarei em paz. Porque eu não construí a minha vida em torno da falta de alguém. Mas continuo esperando. Não por necessidade. Por esperança. Porque ainda acredito que algumas conexões não são encontradas por quem as procura desesperadamente. Elas chegam quando duas almas se reconhecem e, sem esforço, entendem que finalmente encontraram um lugar onde podem permanecer. 2 de fevereiro 2024

Jorgeane Borges Photograph

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Pensador.com

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Cartas aos Céus | Orações Escritas O Deus que me sustenta Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente.
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Cartas aos Céus | Orações Escritas O Deus que me sustenta Senhor, hoje eu não venho Te pedir que o dia tenha sido diferente. Venho Te agradecer porque, mesmo sendo tão difícil, Tu me sustentaste dentro dele. Meu corpo cansou, minha mente se encheu, meu coração se apertou. Houve dores, aborrecimentos e desconfortos que só Tu conheces por inteiro. E ainda assim, eu permaneci. Não pela minha própria força. Foi a fé que me fez continuar quando eu já não queria mais pensar, resolver ou suportar. Foi a Tua presença me lembrando, silenciosamente, que eu não estava sozinha. Por isso, hoje, eu Te enalteço. Porque quando minhas forças diminuem, Tu permaneces forte. Quando eu não sei como continuar, Tu me sustentas. E quando tudo em mim se cala, a fé ainda encontra um jeito de dizer: Tu és Deus, e eu continuo de pé porque Tu me sustentaste. Obrigada, Senhor. Por hoje. Por tudo. E, sobretudo, por não teres me deixado caminhar sozinha. 30 de setembro de 2026

Cartas não entregues São palavras não ditas, sentimentos sufocados e confissões que morreram antes de encontrar voz. São saudades que não compartilhamos, abraços que ficaram suspensos no desejo, pensamentos que nasceram para alguém e terminaram sozinhos.
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Cartas não entregues São palavras não ditas, sentimentos sufocados e confissões que morreram antes de encontrar voz. São saudades que não compartilhamos, abraços que ficaram suspensos no desejo, pensamentos que nasceram para alguém e terminaram sozinhos. Às vezes, foram escritas. No papel, à mão, com a letra trêmula de quem sentia demais. Outras, digitadas às pressas, em alguma tela iluminada pela madrugada, antes de serem apagadas, como se apagar as palavras fosse também uma maneira de esconder o que se sentia. Algumas repousam em folhas esquecidas. Outras, em rascunhos sem destino, em bloquinhos digitais, entre mensagens nunca enviadas e silêncios que ninguém soube interpretar. Talvez sejam essas as cartas mais difíceis de escrever: as que não pedem resposta, não esperam retorno, não chegam a lugar algum. Apenas guardam, em algum canto secreto de nós, aquilo que um dia quisemos dizer. E talvez o tempo passe, as pessoas mudem, a vida siga seu curso... Mas certas cartas permanecem. Não porque ainda esperem ser entregues, mas porque algumas palavras, mesmo quando nunca chegam ao destinatário, precisam existir para que o coração se lembre de que um dia sentiu.

Há olhos que não sabem esconder. Mesmo quando a boca silencia, mesmo quando o corpo continua,
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Há olhos que não sabem esconder. Mesmo quando a boca silencia, mesmo quando o corpo continua, mesmo quando a vida parece seguir no lugar de sempre, há coisas que transbordam pelo olhar. E talvez seja por isso que algumas pessoas nos chamem de fortes sem perceber o quanto estamos cansados. Não é que a dor esteja escondida. Às vezes, ela está justamente ali, cristalina, diante de quem olha. Mas nem todo olhar enxerga. É preciso alguma coisa além dos olhos para reconhecer a tristeza no brilho, o cansaço no silêncio, a solidão onde ninguém imagina haver vazio. É preciso alma para olhar outra alma. Porque há pessoas que perguntam se estamos bem e há aquelas que simplesmente percebem. E, às vezes, tudo o que uma alma cansada precisa não é de alguém que diga você é forte. É de alguém que olhe demoradamente e diga, sem precisar dizer: eu vi.

Senhor, fica. Meu espírito está cansado, meu coração está apertado e minha alma já não sabe mais como pedir socorro. Eu não tenho forças para atravessar tudo sozinha.
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Senhor, fica. Meu espírito está cansado, meu coração está apertado e minha alma já não sabe mais como pedir socorro. Eu não tenho forças para atravessar tudo sozinha. Por isso, fica. Se eu não conseguir entender, fica. Se eu não conseguir orar, fica. Se minhas lágrimas forem a única coisa que eu conseguir Te oferecer, recebe-as. Não me deixes atravessar esta noite sem sentir a Tua presença. Consola o meu coração, sustenta o que em mim está desabando e sopra vida onde já não encontro forças. Eu só Te peço: não saias de perto. Porque, Senhor, eu posso até estar cansada de tudo, mas ainda preciso de Ti.