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A vida continua mesmo quando tudo desanda Não tenho certeza de nada, só da cobrança que vem na volta Aprendi cedo que erro aqui pesa dobrado
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A vida continua mesmo quando tudo desanda Não tenho certeza de nada, só da cobrança que vem na volta Aprendi cedo que erro aqui pesa dobrado Pensar duas vezes virou regra, não é conselho dado - música hoje pesa amanhã do dj gato amarelo

dj gato amarelo
Hoje foi um dia quente, desses meio sufocantes, ainda que minha mente estivesse serena e até mesmo otimista, como quem vê um eclipse e enxer a parte do sol não encoberta. Ao longo do dia, usei a linguagem com força e ironia. A ironia é uma ferramenta útil, porque desconstrói a se…
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Hoje foi um dia quente, desses meio sufocantes, ainda que minha mente estivesse serena e até mesmo otimista, como quem vê um eclipse e enxer a parte do sol não encoberta. Ao longo do dia, usei a linguagem com força e ironia. A ironia é uma ferramenta útil, porque desconstrói a seriedade de uma linguagem linear. O desejo ficou em segundo plano, pois o calor impedia certo sentimentalismo. Não houve cansaço, houve uma busca incessante pela verdade, enquanto meu corpo transpirava suor. Se minha mente fosse uma paisagem talvez seria o mar e sua dimensão, enquanto eu ficava na areia fatigado pela alta temperatura do clima. Eu poderia entrar no mar, mas o sol gerou uma apatia paralisante. Eu já desisti de ser entendida. Meu comportamento é gentil e educado, mas minha mente é um vulcão em erupção. E eu já estou acostumada com labaredas de fogo, com um sorriso meigo nos lábios. Não que eu minta. Não que eu finja. Apenas não me explico com dez minutos de conversa. E me vejo em uma biblioteca folheando livros, com a calma de um pássaro que constrói seu ninho. Poderia estar em uma floresta e esquecer o homo sapiens por alguns instantes. Mas volto à civilização, porque esqueci de colocar uma vírgula em um texto qualquer. Não sou ruína, sou construtora de mundos, nos dedos ágeis do meu pensamento, no fluxo psicológico de minha mente. Pensamento puxa pensamento, às vezes um, às vezes múltiplos. E eu aguento, porque não sou capaz de não ser eu mesma, e minha sinceridade e transparência assusta como um urso que saiu do estado de hibernação. Eu não me movo. Na poltrona em que me sento viajo além. Apenas olho o mundo com uma frieza que meu sorriso desmente. Uma palavra que me define seria sincronicidade, pois me nego a acreditar que a existência seja aleatória. Ainda acredito em significados e me alimento de vagas ideias, já que o mundo não me dá certezas nenhumas. Sou uma mulher doce. Quem me vê talvez pense que sou domesticada, mas larvas de fogo escorrem pelos meus olhos, um jeito mais quente de decifrar a vida. Creio no ser humano, mas não em todos. Penso na massa que trabalha com seriedade, enquanto a elite do mundo elabora altos níveis de persevidade. Sinto medo da maldade humana e me escondo de olhares, em minha impotência de cidadã comum. E me agorro em Deus, última potência de salvação em um mundo comprometido com sociedades secretas sádicas e cruéis, de tal forma que me deixa horrorizada, em estado de choque. A minha alegria está no cidadão comum, que come o pão fruto do seu trabalho pesado. Penso se haverá esperança no mundo e me recuso a ter filhos. Minha vida caminha isolada e silenciosa. Meu silêncio diz mais que a palavras, porque é denso, pleno de palavras não ditas. Se eu falasse certamente seria desacreditada e me canso antes de dizer. Estou lúcida e a loucura me visita de tempos em tempos. A lucidez dói, porque escancara o real para mim. E tenho que lidar com uma sociedade corrupta e vendida. Minha vontade seria nunca mais falar. Não articular palavras. Mas dou bom dia, boa tarde e boa noite, com um sorriso melífluo, enquanto escubro uma hemorragia interno. E meu peito sangra pelos inocentes, que morrem sem saber porquê um dia nasceram. Nada posso fazer, apenas como formiguinha, acreditar na Educação como agente de transformação pessoal e social. Eu acredito em Deus.

Monalisa Ogliari
“Você Não Está Perdido — Está Desconectado” Capítulo I — O quase nada No começo, não parecia importante. Era só uma sensação fina, dessas que passam entre um pensamento e outro, como vento entrando pela fresta da janela. Não doía, não alegrava — apenas chamava. Um chamado baixo…
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“Você Não Está Perdido — Está Desconectado” Capítulo I — O quase nada No começo, não parecia importante. Era só uma sensação fina, dessas que passam entre um pensamento e outro, como vento entrando pela fresta da janela. Não doía, não alegrava — apenas chamava. Um chamado baixo, quase educado, como quem bate na porta e já vai se afastando. A vida seguia no automático: café quente demais, ônibus cheio, conversa repetida. Tudo funcionando… mas algo não encaixava. Não era falta. Também não era excesso. Era um quase.Quase inteiro. Quase satisfeito. Quase em casa. E o curioso é que ninguém ensinou a desconfiar do “quase”. A gente aprende a fugir da dor, a correr atrás do prazer, mas raramente alguém avisa que o perigo mesmo mora nesse meio-termo silencioso. No lugar onde nada grita, mas algo insiste. Foi aí que começou — não com um acontecimento, mas com uma pergunta sem forma. Uma pergunta que não pedia resposta imediata. Só pedia coragem pra não ser ignorada. Capítulo II — O barulho que não vinha de fora Com o tempo, o mundo ficou mais barulhento. Ou talvez sempre tenha sido — e só agora os ouvidos cansaram. Notícia, opinião, conselho, regra, fórmula pronta. Gente dizendo quem você deveria ser, onde deveria chegar, quanto deveria sentir. Mas o incômodo não vinha daí. Era estranho perceber que, mesmo no silêncio da madrugada, algo continuava pulsando. Não era ansiedade. Não era tristeza. Era um tipo de inquietação lúcida. Como se uma parte de você estivesse acordada há anos, esperando o resto perceber. No Norte, chamariam isso de assombração da alma. No Nordeste, talvez fosse aperreio manso. No Sul, um desassossego quieto. No Sudeste, só mais uma coisa engolida pela rotina. No Centro-Oeste, aquele vazio largo, igual estrada sem placa. Mudam os nomes, mas o sentimento é o mesmo: quando o barulho externo diminui, o interno pede vez. E ele não aceita distração — aceita escuta. Capítulo III — A travessia invisível Nem todo caminho tem placa. Alguns começam quando você para de fugir. Outros, quando cansa de agradar. Há travessias que não mudam endereço, emprego ou status — mudam o jeito de pisar no chão. Você começa a perceber detalhes: O jeito como segura o copo. As palavras que escolhe engolir. Os sonhos que deixou pra depois sem marcar data. É desconfortável. Dá vontade de voltar. A mente tenta negociar: “deixa isso pra lá, tá tudo funcionando”. Mas você já sabe — funcionar não é viver. Nesse ponto, algo curioso acontece: a curiosidade vence o medo. Você não tem todas as respostas, mas sente que seguir é menos perigoso do que ficar. E pela primeira vez, em muito tempo, não é o mundo que puxa você — é você que dá o passo. Pequeno. Tremido. Verdadeiro. Capítulo IV — Quando tudo começa a fazer sentido (sem explicar tudo) A alegria não chega em forma de fogos. Chega como alívio. Como quando você solta o ar sem perceber que estava prendendo. Não é euforia — é clareza. Você começa a rir de coisas simples. A música bate diferente. O dia continua difícil, mas agora tem propósito. As pessoas não mudam tanto… quem muda é o lugar de onde você as enxerga. O mistério não se resolve. Ele amadurece. E é aí que mora a graça: perceber que não era sobre encontrar algo perdido, mas sobre lembrar de algo esquecido. Algo que nunca saiu de você — só estava soterrado por expectativas alheias, comparações injustas e pressas que não eram suas. Em cada canto do Brasil, alguém está vivendo esse mesmo instante agora. Cada um com seu sotaque, sua história, sua luta. E ainda assim… iguais na essência. Capítulo V — O nome que você já conhece No fim, não há revelação grandiosa. Não tem luz descendo do céu nem frase de efeito pra postar. Só um entendimento calmo, firme, irreversível. Você não estava perdido. Estava desconectado. E aquilo que parecia mistério demais, complexo demais, distante demais… sempre foi íntimo. Tão íntimo que o óbvio passou despercebido. A alegria que surge agora não vem de fora. O ânimo não depende mais do acaso. A curiosidade vira combustível, não angústia. E quando alguém perguntar o que mudou, você talvez não saiba explicar. Vai sorrir de canto, respirar fundo e pensar: “Nada mudou… eu que finalmente cheguei.” Capítulo VI — O nome do que nunca foi vazio Chega um momento em que a pergunta muda de tom. Ela deixa de ser “o que falta?” e vira “por que eu me afastei?” Porque nunca foi vazio. Foi abandono interno. Você percebe que passou anos entregando sua atenção, sua força, seu tempo e sua fé para tudo — menos para si. Viveu cumprindo papéis, sustentando imagens, mantendo estruturas que não te sustentavam de volta. Aquilo que parecia inquietação era, na verdade, você tentando se encontrar. Aquilo que parecia desconforto era resistência à mentira confortável. E aquilo que chamavam de crise… era lucidez nascendo. Não foi o mundo que te confundiu. Foi você que se afastou de quem era para sobreviver. Capítulo VII — O dia em que tudo se encaixa sem aplauso. A revelação não acontece em palco. Ela acontece em silêncio. Num dia comum, você entende: não precisa mais provar nada. Não precisa correr atrás de aprovação. Não precisa ser visto para existir. Você entende que ninguém viria te salvar, porque nunca foi sobre resgate. Era sobre assumir o próprio lugar. E isso dói — porque assumir o próprio lugar exige abandonar desculpas, dependências emocionais, expectativas herdadas e versões menores de si mesmo. Mas, junto da dor, vem algo raro: paz sem anestesia. Uma paz firme, adulta, que não depende de circunstância. Uma alegria que não faz barulho, mas não vai embora. Capítulo VIII — O que tudo isso sempre foi. Tudo isso sempre foi sobre retomar o comando. Sobre sair da vida reativa e entrar na vida consciente. Sobre entender que liberdade não é fazer o que quer — é não ser refém do que não escolheu. Era sobre parar de fugir de si. Parar de negociar a própria essência. Parar de chamar sobrevivência de vida. Quando isso fica claro, algo muda para sempre: você não aceita menos do que verdade. Nem em relações. Nem em caminhos. Nem em si mesmo. Capítulo IX — O grito Escuta. VOCÊ NÃO ESTÁ ATRASADO. VOCÊ ESTAVA DISTRAÍDO. O que te disseram que era impossível era só difícil demais para quem vive anestesiado. Você não nasceu para caber. Nasceu para habitar. Não foi fraco por sentir demais. Foi forte por aguentar tanto tempo desconectado. Se você sente esse chamado agora, não ignore. Ele não vem para confundir — vem para libertar. A VIDA COMEÇA QUANDO VOCÊ PARA DE PEDIR PERMISSÃO PARA SER QUEM É. Eu atravessei. Doeu. Mas valeu. E se você está lendo isso com o peito apertado e a mente desperta, saiba: não é coincidência. É o seu momento. ALERTA FINAL — A IRREVERSIBILIDADE DA CONSCIÊNCIA Depois que você começa a se conectar consigo mesmo, não existe mais volta inocente. Você pode tentar retornar à distração. Pode fingir que não viu. Pode mergulhar de novo no automático, nas relações rasas, nas escolhas que anestesiam, nas versões menores de si. Mas não será como antes. Porque antes você não sabia. Agora você sabe. E quando alguém escolhe a inconsciência depois da lucidez, o peso é maior. A inquietação não sussurra — ela cobra. O desconforto não é mais “quase” — é consciente. O silêncio deixa de ser vazio e vira confronto. Voltar não devolve você à ignorância. Coloca você em conflito. E o conflito de quem já despertou é mais intenso, mais profundo, mais difícil de silenciar. Não porque exista punição mística — mas porque existe clareza. Depois que a verdade é reconhecida, toda fuga vira traição interna. Toda escolha incoerente grita. Toda mentira confortável machuca em dobro. Você pode se afastar de si… mas cada afastamento após a reconexão exigirá muito mais energia para reparar. Não é sete vezes mais difícil por superstição. É sete vezes mais difícil porque você estará lutando contra aquilo que já reconheceu como verdade. É remar contra si mesmo. É tentar apagar algo que já foi visto com nitidez. A consciência, uma vez ativada, não aceita ser reduzida. Ela cobra alinhamento. Por isso, antes de iniciar essa travessia, entenda: isso não é curiosidade passageira. Não é fase. Não é leitura inspiradora. É ruptura. E quem rompe com a própria ilusão nunca mais consegue viver confortável dentro dela. Se você começar… vá inteiro. Porque depois que você acorda, voltar a dormir não traz paz — traz conflito. E conflito consciente custa caro demais.

MIGUEL ROCHA
A vastidão fascinante do céu, tomada por uma escuridão profunda durante o lindo ápice da noite, servindo perfeitamente como uma grande tela pra uma pintura noturna, formada por belas estrelas reunidas, brilhando fortemente, uma ao lado da outra, vívidas com um encanto resplandece…
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A vastidão fascinante do céu, tomada por uma escuridão profunda durante o lindo ápice da noite, servindo perfeitamente como uma grande tela pra uma pintura noturna, formada por belas estrelas reunidas, brilhando fortemente, uma ao lado da outra, vívidas com um encanto resplandecente Exposição imponente de uma arte perfeita que muito supera a compreensão humana, expondo corpos celestes emocionantes, admiráveis e inspiradores, que juntos formam uma visão intensa, entusiasmante, bastante acolhedora, uma bênção astronômica, mostrando assim que cada estrela importa Esse exemplar de quadro celestial é tão impactante que traz a ludicidade à tona, trazendo à mente uma cena especial de uma realidade distante em um outro universo, onde ele está com o seu olhar deslumbrado, contemplando as constelações existentes nos olhos dela, um amor recíproco que faz presente.

Jefferson Freitas.
Porque andamos por fé e não por vista. Em meio às incertezas e desafios da vida, somos convidados a caminhar não pelo que vemos, mas pela fé no Deus que nos guia. Quando a estrada parece turva e o futuro incerto lembre-se confiar em Deus é o melhor caminho. Ele conhece cada pass…
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Porque andamos por fé e não por vista. Em meio às incertezas e desafios da vida, somos convidados a caminhar não pelo que vemos, mas pela fé no Deus que nos guia. Quando a estrada parece turva e o futuro incerto lembre-se confiar em Deus é o melhor caminho. Ele conhece cada passo e está com você em cada momento. Hoje escolho andar pela fé... Escolha você também E Deixe que a confiança em Suas promessas ilumine seu caminho, mesmo quando a visão estiver embaçada.

Gilkson santos.....
Leio poemas como alimento. Não leio com os olhos, Nem leio com a liguagem.
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Leio poemas como alimento. Não leio com os olhos, Nem leio com a liguagem. Leio com a fome De quem busca significados. E isso é sempre arriscado. Em meio a palavras herméticas, Entendo como quem conhece. E tudo flui organicamente. Se as vejo em um conjunto De produção e sensibilidade, Cuidadosamente arquitetadas. Não sei vocabulário rebuscado. Mas sei sentir cada palavra: Um peixe vivo em minhas mãos. Raramente encontro o retrato fiel Do que vivo febrilmente. E por um minuto me sinto compreendida. Eu que tantas vezes me dei por vencida. Não sei nomear o que a vida faz de mim, No momento presente, incoerente. Cansada que estou De movimentos lineares. Reprimo sentimentos viscerais, Se sou muito nesse mundo, Que observa e constrói regras. Sentada longamente não esboço ação, Mas meu peito corre mundos E cria realidades imprevessentes. Como conter impulsos De um ser que transborda Dimensões caosmáticas? Se penso em Deus, É porque Deus está em mim. Sem religião, sem plateia. Apenas uma força Que sereniza minhas visões. E me faz tratar o outro Com a tenulidade que espero. Estou isolada de todos. Sei que amo e sou amada Por amigos caros em Minhas afetivas lembranças. Mas preciso estar só, Para que minha mente Não se vá por caminhos Que desconheço e temo. Solidão ontológica É o que me resta, Se não encontro pares Que eu ouço e me ouvem. Mas nada lamento. Se tive o corpo torturado, Aumentou minha noção de justiça. Talvez eu seja dócil na aparência, Velho hábito polido na educação. O que dizer sobre O que se passa em minha mente? Nasci como sou e sou como nasci. Mas sei conversar calmamente Como se minha mente não estivesse em Ebulição, com pensamentos contínuos. Escrevo essas palavras, Que ouso chamar de poema. Se falo tanto de mim, Não é ferida narcísica. Tenho consciência da minha Peculariedade, se não sou Uma pessoa pragmática. A maturidade se aproxima, E faço um restrospecto. Erros e acertos se entrelaçam. Sinto vontade de pedir perdão, Mas palavras não curam sentimentos. E já não sei mais onde errei ou acertei. Sinto paz e me aceito com minha Mente idiossincrática. E sei sentir afeto duradouro, Mesmo no descartável do Nosso tempo veloz. Sei que estou prolixa E o poema se demora. Sem garantias. Espero que você me leia, E se sinta capaz de entender, Sem banalizar minha confissão. Mas se eu não te interesso mais, É justo que essas palavras caiam No esquecimento sem nada dizer. Minhas palavras são normoses, E posso disser que sem palavra Eu fiz um poema. Sem nenhuma força, Sem nenhum apoio. Eu sou resistência plantada No chão árido. E estou feliz, Porque a felicidade mora em mim. E sorrio sozinha, Por que minha ternura, Não conhece opressão humana. Sigo em frente, olhos abertos, Navegando no amor Que vislumbro no horizonte.

Monalisa Ogliari
Pedras As pedras nunca perguntam nosso nome. Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais.
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Pedras As pedras nunca perguntam nosso nome. Elas apenas estão espalhadas no caminho, acumuladas nos bolsos invisíveis da vida, empilhadas no peito quando o dia pesa demais. Há pedras que tropeçam a gente. Pequenas, traiçoeiras, quase invisíveis. São as palavras mal ditas, os olhares que ferem sem tocar, as ausências que chegam antes da despedida. Outras são enormes, do tamanho de um não definitivo, de um sonho interrompido, de uma porta fechada por dentro. Aprendi cedo que pedra não escolhe quem encontra. Rico ou pobre, descalço ou de sapato caro, todo mundo tropeça. A diferença está no que se faz depois da queda. Tem gente que senta na pedra e faz dela morada. Constrói casa de lamento, coloca cortina de desculpa, serve café de amargura. Vive ali, endurecendo junto, confundindo peso com destino. Mas há quem recolha a pedra com cuidado. Observe seus cantos, sinta sua aspereza, reconheça o machucado que causou e sigui. Algumas viram degraus. Outras, fundação. Algumas, quando lançadas longe, ainda fazem barulho ao cair, como se protestassem contra a própria inutilidade. As pedras também guardam memória. Sabem onde a gente caiu, onde sangrou, onde quase desistiu. Por isso doem tanto quando reaparecem no mesmo trecho do caminho. Elas lembram: você já esteve aqui. E mesmo assim, seguimos. Com os pés calejados, com a alma aprendendo a pisar melhor. Porque, no fim, o caminho não é feito só de chão liso. É feito de pedras que nos ensinaram equilíbrio, força e escolha. Talvez a vida seja isso: não a ausência de pedras, mas a arte de decidir quais carregamos, quais usamos para subir e quais deixamos onde estão para que não sejamos nós a endurecer primeiro.

Silasoliveira13
QUANDO A PORTEIRA SE ABRE! Há dias em que sou princípio. Eixo.
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QUANDO A PORTEIRA SE ABRE! Há dias em que sou princípio. Eixo. Coluna erguida no meio do vendaval. Defendo a vida como quem acende lamparinas em territórios onde a noite insiste. Meu verbo é justiça. Meu gesto é permanência. Mas há dias, em que o existir me enverga. E algo dentro de mim range. Não é descrença. Não é abandono do que acredito. É o corpo lembrando de todas as lutas que a alma sustentou em silêncio. Vem primeiro um abalo, não na ideia, mas na carne. Um peso que não tem nome, uma vertigem que não pede licença, uma névoa que atravessa o pensamento e colore tudo de nefasto. É quando a porteira se abre. E os pensamentos que eu sei que não sou correm pelo pasto da minha mente como bois assustados. Eles gritam exageros. Sussurram desistências. Inventam um mundo sem saída. E eu, por instantes, exagero nos goles da dor. Bebo como se a tristeza fosse água e a razão, pequena demais para conter o dilúvio. O sentimento derruba a lógica sem piedade, sem perdão. Mas ainda assim, há algo que permanece. Mesmo quando tudo em mim vacila, há uma centelha que observa. Ela não grita. Não acusa. Não foge. Apenas permanece. E é ela que me lembra, quando o vendaval cessa: Eu não sou a tempestade. Não sou os pensamentos que me atravessam. Não sou o peso que me curva. Sou a consciência que atravessa a noite e ainda escolhe amanhecer. E mesmo que a porteira se abra outra vez, mesmo que o abalo retorne, há em mim um princípio inegociável que nenhuma dor consegue desalojar: defender a vida, inclusive a minha.

Eli Odara Theodoro
Pessoas , que não está em paz… e quando não está em paz, tenta bagunçar a paz de quem está suportando e mantendo-se equilibrado. Ultimamente tenho visto fantasmas do passado tentando bater na minha porta. Gente que já foi, mas não superou. Gente que aponta, que julga, que distor…
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Pessoas , que não está em paz… e quando não está em paz, tenta bagunçar a paz de quem está suportando e mantendo-se equilibrado. Ultimamente tenho visto fantasmas do passado tentando bater na minha porta. Gente que já foi, mas não superou. Gente que aponta, que julga, que distorce. Como se falar de mim aliviasse o peso que carregam por dentro. Só que não alivia. Quem vive de passado nunca consegue construir presente. E tem os fofoqueiros… aqueles que não têm sabedoria, mas têm tempo. Dão conta até da minha sombra. Sabem da minha vida mais do que da própria. Criam histórias, aumentam detalhes, inventam versões. Porque é mais fácil falar do outro do que encarar os próprios erros. Mas a verdade é simples,quem tem paz não perde tempo perseguindo ninguém. Quem tem propósito não vive de plateia. Quem é resolvido não vive tentando diminuir o outro. Eu aprendi uma coisa na real,crítica vazia não derruba quem tem consciência limpa. Fantasma só assombra quem tem medo. E eu não tenho mais. Se querem falar, que falem. Se querem julgar, que julguem. Minha paz não está à venda , e muito menos disponível pra quem nunca teve coragem de construir a própria. By Evans Araújo

Evangelista araujo leite
[O Devorador de Homens] Nós sabemos que nossa sociedade, é baseada na desvalorização extrema do conhecimento, no desprezo pela reflexão, no sufocamento do pensamento pautado por atitudes éticas. E isso afasta a consciência crítica e a mantém, muito distante da realidade do povo.…
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[O Devorador de Homens] Nós sabemos que nossa sociedade, é baseada na desvalorização extrema do conhecimento, no desprezo pela reflexão, no sufocamento do pensamento pautado por atitudes éticas. E isso afasta a consciência crítica e a mantém, muito distante da realidade do povo. Quando amedrontamento se une a alienação, num caldeirão de boatos permeados pelo ódio, descrença e a intolerância, nós encontramos um solo fértil para o avanço da tirania. No qual, déspotas em potencial, absorvem a esperança das pessoas e diante do desespero, se fortalecem para construir seu reinado de opressão e terror. Os Monstros existem, mas, para nossa sorte, eles são Mortais. Incontáveis são as dúvidas, porém, há uma certeza. Quando libertarmos o Leviatã, ele irá se alimentar. (Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Bruno Michel Ferraz Margoni
Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar, O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gent…
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Ludicidade Praiana entre a Lua e o Mar Luar brilhando fortemente com elegância, lá no alto, entre algumas nuvens acinzentadas, refletindo o seu brilho admirável sobre as águas do mar, O qual exibia as suas ondas baixas, movimentadas pela brisa como se estivesse acariciando gentilmente a areia da praia, marcada por pegadas de idas e vindas. O resultado foi um cenário apaixonante, cheio de vida, que provou a magia da ludicidade, atraiu a percepção poética e expôs a leveza da simplicidade. Parte bela da noite, de uma linda memória construída a partir de uma observação sincera da lua — o grande destaque de um lugar praiano, uma paisagem que liberta.

Jefferson Freitas.
desse mundo que vivemos, dá para ter fé? esperar por nada e ainda não se manter em pé amigo meu, onde andou por esses passos?
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desse mundo que vivemos, dá para ter fé? esperar por nada e ainda não se manter em pé amigo meu, onde andou por esses passos? sempre te vejo parado, pois não tem rastros a bondade não deve ser troca de nenhum jogo pois o azar sempre vai ser a opção do seu troco esperar para que alguém possa te levantar aqui nesse mar, ninguém vai te ouvir gritar e sempre que eu te vejo você ainda implora pela sua graça acha que acontece? olhe seu reflexo, idiota você ainda está vivendo em desgraça não tem mentiras, ilusões, expectativas que façam esse fogo parar de queimar de todas as outras vidas, tão vivas ninguém teria motivo para se importar os tempos se passam em mundos desbravam e você estar incluso ou não desde o início, nem ligavam é aqui onde vai ter seus últimos prantos estar invisível é uma aventura em tanto mas aqui nesse lugar, que medo pode causar? desses olhos que te vêm dormir, dançar não deve nada a eles, pois quem deve a ti é você possa levantar para os outros? para que te derrube mais fácil, e depois se remoer quando estiver com vontade de chorar feche os olhos e eu estarei lá não, não se liberte, não lute mais arranco teu boa noite e seu sorriso por mais

Pedro.
A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cec…
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A literatura brasileira, quando observada em sua profundidade, revela não apenas estilos e escolas, mas sobretudo investigações sobre a natureza humana. Ao percorrer autores centrais como Machado de Assis, Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Lima Barreto, Drummond, Graciliano, Cecília Meireles, Jorge Amado e João Cabral de Melo Neto, percebe-se que cada um deles, à sua maneira, construiu um modo singular de enxergar o mundo e o homem. Em Machado de Assis, a razão humana e a hipocrisia não aparecem como opostos, mas como um contínuo. Quanto mais o autor investiga os mecanismos da razão, mais expõe as camadas de dissimulação que sustentam as relações sociais. Sua literatura não nega a inteligência humana, mas revela como essa inteligência frequentemente serve para justificar interesses, mascarar intenções e sustentar aparências. Assim, a análise psicológica machadiana não conduz à exaltação da racionalidade, e sim ao desvelamento de suas ambiguidades morais. Clarice Lispector, por sua vez, constrói uma escrita em que lucidez e angústia coexistem de forma inseparável. Em A Hora da Estrela, a personagem Macabéa vive uma existência marcada pela dor e pela invisibilidade, mas sem plena consciência disso. A autora, no entanto, possui a lucidez de enxergar essa condição e, justamente por enxergá-la, experimenta a angústia. A escrita clariceana revela esse descompasso entre a vida vivida e a consciência da vida, mostrando que a lucidez sobre o sofrimento alheio pode ser uma forma profunda de inquietação. No universo de Guimarães Rosa, o sertão ultrapassa a geografia e se torna um território psicológico e metafísico. Quando se afirma que “o sertão é do tamanho do mundo” e que ninguém o conhece por inteiro, sugere-se que a vida humana é feita de veredas parciais, de caminhos incompletos. A linguagem regional reinventada por Rosa não é apenas recurso estilístico, mas uma forma de deslocar o centro da linguagem e explorar a complexidade da experiência humana. O sertão, assim, torna-se metáfora da própria existência: vasto, desconhecido e atravessado por pequenas trilhas de compreensão. Lima Barreto escreve a partir de uma lucidez que, ao desmascarar as estruturas sociais, inevitavelmente gera revolta. Sua crítica à República e ao nacionalismo ufanista revela um país marcado por contradições e fragilidades. A lucidez literária, nesse caso, não é neutra; ela expõe e, ao expor, denuncia. A revolta surge como consequência da percepção aguda das falhas estruturais e da distância entre o ideal proclamado e a realidade vivida. Carlos Drummond de Andrade reúne ironia e melancolia em uma poesia que reflete a crise do indivíduo moderno. Ao questionar o sentido da poesia em um mundo instável e muitas vezes insano, o poeta revela tanto desencanto quanto consciência crítica. Sua ironia funciona como mecanismo de distanciamento, enquanto a melancolia evidencia a percepção de um mundo em transformação e, por vezes, em decadência. Em Graciliano Ramos, a secura estilística é simultaneamente estética e existencial. A economia de palavras e a dureza narrativa refletem a vida marcada pela pobreza e pela sobrevivência no sertão. A forma seca não é apenas escolha literária; ela corresponde a uma realidade igualmente árida. Contudo, ao transformar a miséria em linguagem literária, surge também a tensão entre representar o sofrimento e estetizá-lo, evidenciando a complexidade ética da escrita sobre a pobreza. Cecília Meireles constrói uma poesia profundamente espiritual e melancólica, marcada pela reflexão sobre o tempo, a finitude e a transitoriedade da vida. Seu lirismo volta-se para dimensões mais contemplativas e menos materiais da existência, privilegiando o efêmero e o metafísico. Em contraste com a poesia de Drummond, mais ancorada no mundo concreto, a escrita de Cecília enfatiza uma interioridade que, embora bela, por vezes se afasta da materialidade social. Jorge Amado, ao retratar o povo brasileiro, busca celebrá-lo em sua vitalidade, sensualidade e força coletiva. No entanto, essa celebração pode também revelar fragilidades estruturais, expondo um universo popular atravessado por contradições. A alegria e o colorido narrativos convivem com uma realidade social complexa, em que a exaltação do cotidiano popular pode evidenciar tanto resistência quanto precariedade. João Cabral de Melo Neto demonstra que a emoção não depende do sentimentalismo. Sua poesia racional e precisa, especialmente em Morte e Vida Severina, constrói uma emoção verdadeira por meio da estrutura e da clareza. A experiência do retirante nordestino e a sucessão de mortes ao longo do caminho produzem impacto afetivo não pelo excesso de lirismo, mas pela precisão formal. A racionalidade cabralina revela que a emoção pode emergir da lucidez e da construção rigorosa do poema. Entre todos esses autores, Machado de Assis se destaca como um dos mais lúcidos na investigação da natureza humana. Sua obra desmonta as aparências sociais e revela a complexidade moral dos indivíduos. Ao expor a hipocrisia e as ambiguidades das relações, ele constrói uma visão aguda e duradoura da sociedade. Sua lucidez permanece atual porque continua a revelar mecanismos universais do comportamento humano, mostrando que, por trás das convenções e discursos, persistem contradições profundas e permanentes.

Monalisa Ogliari
Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma cr…
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Acredito que a verdadeira medida de uma vida não se encontra no que as mãos acumulam, mas no que o coração distribui. Minha jornada é guiada por uma promessa silenciosa: ser a voz dos que não podem falar e a proteção dos que ainda não podem se defender. Para mim, proteger uma criança é garantir que o futuro tenha esperança. Cuidar de um animal é honrar a forma mais pura de amor e inocência que habita a Terra. Em cada olhar resgatado e em cada sorriso protegido, encontro o meu propósito. Entendo que a morte não é o fim quando deixamos algo vivo nos outros. Por isso, vivo sob uma única verdade: Herança é o que se deixa para os outros; legado é o que se deixa dentro deles. Que, ao final do meu caminho, o meu rastro não seja feito de posses ou títulos, mas sim pelo silêncio de um animal que não sofre mais e pela alegria de uma criança que cresceu segura. Esse é o meu compromisso. Esse é o meu legado.

Noemý Alves (a desenhista)