Pular para o conteúdo

Explorar frases

Busque um trecho, um tema ou um autor.

24 frases nesta página

Escola, família e comunidade: a tríade para o futuro O escritor argentino Jorge Luis Borges costumava dizer que o maior acontecimento de sua vida foi a biblioteca de seu pai que o conduziu às veredas fascinantes da existência real e onírica. Já o cantor, compositor e escritor br…
Continuar lendo

Escola, família e comunidade: a tríade para o futuro O escritor argentino Jorge Luis Borges costumava dizer que o maior acontecimento de sua vida foi a biblioteca de seu pai que o conduziu às veredas fascinantes da existência real e onírica. Já o cantor, compositor e escritor brasileiro Chico Buarque - filho do historiador Sérgio Buarque de Hollanda - também teve sua história profundamente ligada ao gosto pela leitura, adquirido desde a infância. O autor de clássicos como A Banda, Construção e Cálice afirma que, já na adolescência, era impossível não ceder aos encantos daquelas obras tão convidativas que lotavam as prateleiras de sua casa a ponto de impedir a abertura de algumas janelas. Para arrematar, temos a declaração reveladora da escritora Hilda Hilst, quando se lembra da influência de seu pai - o poeta, jornalista e fazendeiro Apolônio de Almeida Prado Hilst - na sua vida e na sua carreira: "Meu pai foi a razão de eu ter me tornado escritora (...). E eu tentei fazer uma obra muito boa para que ele pudesse ter orgulho de mim." Como vimos - nesse paradoxal pequeno/grande universo recolhido apenas da seara das letras e das músicas e que faz referência somente à influência paterna - a participação, o incentivo e o exemplo da família na formação emocional e intelectual dos indivíduos é, muito mais do que um dever, uma ação fundamental. Mesmo nos lares cujos pais, mães, tios e avós não têm uma formação educacional regular, nem condições financeiras para adquirir livros, é importante que haja, sobretudo, a transmissão do amor pelo saber, pelo conhecimento, pela educação e, é claro, pela escola. O governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado da Educação, está atento a essa necessidade de intensificar a integração entre os alunos da rede estadual de ensino e as suas famílias, ampliando esse vínculo por intermédio da escola e da comunidade. Cremos que as instituições públicas educacionais possam ser a porta de entrada para o novo tempo com o qual têm sonhado gerações sucessivas. Um tempo em que a escola seja um centro de luz capaz de irradiar o gosto pelo aprendizado constante, pelo esporte e, por que não, pelo lazer, uma combinação infalível para a construção de uma nação realmente soberana, fruto de uma experiência educativa lúdica, afetuosa e responsável. Uma nação capaz de exercer plenamente a sua cidadania. Por isso, com planejamento, entusiasmo, criatividade e o auxílio precioso de numerosos profissionais, parceiros e voluntários desenvolvemos o Programa Escola da Família, que está colocando em prática uma iniciativa inédita: abrir as mais de seis mil escolas da rede nos fins de semana, para a convivência familiar e comunitária. Neste sábado, domingo e em todos os fins de semana do ano, colocaremos à disposição dos seis milhões de alunos dos Ensino Fundamental e Médio, de suas famílias, amigos e vizinhos as praças esportivas, as áreas de lazer e os ambientes escolares em todos os municípios paulistas. Todos terão acesso a uma programação variada que inclui atividades artísticas, culturais, esportivas e recreativas, além de oficinas profissionalizantes. Atividades decididas em conjunto com os moradores do entorno da escola, respeitando os usos e os costumes locais. Para tanto, temos parcerias importantes, como a da Unesco, a do Faça Parte - Instituto Brasil Voluntário e também do Instituto Ayrton Senna, que é, desde o início, responsável pela capacitação dos educadores, universitários e voluntários envolvidos no programa. Contamos, ainda, com a participação das Associações de Pais e Mestres (APMs). Aos universitários que se inscreveram no programa, a Secretaria de Estado da Educação está oferecendo 25 mil bolsas de estudo. Cada bolsa vale metade das mensalidades, até um teto máximo de R$ 267,00. O valor restante será complementado pelas instituições de ensino onde estudam. Assim, os selecionados, que necessariamente precisam ter cursado o Ensino Médio na escola pública, terão 100% das respectivas mensalidades cobertas. Em troca, trabalharão nas escolas aos sábados e domingos como monitores. O sonho do acesso à universidade e o sonho da escola-cidadã ocorrendo de forma simultânea. O Programa Escola da Família é um convite para que sejamos mais do que executores, corresponsáveis pela construção desse novo modelo educacional. Um modelo capaz de originar, com a ajuda e o incentivo das famílias e comunidades, novos autores extraordinários... Não somente de livros e de canções deslumbrantes, mas, sobretudo, de novos amanhãs que sejam tão harmônicos quanto bem escritos. Amanhãs que receberão a contribuição valiosa da esfera da ficção e da criação artística, mas, que serão, para a nossa alegria, muito mais reais e palpáveis.

Incentivar a Leitura O maior acontecimento de minha vida foi, sem sombra de dúvida, a biblioteca de meu pai". A frase impactante e, ao mesmo tempo, grandiosa, por tudo o que traz implícita, foi proferida pelo escritor argentino Jorge Luis Borges. Sua paixão pelos livros seguiu a…
Continuar lendo

Incentivar a Leitura O maior acontecimento de minha vida foi, sem sombra de dúvida, a biblioteca de meu pai". A frase impactante e, ao mesmo tempo, grandiosa, por tudo o que traz implícita, foi proferida pelo escritor argentino Jorge Luis Borges. Sua paixão pelos livros seguiu avassaladora até o final de sua vida, quando já estava cego e dependente de amigos ou familiares que liam para ele todos os dias. Borges sofria de um problema congênito na visão, proveniente de seus ascendentes paternos. Mesmo assim, isso não foi empecilho para que ele se tornasse um dos maiores escritores de todos os tempos, autor de preciosidades como "Ficções" e "O Aleph". Todavia, sua história poderia ter sido outra se, desde menino, não tivesse tido acesso ao maravilhoso e encantado mundo dos livros. Clássicos como "As mil e uma noites" ajudaram a fazer com que o menino tímido e retraído da Buenos Aires romântica do início do século 20 pudesse dar asas a uma imaginação já privilegiada, originando o escritor fenomenal em que se transformaria mais tarde. Mudemos, agora, de cenário. Brasil. Recife. No conto "Felicidade Clandestina", Clarice Lispector narra, de forma primorosa, o sofrimento de uma menina pobre cujo sonho era ler "Reinações de Narizinho", clássico de Monteiro Lobato. No final da narrativa, após ter conseguido seu tão desejado exemplar, a menina permanece abraçada ao livro, em êxtase, sem abri-lo por um bom tempo, tamanho é o seu respeito e admiração pelo tesouro recém-adquirido. Entre os grandes escritores, o que não faltam são histórias relatando o amor que devotavam aos livros, ao conhecimento, ao aprendizado... O que seria desses homens e mulheres das letras não fosse o contato precoce com a literatura? Teriam eles seguido rumos diferentes? Teriam se tornado os grandes mestres que conhecemos? Possivelmente, não. Daí a importância crucial de as escolas incentivarem a leitura e a familiarização dos estudantes com o espaço fantástico que são as bibliotecas. Cabe aos diretores e professores organizarem visitas das classes a esses centros do saber em suas escolas. A prática, com certeza, fará toda a diferença na vida das crianças e adolescentes. Para os mais novos, podem ser organizados leituras de histórias em rodas, com direito a interatividade e atividades que, já em sala de aula, complementem o trabalho iniciado na biblioteca. Quando o assunto é o estímulo à leitura, a criação de programas de incentivo é fundamental. Programas como o "Leia Mais" e campanhas como Tempo de Leitura são exemplos bem-sucedidos. Só o "Leia Mais" atendeu mais de 2 milhões de alunos do ensino médio com 3 milhões de livros de literatura. Foram investidos 20 milhões de reais com o envolvimento de 1.245 escritores e 1.934 títulos diferentes para a escolha das próprias escolas. Já a campanha "Tempo de Leitura" teve como palavra-chave o compartilhamento. Mais de 8,5 milhões de alunos do Brasil inteiro, de 4ª e 5ª séries do Ensino Fundamental, levaram para casa uma das seis coleções compostas de cinco volumes do projeto "Literatura em Minha Casa", do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O PNBE está disponibilizando 30 títulos literários diferentes, contabilizando um total de 12,18 milhões de coleções. Livros de Ana Maria Machado, Ruth Rocha, Ângela Lago. Luís Fernando Veríssimo, João Ubaldo Ribeiro, Oscar Wilde, Mark Twain, Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles e outros escritores e poetas nacionais e internacionais vão fazer parte da biblioteca particular dos alunos. Parafraseando Monteiro Lobato: um país se faz com homens e com livros. É assim que se constrói o futuro e se garante às novas gerações, uma sociedade e um mundo mais condizente com o sonho de todos os grandes escritores e poetas. O verdadeiro educador deve trabalhar em seus aprendizes o desenvolvimento desses valores. Este texto tem como objetivo ser um convite para que reflitamos sobre livros, bibliotecas, sonhos e o quanto eles podem ser fundamentais na vida de todos nós. E para salientar esse conceito, nada mais adequado do que lembrar um trecho do poema O Livro e a América, de Castro Alves: "Oh, Bendito o que semeia/Livros... livros à mão cheia.../E mando o povo pensar!/O livro caindo n alma/É gérmen que faz a palma,/É chuva que faz o mar". Publicado no Jornal Vale Paraibano

O MOMENTO DA ESCOLHA DA PROFISSÃO Escolhas são caminhos bifurcados que encontramos todos os dias, na nossa vida. As escolhas não precisam ser sempre difíceis, embora a cada uma corresponda uma renúncia. Quando não há dinheiro para tudo, há que decidir por uma ou algumas dentre a…
Continuar lendo

O MOMENTO DA ESCOLHA DA PROFISSÃO Escolhas são caminhos bifurcados que encontramos todos os dias, na nossa vida. As escolhas não precisam ser sempre difíceis, embora a cada uma corresponda uma renúncia. Quando não há dinheiro para tudo, há que decidir por uma ou algumas dentre as várias coisas que se pretenda comprar. Quando se vai a um restaurante, um prato. Quando se sai de casa, um caminho. E assim sucessivamente. A dificuldade de fazer escolhas relacionadas à carreira está no fato de que, muitas vezes, os filhos desejam seguir áreas novas que os pais conhecem pouco e por isso temem que não proporcionem solidez, no futuro. Ainda há pais que acreditam, como foi no passado, que os cursos que importam são medicina, direito e engenharia. Os jovens querem ousar. Turismo, publicidade, gestão de pessoas, meio ambiente, tecnologia, design, culinária, artes, são áreas sedutoras e atraem um número cada vez maior de jovens. E por serem novas, não significa que remuneram menos que a advocacia, odontologia ou administração. A conversa em família, para a decisão do curso, deve levar em conta questões como o prazer, a aptidão e a oportunidade. O prazer é essencial. A profissão será a companheira diuturna, e não se escolhe para viver e conviver algo que não se aprecie. A aptidão é demonstrada em toda a vida escolar. Não basta que os pais queiram que o filho seja médico, piloto de avião ou ator de cinema. É preciso aptidão. E a oportunidade está ligada ao mercado de trabalho. Um pai que tem uma grande organização pode preparar o seu filho para comandá-la. Pais que sejam advogados bem sucedidos terão mais facilidade para abrir o mercado para os filhos. Um dono de jornal já tem espaço para o filho jornalista. Isto não é regra. É oportunidade. A constatação mais importante: as pessoas não podem mais parar de estudar, senão envelhecem para o mercado, fenecem e morrem. A assertiva do passado, de que bom era ingressar em uma organização e trabalhar nela por toda a vida, não é mais a regra. As pessoas mudam de empresa e de área de atuação e por isso mesmo devem estar preparadas para essas mudanças. Mesmo escolhas difíceis podem ser prazerosas, quando os atores do processo são respeitados. Os pais não devem assumir a decisão. A carreira é dos filhos, e a decisão tem que ser deles. Isso não significa que não possam orientá-los e até convencê-los do que julgam ser o melhor. Depois da escolha, o que importa é estudar. E muito - o mercado carece de profissionais competentes, que tenham visão do mundo e da área em que atuam, e para isso a leitura é essencial. A capacidade de trabalhar em grupo e de resolver problemas também. E tudo isso ajuda a chegar ao essencial: um profissional competente e bem sucedido é antes de qualquer coisa um profissional feliz. Jornal Shopping News, 20/10/2007

Saudade Saudade é tão inexplicavelmente saudade que não há tradução desta palavra Para outros idiomas Todo mundo sabe que ela existe, mas alguns têm dificuldade de expressá-la
Continuar lendo

Saudade Saudade é tão inexplicavelmente saudade que não há tradução desta palavra Para outros idiomas Todo mundo sabe que ela existe, mas alguns têm dificuldade de expressá-la A mesma saudade que bate aqui bate lá na França, na Austrália, no Marrocos e Por aí vai... Nos filmes Hollywoodianos, eles costumam dizer: “I miss you” - Traduzindo: “Eu sinto a sua falta” Falta, saudade, saudade, falta Será que alguém sente falta da saudade? Eu não, ela é minha companheira nesta jornada terrena Saudade é agonia que sufoca o meu Ser É dor que insiste em não cessar É gosto amargo que amarra a boca sem querer Saudade é destino trocado em algum lugar É passado tortuoso a atormentar De dia, de noite e nem é preciso plugar Saudade é poder dizer um tchau com alegria E um adeus com melancolia. Saudade é ter a filhota em Perth, na Austrália E saber que a distância é meramente passageira O nosso laço e mais forte e encandeia A luz do amor de nossa família A saudade deveria vir sempre associada ao que nos faz bem Como por exemplo: a saudade de um amor, a saudade de um beijo roubado, De um abraço apertado, de um toque assanhado; a saudade das fases vividas, Como o brinquedo preferido, as loucuras da adolescência, o primeiro porre, As escolas e os professores que nos ajudaram a chegar até aqui, O bom papo com amigos, o primeiro nascer do sol de forma independente, O dia de seu casamento, o nascimento de seus filhos e netos, Os entes queridos que partiram e que nos motivam a continuar e continuar E muito, muito mais que eu deixei de mencionar... Saudade, lembranças, saudade... Saudade é tudo e nada ao mesmo tempo É você acompanhada pela multidão ou sozinho em algum templo Saudade é ter a boca cheia d’água quando se lembrar das Comidas da sua avó Que saudade vovó do seu arroz com feijão, da sua salada de almeirão, Do seu torresmo sequinho, dos seus ovos estrelados, do seu doce puxa-puxa, Do seu bolinho seco, mas principalmente, vovó Do seu olhar doce, do seu jeitinho, do seu amor e do seu carinho.

Luz, câmera... E ação! No cultuado filme Ao mestre com carinho, temos uma análise sensibilíssima da influência do educador na vida de aprendizes com comportamentos agressivos e arredios. Jovens marginalizados, marcados pela realidade dura das regiões vulneráveis, dos guetos. Amb…
Continuar lendo

Luz, câmera... E ação! No cultuado filme Ao mestre com carinho, temos uma análise sensibilíssima da influência do educador na vida de aprendizes com comportamentos agressivos e arredios. Jovens marginalizados, marcados pela realidade dura das regiões vulneráveis, dos guetos. Ambientes que imprimem em seus corpos e almas as insígnias da exclusão social, da carência de recursos, da ausência de opções de estudos, de trabalho e de lazer. O clássico, protagonizado pelo ator Sidney Poitier, nos mostra a situação limite vivenciada pelos adolescentes pertencentes às camadas desfavorecidas da população. Jovens descrentes, rebeldes e desestimulados justamente porque vêem à sua frente paisagens áridas, sem cor, caracterizadas pela projeção contínua de cenas nada animadoras. Imagens que revelam uma seqüência ininterrupta de destinos tristes, desprovidos de perspectivas positivas. Heranças que vêm, geralmente, de famílias desestruradas, lares destruídos, infâncias traumáticas. São experiências extremas, eficazes para minar as expectativas de quem deveria trazer no sangue a seiva do viço, da energia, da disposição. Rapazes e moças que dispõem, inclusive, do tempo como aliado. Tempo que pode ser um fardo para quem tem o histórico dramático desses adolescentes retratados pelo filme - ícones que representam os jovens que vivem a dor de serem vistos como párias. Nesse cenário repleto de desencanto, a missão de Mark, professor interpretado por Poitier, era despertar nesses alunos o que tinham de mais precioso e desconhecido: a capacidade de sonhar, de transformar, de acreditar em si mesmos, de se reconhecerem como escritores habilidosos da história de suas próprias vidas. Outras produções cinematográficas trouxeram à tona dramas semelhantes, que enfocavam a saga de educadores-redentores, homens e mulheres movidos a entusiasmo e a esperança, como a professora interpretada por Michelle Pfeiffer em Mentes Perigosas ou o professor vivido pelo excelente Morgan Freeman em Meu mestre, minha vida. Portadores do gene sonhador de Quixote, esses educadores nos emocionam e nos fazem refletir sobre o quanto ainda é possível fazer pelos nossos aprendizes. Crianças e jovens espalhados por todos os rincões do Brasil. Aprendizes como os meninos e meninas da Febem. Adolescentes à espera de afeto, atenção... Sedentos por oportunidades que lhes possibilitem o conhecimento de seus potenciais e talentos adormecidos. O governo do Estado de São Paulo, na figura do governador Geraldo Alckmin, já está atento para essas necessidades. Prova disso é que acaba de autorizar a contratação de 2.000 estagiários oriundos da Febem, que serão treinados por um pool de empresas e instituições, entre elas Fundação Bradesco, Centro Paula Souza, Senac, Senai e Canal Futura. Os jovens irão atuar como monitores de informática e de bibliotecas nas escolas da rede pública de ensino. As vagas representam a liberação de cerca de 40% do total de internos da Febem, hoje em torno de 5.500 adolescentes. É um passo importante, mas esperamos que seja apenas o primeiro rumo a um futuro mais promissor para esses jovens. Em breve, esperamos vê-los atuando nos mais variados setores do mercado. Empresas privadas, rede de hotéis, restaurantes, grandes magazines, shoppings centers e demais organizações poderão oferecer a esses adolescentes a chance de sonhar e de viver uma história diferente, com enredos e cores muito mais vibrantes e propícios a uma atuação verdadeiramente heróica. Será a confirmação de que a sociedade, como um todo, participará de forma pró-ativa na criação de um novo tempo. É isso. É preciso olhar esses aprendizes com olhos de educadores. Olhos de quem jamais perde a esperança. Olhos de quem acredita que é possível mudar, sempre, para melhor. A Febem tem um roteiro complexo, marcado por problemas que não podem ser vencidos de uma hora para outra. Não há milagre. Educação é processo. Temos um enorme desafio, mas estamos dispostos a enfrentá-lo e a transformar esse filme num espetáculo tão bonito quanto o da peça Dom Quixote - Num lugar de la Mancha, protagonizada - vejam só que maravilha! - pelos atores da Oficina de Artes da Febem. Jovens que nos ensinam ser possível transformar sonhos, mesmo que pareçam quixotescos, em realidade. Se todos assumirmos o compromisso de olhar e de agir como educadores, poderemos dar, diretores que seremos, um final muito mais belo para essa história. E, às platéias do futuro, restará aplaudir de pé, orgulhosas pelo modo corajoso e competente com que praticamos essa AÇÃO. Publicado no Diário de S. Paulo

Um novo tempo Estamos no início do ano letivo. Nas universidades, milhares de jovens darão início a uma nova fase em suas vidas. Quem não se recorda da imensa expectativa existente no primeiro dia de aula na faculdade? As dúvidas, os medos, os anseios em relação a profissão esco…
Continuar lendo

Um novo tempo Estamos no início do ano letivo. Nas universidades, milhares de jovens darão início a uma nova fase em suas vidas. Quem não se recorda da imensa expectativa existente no primeiro dia de aula na faculdade? As dúvidas, os medos, os anseios em relação a profissão escolhida, os novos amigos e professores, as incertezas sobre a futura profissão e o sonhado reconhecimento no cada vez mais competitivo mercado de trabalho? É uma realidade cheia de apreensão e de temores e o jovem, nessa hora, assemelha-se a um vulcão pronto para entrar em erupção e espalhar sua lava incandescente ao seu redor. Tudo isso, logo depois de ter sobrevivido (sim, é essa a palavra) a um outro momento de turbulência sem igual: o vestibular. Para a maioria, a grande prova de fogo da juventude. A grande concorrência, a expectativa da família, o drama em escolher a profissão certa em uma idade ainda carente de maturidade e experiência de vida suficientes para uma decisão tão delicada... É como um rito de passagem cercado de desafios envolvendo coragem, perseverança, paciência, técnica, rapidez de raciocínio lógico e abstrato, fluência verbal e tantas outras habilidades essenciais a um guerreiro. Cabe aos pais, mais uma vez, servir de fortaleza e amparar seus filhos em época tão importante para o seu futuro. Pressões e cobranças só tendem a piorar o estado de espírito desses novos desbravadores que sonham em conquistar o mundo e trazem em si uma força e uma garra sem tamanho. São eles, os jovens, os respiradouros do mundo. Neles se concentram todos os raios de luz dos milhares de amanheceres que ainda temos pelo frente. Muitos encontrarão seu caminho de forma mais suave e menos traumática, porque tiveram na infância e na adolescência todas as oportunidades possíveis. Outros, pelo contrário, precisarão ser os arquitetos responsáveis por todos os traçados que delineiam seus projetos de vida, sem incentivo, apoio ou orientação de mais ninguém. Ambos, no entanto, têm em comum a capacidade de mudar as coisas e de transformá-las, sempre, para melhor. Afinal, eles têm como aliado, aquele que é o grande senhor de todos os dias de nossas vidas: o tempo. Poder olhar para frente e saber-se muito jovem é, sem dúvida, um grande antídoto contra a apatia e o desânimo para lutar. Além disso, há também o vigor físico e toda a energia proveniente dele. Por tudo isso, devemos respeitá-lo ao máximo e colaborar com nossa experiência de vida no momento único que é o ingresso na universidade. Afinal, ele é o primeiro passo para uma longa jornada. Uma jornada repleta de alegrias, conquistas e descobertas. É claro que há, também, algumas frustrações, mas todas elas, sem dúvida, fundamentais para a aquisição de autoconhecimento e crescimento interior. Como seria bom se todos os dias pudéssemos novamente despertar em nós essa sensação original e renovadora. A juventude determina, de maneira veemente, o ritmo da história. Desde sempre os jovens estão na vanguarda apontando novos caminhos e traçando rumos muito mais ousados e originais para as mais diversas épocas. Os primeiros movimentos de juventude seriam datados de 100 a.C., quando Marco Túlio Cícero foi obrigado a lidar com os protestos organizados pelos jovens que, na verdade, retratavam as visões da sociedade em geral. Vários governantes, muitos deles, de forma cruel, utilizaram-se dos jovens na tentativa de adquirir uma frente de batalha poderosa para implantar e disseminar os seus pensamentos e doutrinas de toda a ordem. Foi assim com Adolf Hitler, por exemplo. Tem sido assim com inúmeros movimentos sociais, não importando a linha a que pertencem. É sempre o jovem que está exposto na dianteira, para o bem ou para o mal. É relativamente fácil seduzi-los pois buscam de forma constante o novo e têm verdadeira aversão pelos padrões previamente estabelecidos. Amam a possibilidade de contestar, reivindicar, lutar e sonhar. E é na universidade que eles possivelmente desenvolverão muitas de suas inúmeras potencialidades para a batalha da vida. Os bancos escolares, como sabemos, não oferecem as respostas, mas apontam os caminhos para que possamos descobri-las. Por isso, a todos os jovens novos universitários: sejam bem-vindos a um novo tempo. Publicado no Jornal Vale Paraibano

Escola para todos Ele era negro, epiléptico e pobre. Para complicar ainda mais sua trajetória de vida, nasceu no século XIX, em meio à sociedade marcadamente preconceituosa da época. Filho de uma lavadeira açoriana e de um pintor mulato, passou a infância no Morro do Livramento,…
Continuar lendo

Escola para todos Ele era negro, epiléptico e pobre. Para complicar ainda mais sua trajetória de vida, nasceu no século XIX, em meio à sociedade marcadamente preconceituosa da época. Filho de uma lavadeira açoriana e de um pintor mulato, passou a infância no Morro do Livramento, no Rio de Janeiro. Órfão, foi criado pela madrasta. Freqüentou o curso primário numa escola pública e aprendeu Francês e Latim com amigos da família e com um padre. O mais impressionante nessa história é que, mesmo sob o signo de tamanha dificuldade, reluziu a estrela maior de nossa literatura. Falamos do escritor Joaquim Maria Machado de Assis (1839-1908). Como vimos, o grande mestre das letras nacionais, autor de clássicos como Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, cursou apenas o primário. Na verdade, até bem pouco tempo, era essa a realidade da maioria das crianças nascidas nas classes menos favorecidas economicamente. A história já nos provou que, em nosso país, muitas vezes, a conquista do aprendizado entre nossos escritores geralmente se deveu à figura de um padre ou de um fidalgo que vinham em socorro dos grandes artistas de origem humilde. Foi assim não só com Machado de Assis, mas com outros grandiosos representantes da literatura, para ficarmos apenas na seara das letras. O poeta Cruz e Sousa, filho de escravos, foi acolhido por uma família rica que resolveu educá-lo. Foi quando encontrou os conhecimentos necessários à expressão de sua arte. Lima Barreto, por sua vez, teve auxílio de seu padrinho - um visconde - que o ajudou a concluir o segundo grau. Hoje, o Brasil vive uma outra realidade, muito mais positiva em relação ao acesso das comunidades carentes à escola. Os números divulgados pelo último censo comprovam: os avanços relativos à universalização da educação em nosso país destacam a evolução de toda a rede pública do Brasil. Atualmente, 95% das crianças de 7 a 14 anos estão na escola, diferentemente do que tínhamos em 1991, quando uma em cada quatro crianças pobres estava fora dos estabelecimentos de ensino. Já a taxa de escolarização entre os jovens de 15 a 17 anos passou de 55,3% para 78,8%. Em São Paulo, isso fica ainda mais evidente: 99% das crianças entre 7 e 14 anos de idade estão na escola e o índice de evasão caiu diminuiu brutalmente, permitindo que as crianças e jovens permaneçam nas escolas. Em 1994 a evasão paulista era de 9% para o ensino fundamental e 19% para o médio. Em 2000 caiu para 4,5% e 12% respectivamente, os índices mais baixos do país. De acordo com o CENSO MEC 2001, a evasão caiu ainda mais, isto é, 3,1% para o ensino fundamental e 8,9% para o ensino médio. Os números deixam claro: a escola é, agora, uma possibilidade acessível à maioria esmagadora de nossas crianças, independentemente de cor, gênero, raça, credo ou classe social. É certo que ainda há muito a ser conquistado, mas o primeiro passo já foi dado: a garantia constitucional do direito à educação para todos. Uma das nossas metas é, justamente, seguir à risca o texto que compõe o artigo 205 da Constituição Federal: . A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A seqüência de nosso projeto educacional será, cada vez mais, aliar quantidade à qualidade, proporcionando a todas as crianças da rede pública de ensino a capacidade necessária ao pleno sucesso de sua vida pessoal e profissional. Temos certeza de que esse é o sonho de todos nós, educadores. Mas, para realizá-lo, é importante lembrarmos que ele se constrói um pouco a cada dia, em cada nova aula, em cada pequeno gesto de respeito e consideração aos educandos. O amor ao que fazemos, seja qual for nossa área de atuação, é o grande responsável pela grandeza de nossa obra e pela beleza de nossa história. O entusiasmo é essencial, sempre. Recordemos as palavras sábias de Balzac, outro mestre da literatura: "O homem começa a morrer na idade em que perde o entusiasmo". Boa semana a todos! Publicado no Jornal A Tribuna

Você não pode Você não pode mudar a direção dos ventos, mas também não precisa segui-la.
Continuar lendo

Você não pode Você não pode mudar a direção dos ventos, mas também não precisa segui-la. Você não pode prever o futuro, mas pode construí-lo desde já. Você não pode falar pelos outros, mas pode ensinar muita gente a pensar. Você não pode mudar o mundo, mas pode ser a mudança que espera dele. Você não pode acertar em tudo o que faz, mas pode aprender com os erros. Você não pode levantar a árvore derrubada, mas pode plantar sementes e zelar pelas que florescerem. Você não pode ressuscitar os mortos, mas pode perpetuar as suas boas lembranças. Você não pode prever uma doença, mas pode com bons hábitos, preveni-la. Você não pode amar pela pessoa amada, mas, ao invés de cobrar, pode oferecer com sinceridade, o amor que gostaria de receber. Você não pode voltar atrás e consertar um erro, mas pode reconhecer e reparar danos. Use a humildade! Você não pode se comparar a ninguém, mas pode se inspirar em bons exemplos. Você não pode abraçar o mundo, mas pode abraçar a sua família, e isso pode fazer a diferença! Você não pode querer tudo, mas deve lutar pelo que tanto quer. Você não pode mesmo é ficar aí parado, tem que descruzar os braços, sair da lamentação e dar a si mesmo uma nova chance de recomeçar. Porque não podemos ver o sol à noite, mas podemos ter a certeza de que ele está no mesmo lugar, e amanhã, apesar da tempestade, ele vai brilhar. Brilhe também!

POR UM 2012 MAIS REAL... Ano Novo: pessoas histéricas gritando e bebendo, som alto nos carros, fogos de artifícios que mais parecem anunciar a terceira guerra mundial. Promessas de um ano melhor, de atitudes melhores, de sonhos concretizados, desejos de muita saúde e realizações…
Continuar lendo

POR UM 2012 MAIS REAL... Ano Novo: pessoas histéricas gritando e bebendo, som alto nos carros, fogos de artifícios que mais parecem anunciar a terceira guerra mundial. Promessas de um ano melhor, de atitudes melhores, de sonhos concretizados, desejos de muita saúde e realizações para os familiares e para o mundo. Mas o engraçado é que as atitudes nunca mudam, usam frases clichês para desejar um ano melhor, palavras ditas sem a devida importância, sem o devido respeito. Ninguém nunca diz a verdade, todos preferem acreditar que as coisas como um passe de mágica irão mudar, que vão ser mais felizes, que a fome vai acabar. Ignoram a realidade. Continuam votando nos mesmos políticos, repetem as mesmas rezas, os mesmos votos, continuam nas mesmas pequenas e medíocres rotinas, em um individualismo crescente. Pessimista eu??? Quem me dera! Não vou fazer maratona, não vou surfar, não vou usar de clichês para definir o meu futuro, minhas atitudes. Vou se realista, vou viver! O que eu desejo para 2012? Que seja real, que as pessoas sejam reais, que deixem de prometer utopias, que façam que aconteçam!

[...] Nós vamos voltar, para aquele mesmo lugar onde começamos, se não igual mas parecido, tudo o que fizemos nessa vida tem volta, seja bom ou ruim o nosso ato ele volta, isso é um fato consumado pela lei natural da vida. Não se engane fazendo mau aos outros nem muito menos se i…
Continuar lendo

[...] Nós vamos voltar, para aquele mesmo lugar onde começamos, se não igual mas parecido, tudo o que fizemos nessa vida tem volta, seja bom ou ruim o nosso ato ele volta, isso é um fato consumado pela lei natural da vida. Não se engane fazendo mau aos outros nem muito menos se iluda se for pensar que a vida vai ser só flores. Tente viver da melhor maneira possível, a cada dia tentando ser melhor, vivendo a cada dia sem pressa, fazendo valer cada minuto do seu dia, cada hora com os amigos, cada momento com a namorada, cada ocasião com a família. Aprenda a dar valor as coisas mais simples, aprenda encarar essa realidade de frente, aprenda a ser forte, a ser humilde, a ser romântico, a ser sincero. Crie em sua volta um caráter único que possa ser reconhecido quando você precisar, crie um ambiente de alegrias, descontração, brincadeiras. Lembre-se sempre que nós vamos voltar, por mais que demore, por mais que o tempo passe, nós vamos voltar para onde nós saímos e a única falta que vai ser depois será a desse tempo que nunca mais vai voltar, por isso, aproveite .

Respeito e admiração Professor, professora. Educadores. Todo dia é dia do mestre! De quem ensina e de quem aprende. De quem entende o sublime destino de caminhar ao lado das sendas do conhecimento, do aprendizado, do encontro com o novo, com o recontado. Histórias do cotidiano d…
Continuar lendo

Respeito e admiração Professor, professora. Educadores. Todo dia é dia do mestre! De quem ensina e de quem aprende. De quem entende o sublime destino de caminhar ao lado das sendas do conhecimento, do aprendizado, do encontro com o novo, com o recontado. Histórias do cotidiano de milhares de professores e professoras que nos mais diversos rincões exercitam essa magnífica expressão de amor: partilhar sonhos, medos, angústias, dúvidas, projetos, vida. Agostinho de Hipona, famoso pregador medieval, ensinava por meio de sermões. Dizia que o sermão era uma dívida de amor que deveria ser paga sempre. O amor que transbordava, conhecimento vivo, vivificador. Palavra poderosa que animava, isso é, dava alma aos fiéis ouvintes. Rousseau, em Emílio, obra clássica da educação, clamava: "(...) uero ensinar o mais importante: quero ensinar-lhe a viver". É o amor que ensina a viver. E isso não é utopia. É o cotidiano dos nossos mestres nas salas de aulas. Regentes de instrumentos diversos. Uns mais afinados, outros mais arredios. Mas todos com sua beleza. É preciso talento: saber ouvir, puxar a corda até o ponto certo para que não fique frouxa nem arrebente. Entender o tom e o modo de misturar tantas e tão diversas habilidades. O resultado é a sinfonia que se nota nas salas de aula, lugar sagrado em que mestres e aprendizes vivem a poesia da vida. Nietzsche falava dessa poesia nas menores coisas. O olhar no olhar, por vezes distante e entristecido do aluno. Por vezes agressivo, não por essência, mas por ausência. Ausência de afeto, de projetos, de futuro. Basta dar perspectiva aos jovens e eles se tornam gigantes. E isso nós também percebemos em nossas escolas. Dia do mestre. O governador Geraldo Alckmin conta com entusiasmo sobre seus tempos de professor. Histórias do curso de madureza. Histórias da química orgânica, matéria que regia magistralmente como mestre que já antecipava o carinho e o respeito que tem pelas pessoas. E é esse respeito que faz com que ele coloque a educação como a grande prioridade de seu governo. E nesse diapasão multiplicam-se os projetos e as ações. A Escola da Família e o desafio de levar 6 milhões de famílias às escolas, nos finais de semana, para a difícil arte da convivência. Aprendizado conjunto, eficaz. 25 mil bolsas de estudos para jovens carentes egressos de escolas públicas. É praticamente uma nova universidade. Além disso, a implantação da USP, na Zona Leste, e a ampliação da UNESP. O crescimento das Faculdades de Tecnologia. É o governo educador. Sério. Transparente. Sabe que ainda falta muito, mas tem consciência de que educação é processo e não demagogia. São Paulo tem os melhores índices de informatização escolar. Enquanto no Ensino Médio temos 95% das escolas com computadores, a média nacional é de 38%. É ainda o único Estado que garantiu o curso de graduação aos professores e agora lança o programa Bolsa-mestrado para que o mestre que ensina possa aprender cada vez mais. O investimento em formação continuada não pára por aí: o programa de inclusão digital possibilitou que 60 mil professores pudessem ter computador em casa. Além disso, criamos programas como Teia do saber e Rede do saber. A maior rede de videoconferência do País e uma das maiores do mundo com mais de 100 pólos de alta geração, utilizando a tecnologia para desenvolver a sensibilidade. Dia do mestre. Tarefa árdua e gratificante. O que pensa o alfabetizador quando percebe os rabiscos se transformando em letras, palavras, pensamento? O que sente o professor de matemática com as primeiras operações que se transformam em equações e demonstram a força do raciocínio? E os primeiros estudos de ciências? A curiosidade fremente nas descobertas do corpo humano. Edificadores de uma história em construção perene. Guerreiros medievais, artistas renascentistas. A arte. A magia da arte que leva ao palco, aos muros das escolas, aos corais que multiplicam essa sensibilidade que não pode ficar adormecida. E a literatura? A história dos sentimentos. História contada por filigranas de quem enxerga um pouco mais e transforma o cotidiano em uma inesquecível narrativa. E assim sucessivamente. O conhecimento se avolumando e dando maturidade aos navegadores que ainda temem deixar o porto-seguro. É preciso pensar com liberdade. Aluno não é receptáculo de conhecimento. É águia ensaiando vôo. Respeitar e valorizar o mestre é tarefa de todos. Governo e sociedade. Se há professores que não ensinam e que não têm o grande compromisso de educar, essa minoria não pode tirar o brilho da grande plêiade de mestres que dedicam a vida à arte de fazer pessoas felizes. Arte de amor... Como os sermões de Agostinho de Hipona, a educação cotidiana de Rousseau e a poesia da simplicidade de Nietzsche. Publicado no jornal Diário de S. Paulo

30 gestos de aproximação com anjos 30 gestos de bondade que aproximam você de seu anjo guardião e melhoram sua vida. Escolha pelo menos 1 e pratique!
Continuar lendo

30 gestos de aproximação com anjos 30 gestos de bondade que aproximam você de seu anjo guardião e melhoram sua vida. Escolha pelo menos 1 e pratique! Aproxime-se dos anjos! 01.Dê um prato de comida a uma criança carente. 02.Ajude um idoso de sua família a ir ao banco ou a fazer compras. 03.Doe um livro usado para uma biblioteca. 04.Ajude uma pessoa necessitada a comprar um remédio ou alimentos. 05.Coloque um calçado nos pés de uma criança. 06.Faça um trabalho voluntário, mas não deixe que conhecidos fiquem sabendo. Sua bênção será maior. 07.Sempre tenha flores em sua casa. 08.Distribua doce para seus colegas de trabalho. 09.Dê um botão de rosa para um amigo íntimo. 10.Compre um livro infantil para uma criança. 11.Saia de casa com um perfume suave. 12.Diga: “Te amo” a uma pessoa que não ouve isso há muito tempo. 13.Uma vez por mês doe uma parte do lucro do dia de seu comércio. 14.Queime um incenso em sua casa. 15.Cante para seu anjo ao amanhecer. 16.Leia o salmo 23 em voz alta sempre. 17.Visite um amigo que estiver doente. 18. Doe uma cesta básica para uma família carente. 19) Não discuta com pessoas de sua família. 20) Reze sempre um Pai Nosso todas as manhãs. 21) Acenda uma vela perfumada de vez em quando. 22) Dê sempre uma esmola a um mendigo na rua. 23) Visite um asilo ou orfanato. 24) Nunca deixe de ler um bom livro. 25) Ajude dois amigos a se reconciliarem. 26 Coloque flores e plantas num altar de igreja ou templo religioso. 27. Cultive flores e plantas em sua casa. 28. Leia um livro para quem ainda não sabe ler. 29. Nunca diga não, antes de pensar duas vezes. 30. Mantenha sua casa sempre limpa e iluminada.

Febem - Um desafio possível Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus - sucesso adaptado com genialidade por Fernando Meirelles para as telas do cinema -, captou com maestria a realidade cruel e dolorosa de crianças e jovens que, corrompidos pelo meio (leia-se ausência total d…
Continuar lendo

Febem - Um desafio possível Paulo Lins, autor do romance Cidade de Deus - sucesso adaptado com genialidade por Fernando Meirelles para as telas do cinema -, captou com maestria a realidade cruel e dolorosa de crianças e jovens que, corrompidos pelo meio (leia-se ausência total de oportunidades, incentivo, educação e estruturação familiar), ingressaram no universo da marginalidade e da violência. O mesmo teria acontecido, provavelmente, à pequena e indefesa "Negrinha", personagem imortalizada pelo conto homônimo de Monteiro Lobato, caso a menina tivesse nascido no final do século 20, longe dos resquícios da escravidão das fazendas, mas próximo à escravidão social dos ambientes urbanos. Mais uma vez, a ficção - seja literária, seja cinematográfica - nos dá uma lição de vida imprescindível: ou a sociedade compreende a necessidade premente de romper o ciclo vicioso da criminalidade ou estaremos condenando o futuro do Brasil e do mundo de forma irreversível. Somente a mobilização social, por meio da união de esforços entre governos e demais instituições da sociedade civil organizada, pode reverter o rumo caótico que os acontecimentos vêm tomando. Em todo o mundo, os altos índices de violência, que agora se expandem em ritmo acelerado das metrópoles em direção às cidades do interior, compõem um quadro dramático cujos desenhos dantescos nos convidam à tomada de ações imediatas. Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin demonstrou total sintonia com a urgência dessa situação. Por meio de uma atitude corajosa e inovadora, integrou a Febem aos quadros da Secretaria de Estado da Educação, uma iniciativa fundamentada sobre os pilares de um conceito básico para a recuperação dos adolescentes em conflito com a lei: a ressocialização via aprendizado, preparo psicológico, acesso à informação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Um método que resulta na aquisição da auto-estima e da autoconfiança, provenientes da descoberta gradativa dos talentos e das potencialidades dos educandos - da mesma forma que deve ocorrer com os alunos do ensino regular, nas escolas. Assim é que se adquire consciência crítica, capacidade de discernimento e, enfim, se constrói a cidadania. É essa a nova proposta da Febem, totalmente condizente com os projetos e ações da Secretaria de Estado da Educação. Temos um enorme desafio pela frente. E, para que possamos superá-lo de forma eficaz, precisaremos do apoio, do incentivo e da colaboração de todos os segmentos sociais. Nesse sentido, gostaríamos de convidar empresas, ONGs, igrejas, universidades e demais instituições para nos auxiliar na missão instigante que é reescrever o roteiro desse filme grandioso e, por isso mesmo, complexo em toda a sua estrutura. Se assumirmos os papéis de diretores, cenógrafos e produtores que essa grande obra requer, poderemos mudar a história de milhares de jovens atores que necessitam de uma orientação mais cuidadosa na concepção, na criação e, finalmente, na concretização de cenas que viabilizem finais mais felizes para suas vidas reais. A ampliação dos programas de liberdade assistida e a construção de unidades menores da Febem, tanto na Capital quanto no Interior, privilegia essa nova realidade e tem possibilitado às equipes da instituição a realização de um trabalho mais produtivo e bem-sucedido, capacitando esses jovens e transformando-os em protagonistas aptos a exercerem sua plena cidadania. Milhares de jovens atores estão aprimorando suas habilidades por meio de aulas do ensino regular e profissionalizante, diversas oficinas de arte, cultura (teatro, dança, artesanato) e, ainda, 32 modalidades esportivas que abrangem do futebol ao xadrez. E isso é só o começo. De nossa parte, garantimos total dedicação e empenho para dar a este enredo um desfecho verdadeiramente alegre, bem diferente dos finais da maioria dos personagens da obra de Paulo Lins e da protagonista do conto de Lobato. Acreditar que é possível é essencial. Vamos seguir à risca a cartilha de Victor Hugo - outro grande ficcionista que retratou em seus livros as injustiças e problemas sociais de seu tempo - que já alertava: "Nada melhor do que um sonho para criar o futuro". Publicado no jornal Diário de S.Paulo

Cicely Saunders e os Cuidados Paliativos modernos Cicely Saunders nasceu em 22 de junho de 1918, na Inglaterra, e dedicou sua vida ao alívio do sofrimento humano. Ela graduou-se como enfermeira, depois como assistente social e como médica. Escreveu muitos artigos e livros que at…
Continuar lendo

Cicely Saunders e os Cuidados Paliativos modernos Cicely Saunders nasceu em 22 de junho de 1918, na Inglaterra, e dedicou sua vida ao alívio do sofrimento humano. Ela graduou-se como enfermeira, depois como assistente social e como médica. Escreveu muitos artigos e livros que até hoje servem de inspiração e guia para paliativistas no mundo todo. Em 1967, ela fundou o St. Christopher´s Hospice, o primeiro serviço a oferecer cuidado integral ao paciente, desde o controle de sintomas, alívio da dor e do sofrimento psicológico. Até hoje, o St. Christopher´s é reconhecido como um dos principais serviços no mundo em Cuidados Paliativos e Medicina Paliativa. Cicely Saunders conseguiu entender o problema do atendimento que era oferecido em hospitais para pacientes terminais. Até hoje, famílias e pacientes ouvem de médicos e profissionais de saúde a frase “não há mais nada a fazer”. A médica inglesa sempre refutava: “ainda há muito a fazer”. Ela faleceu em 2005, em paz, sendo cuidada no St. Christopher´s.

ALGUNS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS CUIDADOS PALIATIVOS "A partir da definição de Cuidados Paliativos da OMS de 2002, temos os seguintes princípios fundamentais, a saber: Os Cuidados Paliativos:
Continuar lendo

ALGUNS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DOS CUIDADOS PALIATIVOS "A partir da definição de Cuidados Paliativos da OMS de 2002, temos os seguintes princípios fundamentais, a saber: Os Cuidados Paliativos: A. Valorizam o atingir e manter um nível ótimo de dor e administração dos sintomas. Isto exigirá uma avaliação detalhada de cada doente, levando em conta sua história detalhada, exame físico e pesquisas se apropriado. Os doentes devem ter acesso imediato a toda medicação necessária, incluindo uma variedade de opióides numa gama de formulações. B. Afirmam a vida e encaram o morrer como um processo normal. O que todos nós partilhamos em comum é a realidade inescapável de nossa morte. Os pacientes que solicitam Cuidados Paliativos não devem ser vistos como falhas médicas. Os Cuidados Paliativos visam assegurar que os doentes sejam capacitados e encorajados a viver sua vida de uma forma útil, produtiva e plena, até o momento de sua morte. A importância da reabilitação, em termos de bem-estar físico, psíquico e espiritual, não pode ser negligenciada. C. Não apressam e nem adiam a morte. Intervenções de Cuidados Paliativos não devem ser para abreviar a vida prematuramente. Da mesma maneira que as tecnologias disponíveis na moderna prática médica, não são aplicadas para prolongar a vida de forma não natural. Os médicos não são obrigados a continuar tratamentos que são considerados fúteis e excessivamente onerosos para os pacientes. Da mesma forma, os pacientes podem recusar tratamentos médicos. Em Cuidados Paliativos, o objetivo é assegurar a melhor qualidade de vida possível. Quando o processo da doença conduz a vida para um final natural, os doentes devem receber conforto físico, emocional e espiritual. Especificamente, presta-se atenção para o fato de que a eutanásia e o suicídio assistido não estão incluídos em nenhuma definição de Cuidados Paliativos. D. Integram aspectos psicológicos e espirituais dos cuidados do paciente. Um nível elevado de cuidado físico é certamente de vital importância, mas não suficiente em si mesmo. A pessoa humana não se reduz a uma mera entidade biológica. E. Oferecem um sistema de apoio para ajudar os pacientes a viver tão ativamente quanto possível, até o momento da sua morte. Neste sentido, é importante ressaltar que o paciente estabelece os objetivos e prioridades. O papel do profissional da saúde é capacitar e assistir o paciente em atingir seu objetivo identificado. É evidente que as prioridades de um paciente podem mudar dramaticamente com o tempo. O profissional deve estar consciente dessas mudanças e responder conseqüentemente. F. Ajudam a família em lidar com a doença do paciente e no luto. Em Cuidados Paliativos a família é uma unidade de cuidados. Neste sentido, os membros da família terão suas questões e dificuldades, que devem ser identificadas e trabalhadas. O trabalho em relação ao cuidado com o luto se inicia bem antes do momento da morte do doente. G. Exigem uma abordagem em equipe. É evidente que do exposto até o momento nenhuma pessoa, ou disciplina somente, pode adequadamente lidar com a gama e complexidade das questões que surgem durante o período de cuidados paliativos. Embora a equipe central consistindo de um médico, enfermeira, assistente social possa prover o cuidado, é necessária a colaboração de uma gama maior de profissionais da área médica, de enfermagem e outros aliados. Para que esta equipe trabalhe de forma coesa, é criticamente importante que se tenham as metas e os objetivos partilhados, bem como meios rápidos e efetivos de comunicação. H. Buscam aprimorar a qualidade de vida. Esta questão da qualidade de vida atraiu muito interesse de pesquisa nos últimos anos. É importante reconhecer que isso não é simplesmente uma medida de conforto físico ou de capacidade funcional. Antes, trata-se de algo que somente pode ser definido pela pessoa doente, e é também algo que pode se alterar significativamente ao longo do tempo. I. São aplicáveis no estágio inicial da doença, concomitantemente com as modificações da doença e terapias que prolongam a vida. Historicamente, os Cuidados Paliativos foram associados com os cuidados oferecidos a doentes de câncer próximos da morte. Reconhece-se que os Cuidados Paliativos têm muito a oferecer aos pacientes e familiares no estágio inicial do curso da doença, pelo menos a partir do momento em que se atinge o estágio avançado da doença e a progressão não pode ser evitada. Isto exige que os serviços de Cuidados Paliativos estejam intimamente integrados com toda a gama de serviços de saúde, seja no hospital ou em instituições comunitárias."

Sempre gostei de conversar com moradores de rua... Hoje fui até Caratinga uma cidade próxima a Manhuaçu... Estava sentado tomando meu café e fumando um cigarro, como de costume...
Continuar lendo

Sempre gostei de conversar com moradores de rua... Hoje fui até Caratinga uma cidade próxima a Manhuaçu... Estava sentado tomando meu café e fumando um cigarro, como de costume... Mas como sempre reparando na pessoas e seus comportamentos... Enfim...sem muitas delongas, um rapaz aproximou da minha mesa. Ele estava bastante sujo e empurrava um carrinho repleto de papelão, as suas primeiras palavras foram a seguinte: Senhor, me desculpa, mas poderia pagar um lanche para mim? O homem que trabalhava na cafeteria, logo se zangou com o rapaz, e disse: Já te avisei que não é para atrapalhar as pessoas aqui!!! Isso tudo aconteceu em segundos...Olhei para o rapaz e ele já estava se retirando com a cabeça baixa enquanto seu carrinho o esperava repleto de papelões, era um Ser Humano. Eu o chamei: Por favor, volte iremos comer um bom salgado juntos, o que acha? O homem da cafeteria se assustou com minha postura, e olhou para mim como se eu fosse de outro mundo. Então eu o convidei a sentar comigo, e ele aceitou! Foi incrível, o homem espantado teve que pegar o que pedíamos, e foi um momento mágico, por que conversamos sobre as dificuldades de viver na rua, e enquanto isso um sorriso estava no seu rosto, parecia que ninguém nunca havia feito isso para ele, as pessoas passavam e reparava ele sentado, descalço e sujo, mas sua alma era pura e limpa naquele momento. Ao final ele se despediu, e pegou seu carrinho e foi embora. Quando pedi a conta, o homem envergonhado me perguntou? Costuma conversar com mendigos sempre? Respondi: Sempre quando possível e quando eles desejam, o senhor conhece aquele rapaz? Perguntei. Não, disse o homem! Eu então o contei uma pequena historia que ele havia me contado: “Um dia eu sonhei em estudar, em ser como você, bem vestido, poder sentar e comer o que eu queria(se referia a mim). Mas não conheci meu pai, e tive que trabalhar cedo na rua, minha Mãe adoeceu quando nasci, e não levanta da cama, estou com 29 anos e trabalho sem parar para levar alimentos a minha família, digo família porque me apaixonei por uma garota na minha adolescência e ela por mim, sem muito conhecimento acabamos tendo um filho e moramos na casa a minha mãe, ela trabalha como empregada em um casa, e a noite levo ela para escola para estudar, não quero que ela seja como eu, e muito menos meu filho, não tenho estudo, mas não quero que eles passem o que eu passo nas ruas.” E quando você chega em casa, como é? Perguntei Ele resumiu de forma maravilhosa: “ É o como recuperar minhas forças para agüentar todas as humilhações que passo, beijo minha mãe e minha esposa, brinco com meu filho e ele me ajuda a separar as coisas que carrego no carrinho, e assim fico alegre de ver os sorrisos deles, e me sinto preparado para voltar no outro dia para rua.” O homem que escutava ficou novamente envergonhado e disse: “Farei diferente amanhã, ele sempre passa aqui” Lição faça diferença hoje não espere amanhã, pode ser tarde demais para conhecer a historia de alguém. "

Propagandas e suas mentiras... Propagandas e suas mentiras Passeiam todos os dias
Continuar lendo

Propagandas e suas mentiras... Propagandas e suas mentiras Passeiam todos os dias Pelas ruas de nossa cidade. Nos programas de TV Rádios, internet, banners E tudo que se possa ler Prometendo a felicidade. Os mágicos cremes anti-idade Aparelhos que mudarão nossa vida Inumeráveis tentações ao paladar Perfume que encantará o príncipe Acessórios que nos farão femininas Cabelos como das celebridades Até livros que ensinam a “amar”... É propaganda que não se acaba Mesmo em casa não se pode tranqüilizar O telefone que deveria ser resguardado Agora virou meio de se adquirir de tudo Cartões de créditos e objetos diversos E doações para inúmeras entidades Impossível não ficar atordoado. Dizem que para facilitar nossa vida Fazem-se tantos objetos utilitários É para o homem sem tempo E a mulher apressadamente moderna Que ás vezes até esquecem-se de viver Criando necessidade que acreditamos ter Pois a vida passa como o vento... Enredada de poesias tão lindas Palavras profundamente belas Mulheres maravilhosas Cores e brilhos Sorrisos e família Para consequentemente nos falir De tanto consumir... O que era para ser saudável e necessário Tornou-se compulsão doentia que tira a paz... ...Desastrosas propagandas.

Palavras Falamos tanto em tomarmos atitudes positivas, pensarmos positivo, agirmos de maneira positiva. Falamos também em dizermos coisas positivas. Só que poucos pensam no poder que têm todas as palavras na nossa vida e nas dos outros. As palavras têm poder!
Continuar lendo

Palavras Falamos tanto em tomarmos atitudes positivas, pensarmos positivo, agirmos de maneira positiva. Falamos também em dizermos coisas positivas. Só que poucos pensam no poder que têm todas as palavras na nossa vida e nas dos outros. As palavras têm poder! E disse Deus: -Haja luz! E houve luz! Com palavras Ele criou o mundo. As palavras têm grande poder em tudo o que fazemos. Tudo o que proferimos vai agir em nos, vai influenciar em toda a nossa vida e na daqueles que convivem conosco. Pouco pensamos ao etiquetarmos os outros. Não refletimos a nossa falta de cuidado ao etiquetarmos as pessoas de lerdas, bobas, burras, idiotas, sem jeito, retardadas... e tantas coisas que podem sair da nossa boca. Então pensamos isso são apenas palavras e não aquilo que desejamos para as pessoas. Mas... Palavras cortam, ferem, curam, consolam, maldizem, bendizem, abençoam, amaldiçoam, constroem, destroem. E uma vez ditas, não há como voltar atrás. Quem diz que morre de saudade, de sede, de fome, de ódio e até de amor, vai morrendo aos pouquinhos de verdade, porque é isso o que disse e as palavras pesam. Jesus disse à figueira para que secasse e esta secou; disse ao mar que se acalmasse e este se acalmou; disse "-levanta-te e anda" e o deficiente andou... Quanto poder nas palavras do Mestre!!! A nos foi dado também o poder, mesmo se nossa fé é menorzinha que um grão de mostarda. Não pensamos muito quando falamos. Quando irados, nem mesmo pensamos. Portanto... quão bom seria refletíssemos antes de dizer um ai. Falamos por falar, porque todo mundo fala e que é assim mesmo. Mas nos surpreendemos quando as coisas começam a acontecer. Então dizemos que parece até que estávamos adivinhando... ou o clássico: "eu não disse?" Claro, disse sim, adivinhamos sim... nada mais natural que os desejos do nosso coração se realizem. É possível mudar a consequência dos fatos na nossa vida, mudando nosso modo de expressão. E possível trazer bênçãos e saúde, felicidade para nós, nossos filhos, nossos amigos, nossa família.

O ALUNO, A ESCOLA, A FAMÍLIA E OS TEMPOS MUDARAM... e esta transformação continua, aceleradamente. Precisamos correr para entender os problemas que afetam as nossas crianças e os nossos jovens... Há o risco de sucatearem, automaticamente, princípios educacionais importantíssimos…
Continuar lendo

O ALUNO, A ESCOLA, A FAMÍLIA E OS TEMPOS MUDARAM... e esta transformação continua, aceleradamente. Precisamos correr para entender os problemas que afetam as nossas crianças e os nossos jovens... Há o risco de sucatearem, automaticamente, princípios educacionais importantíssimos porque a velocidade das transformações sociais tem causado uma babel conceitual e falta tempo para reorganizar ideias e experimentá-las.

Ô, solidão, por que tanto me gosta? Por que tanto me enfraquece, e por que tanto me faz soluçar? Por que te chamo tanto a atenção, solidão, por quê? Hei, vazio, por que me tortura? É doce a minha companhia, por quê? Sou tão fechado, sou tão imperfeito e tão frustrado, não será a…
Continuar lendo

Ô, solidão, por que tanto me gosta? Por que tanto me enfraquece, e por que tanto me faz soluçar? Por que te chamo tanto a atenção, solidão, por quê? Hei, vazio, por que me tortura? É doce a minha companhia, por quê? Sou tão fechado, sou tão imperfeito e tão frustrado, não será a presença de vocês que me deixa assim? Por que se fazem tão presentes? Tristeza, me diga, qual a minha graça? Me diga, quanto é importante pra ti a minha companhia? Anda, tristeza, fala! Tenho que admitir, tristeza, que tenho estado acostumado com tua presença, querida. Tanto estranho quando tardas a chegar, que fico perdido, sem saber no que pensar. Mas por que me abandonas, assim, e me deixa à mercê da loucura, quando somente contentar-me-ia com tua companhia, por quê? Tanto me questiono, tanto sofro, sozinho. Sem ter pra onde correr, me sufoco, me perco em devaneios absurdos, e uma vontade de sumir. Oh, quanta dor. Mas, por quê? Tenho amor, tenho amigos, família... tenho tudo, tudo mesmo, inclusive este vazio que me atormenta. Este vazio que me machuca, esta espera pela vida, pelas coisas que vão acontecer. Tenho pressa de ser feliz, tenho pressa de fazer meu amor feliz, tenho pressa da vida, e como machuca não poder apressar o tempo.

Não ponha a culpa no Amor se a relação não deu certo. Não culpe o Amor, muito menos condene ou castigue. Que mal ele fez quando só quis existir e não pode? Ele não existiu naquele lugar, mas existe em muitos outros na sua vida. Não deixe de acreditar nele; ele, se verdadeiro, nã…
Continuar lendo

Não ponha a culpa no Amor se a relação não deu certo. Não culpe o Amor, muito menos condene ou castigue. Que mal ele fez quando só quis existir e não pode? Ele não existiu naquele lugar, mas existe em muitos outros na sua vida. Não deixe de acreditar nele; ele, se verdadeiro, não foi e jamais será responsável por nada de ruim, ao contrário, é tão vítima quanto você. Ele sempre se empenha para existir e não é suicida de fazer mal a ele próprio e não faria a ninguém. Além disso, ele nunca te deixou na mão, sempre estando presente em sua vida, senão na outra metade, mas no Amor dos que nasceram para você amar; basta olhar para os lados e verá a sua família e amigos verdadeiros, basta olhar-se no espelho e verá a si mesmo e, principalmente, basta respirar e sentirá Deus e a vida que Ele te deu. Ame! O Amor, de forma real e única, sempre será o maior e o mais nobre dos sentimentos. Não culpe, condene ou castigue e sempre dê chance a ele na sua vida, tantas vezes seja necessário e onde ele já estiver presente, conserve-o.