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24 frases nesta página

Que amemos com a urgência com que o fogo se apaga. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gera um sorriso em um estranho. Como o espaço onde, por fim, tudo é possível. E esse 'ter sido', efêmero e sem testemunha, se torne nosso mais ousado ato de amor...
Risomar Sírley da Silva
I Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em…
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I Para quê tantos planos, se o inesperado nos aguarda como a última chama de um candeeiro que mal ilumina o próprio pavio? Traçamos rotas sobre mapas que se desmancham na chuva. Colecionamos certezas em gavetas que o acaso tranca com ferrugem. Vejo os rostos que partiram [não em procissão solene], mas evaporados no ar pesado das tardes. Eles não deixaram rastros, só um vácuo de gesto interrompido, um café pela metade sobre a mesa. O imprevisto, quando não chega como um ladrão ágil na janela da mocidade, instala-se paciente na poltrona da velhice, à espera do seu momento. É um hóspede que não traz bagagem, apenas um relógio de areia sem fundo. E nós, que julgávamos donos do terreno, descobrimos-nos frágeis como vidro sob pressão. A realidade não bate à porta; invade pelo telhado, quando já estamos dormindo. E o tempo, esse artesão silencioso, talha-nos com golpes cada vez mais fundos, até que a madeira revela suas rachaduras ocultas... II Para quê tantos diplomas, selos de um reino que desaba ao primeiro sopro do inverno? Corremos em círculos numa pista que não leva a lugar algum, apenas nos devolve ao ponto de partida, mais cansados. O sistema cobra em moeda invisível: noites em claro, olhos fixos em écrans frios, mãos que apertam outras mãos sem sentir a pele. No final, a conta vem em forma de silêncio. Um vazio que ecoa nos corredores da memória. Perguntamo-nos se valeu a pena o sacrifício do sol pela sombra, do riso pela cifra. Quiséramos ser imortais na alma [deixar uma marca que não se apaga na água], uma palavra que o vento não dispersa. Sonhamos com um fragmento que sobreviva, contador da nossa breve estadia. Mas a verdade é mais árida: seremos esquecidos, como bilhões antes de nós foram. Nomes apagados das lápides pela hera, vozes dissolvidas no ruído de fundo do mundo. Nem mesmo poeira seremos, pois a poeira ainda assenta nas coisas. III Sem identidade, viramos número nos arquivos empoeirados de alguma repartição [quisera celestial]. Sem leitor, nossas histórias são livros fechados em prateleiras abandonadas às traças. Sem memória, o que fomos deixa de existir até como fantasma [um fantasma ao menos assombra]. Sem alguém que lave nossos pés cansados, esses pés que tanto andaram de um lado para outro, atravessando lama e terra, em busca de um sentido que se esquivasse como o horizonte. Esses pés que pisaram flores e pedras, que sangraram em atalhos escusos, que dançaram em noites de alegria efêmera. Quem os guardará? Quem recordará o peso do corpo que carregaram, a direção que não encontraram? Somos peregrinos de uma fé que não nomeamos, em jornada para um templo em ruínas. E no fim, nem mesmo a água do esquecimento nos refrescará. Secaremos como rios intermitentes, nossa história sussurrada por ninguém, nosso amor reduzido a zero na equação do tempo... IV Mas talvez haja uma verdade mais dura e mais bela nisto tudo: a liberdade está precisamente no desapego do rastro, na renúncia à eternidade. Que importa não sermos lidos, se em vida fomos o verbo e não a nota de rodapé? Que importa o esquecimento, se amamos com a urgência de quem sabe o fogo se apaga? Os planos fracassados não eram inúteis; eram treinos para a entrega. Os diplomas não serviam ao sistema; eram armaduras que tivemos de desprender para sentir a chuva na pele. Os pés lavam-se a si mesmos no rio do caminho, e a água que levam é a única oferenda. Não ficaremos? Ficaremos no modo como uma pedra altera o curso do rio, mesmo que ninguém veja. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gerou um sorriso em um estranho. Somos o sopro que move um grão de areia no deserto imenso — ação mínima, mas real... V Então caminhemos. Sem a âncora pesada da imortalidade desejada. Com a leveza trágica de quem sabe que a chama se extinguirá. Que nossos passos, agora, não procurem sentido [que o criem no ato de pisar]. Que nossos rostos, antes de se desfazerem, reflitam o céu inteiro, ainda que por um instante. E quando o inesperado vier, seja na mocidade ou na velhice, que nos encontre de olhos abertos, contemplando o vazio não como um abismo, mas como o espaço onde, por fim, tudo é possível. Porque fomos. E esse ter sido, efêmero e sem testemunha, foi nosso ato mais radical de amor. Um eco sem paredes para repercutir, mas que existiu como vibração no ar. Um grão de poeira cósmica que, por um segundo, soube que brilhava. --- Risomar Sírley da Silva ---

Risomar Sírley da Silva
Mais do que um rosto bonito e um corpo bem desenhado, já que o físico dela é belo, mas não é a sua parte mais interessante, tendo outras qualidades mais consistentes, Entre elas, um amor incalculável, uma resiliência evidente, uma inteligência de fato, um paraíso iluminado no se…
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Mais do que um rosto bonito e um corpo bem desenhado, já que o físico dela é belo, mas não é a sua parte mais interessante, tendo outras qualidades mais consistentes, Entre elas, um amor incalculável, uma resiliência evidente, uma inteligência de fato, um paraíso iluminado no seu olhar, vislumbre singular do seu próprio universo, Portanto, uma mulher atraente, admirável por vários aspectos, do que é visível até aquilo está fora do alcance dos olhos, que traz dentro do peito como tesouros distintos e calorosos.

Jefferson Freitas.
O Senhor novamente com a sua imensa Misericórdia, demonstrando constantemente o seu Amor e a sua Infinita Bondade, permitiu que a Terra nos levasse para darmos mais uma volta em torno do Sol e bem que poderia ser um passeio simples e agradável, daqueles sem nenhuma tempestade, co…
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O Senhor novamente com a sua imensa Misericórdia, demonstrando constantemente o seu Amor e a sua Infinita Bondade, permitiu que a Terra nos levasse para darmos mais uma volta em torno do Sol e bem que poderia ser um passeio simples e agradável, daqueles sem nenhuma tempestade, com tudo a nosso favor, só vivências de muitas felicidades, que tirasse a necessidade de um forte clamor Entretanto, como sempre, foi na verdade uma grande aventura, muitos desafios, lutas novas e outras antigas, quando precisamos defender arduamente a nossa valiosa sanidade, assim, felizmente, chegamos perto, mas não ficamos loucos, apenas tomamos pequenas doses de loucura e também tivemos conquistas, perdas inevitáveis, muitas surpresas, umas maravilhosas, outras nem tanto e algumas nada agradáveis, Tal instabilidade é evidente que preocupa, muitas vezes, estressa, chega a tirar o nosso sono, porém, é indispensável, fomenta o valor que atribuímos a cada bênção, aos momentos de sorrisos, boas companhias, ocasiões que nos alegram, que deixam a mente mais leve, os dias de glória a partir da simplicidade, de uma conversa breve, de relações mais duradouras, de poder notar os belos e numerosos detalhes, pertencentes a uma natureza gloriosa. E depois de nos aventurarmos mais uma vez com a Terra, finalizamos mais uma volta e logo refletimos, agradecemos a Deus a respeito de um passado recente que não volta e o início de um novo ano que se aproxima, que, ao meu ver, não deve ser visto como um período de mudança e sim uma oportunidade de mudar, de usarmos o nosso tempo da melhor forma, de acordo com Deus e o seu Direcionamento, portanto, ainda seguimos para a próxima aventura.

Jefferson Freitas.
Hoje é o primeiro domingo de 2026. Primeiro domingo de janeiro. Um começo dentro do começo. Que seja um dia para reafirmarmos um pacto bonito conosco: escolher o que agrega, o que nutre, o que nos faz florescer por dentro. Que neste novo ano a nossa atenção seja uma forma de cuid…
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Hoje é o primeiro domingo de 2026. Primeiro domingo de janeiro. Um começo dentro do começo. Que seja um dia para reafirmarmos um pacto bonito conosco: escolher o que agrega, o que nutre, o que nos faz florescer por dentro. Que neste novo ano a nossa atenção seja uma forma de cuidado. Que a gente aprenda a direcionar o olhar para o que constrói, para os afetos verdadeiros, para os planos que nos movimentam e para a fé que nos sustenta. Tudo aquilo que recebe nossa energia cresce, que cresça, então, o que nos faz bem. Prosperidade não é só sobre ter, é também sobre sentir-se pleno, em paz com quem somos e com o caminho que estamos trilhando. Que a prosperidade se manifeste em oportunidades, em coragem, em saúde e em tranquilidade de alma. Que a proteção de Deus nos acompanhe em cada passo, visível ou silenciosa, guardando nossos dias e nossos sonhos. Que saibamos escolher a paz como direção. Não como ausência de desafios, mas como presença de consciência: eu cuido do que importa, eu rego o que me fortalece, eu descanso onde há amor e verdade. Que este primeiro domingo do ano abra portas suaves: de esperança, de clareza e de confiança. E que a gente siga lembrando, ao longo de 2026, que tudo começa no simples gesto de decidir onde colocar o coração. Que seja assim: foco no que agrega, no que merecemos, no que nos eleva e nos aproxima do nosso melhor. Josy Maria 04/01/2026 Frases, textos e citações by Josy Maria

Josy Maria
Aprendi a escrever o amor Momentos de inspiração me fazem colocar no papel palavras bonitas.
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Aprendi a escrever o amor Momentos de inspiração me fazem colocar no papel palavras bonitas. Uma coisa nova para mim, quem diria! Pois a Stela antiga, num momento como esse, nem se expressar saberia. Mas o quê? E quem faz saltar de meu coração essas palavras que, se cantadas, sim, seriam uma bela canção? Um amor… ah, é sempre um amor! As grandes poetisas, como Elizabeth Barrett e Alice Ruiz, também se inspiravam nessa bela iguaria. Sim, sim, é claro: como não se embriagar com essa coisa que transborda em meu coração e o agita com tamanha euforia? Mas eu, claro, quando falo desse amor, refiro-me ao que me traz alegria. Recuso-me a escrever, em letras, a parte feia a que amar pode levar: a tal melancolia. Prefiro a parte que me faz ir até ti, a parte que, ao olhar teus olhos, me leva a sorrir. Para que falar do amor que destrói? Eu prefiro o amor que constrói, o amor que não fere, não foge, não promete o céu e depois destrói. Prefiro o amor que fica, que enfrenta o dia difícil, que segura a mão com firmeza quando o mundo parece impossível. O amor que encanta a princesa, sim, como um príncipe ou super-herói, mas que, sem capa nem espada, escolhe ficar e um dia quando tudo parece perdido, assim sem mera magia ou ilusionismo nos reconstrói. E diferente do outro, não, ele não dói. 04/01/26

stela Nayra