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Frases de Zeu Silva

133 frases

GERMINAL ⁠A consciência escraviza o corpo, mas é ele quem dá a cartada final. Com a natureza o processo é semelhante: o homem a explora, porém é dela que vem o veredicto. As leis da natureza, que são as mesmas do corpo e que, muitas vezes são ignoradas pelo bicho homem, seguem c…
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GERMINAL ⁠A consciência escraviza o corpo, mas é ele quem dá a cartada final. Com a natureza o processo é semelhante: o homem a explora, porém é dela que vem o veredicto. As leis da natureza, que são as mesmas do corpo e que, muitas vezes são ignoradas pelo bicho homem, seguem ciclos mutáveis de destruição e de renovação. Um organismo morre, um nicho se altera ou some para dar lugar a outros organismos ou modos de vida. Tudo está interligado. Cabe ao homem, bicho da terra, escutar a voz que vem do coração. Cabe a cada um de nós conhecer os sistemas perceptivos do nosso corpo, que do individual se comunica com o coletivo e partilha dos mesmos medos, visões e percepções identitárias. Daí que explode a violência ou se desenvolve a empatia. Só o amor preserva a espécie humana de desaparecer.

⁠Licenças poéticas (e filosóficas) Escrevo porque o instante existe E o escrever insiste.
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⁠Licenças poéticas (e filosóficas) Escrevo porque o instante existe E o escrever insiste. Não há nisso vaidade consciente Apenas o descanso reclamado pela sensorialidade de um corpo-mente. Nessa subjetividade encarnada, Escrevo para os que escrevem E mais ainda para os que sentem. Existe uma loucura desatada Nos fios das relações Não a loucura dos que perderam a razão Mas a dos que a procuram. Não há super heróis fora do cinema Porque todos somos humanos de pele, nervos e sangue. Nossa força vem dos acordos E não das palavras. Quebrou-se o pacto, Ninguém diz mais nada Embora se usem as mesmas palavras.

⁠Acho que as pessoas deveriam tirar um tempinho para a leitura. Não para serem coisa alguma nesta vida. Outro dia, uma antiga conhecida minha falou, com razão, que as pessoas têm habilidades mil e podem tomar o rumo que suas inclinações lhes permitirem tomar. Longe das profissões…
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⁠Acho que as pessoas deveriam tirar um tempinho para a leitura. Não para serem coisa alguma nesta vida. Outro dia, uma antiga conhecida minha falou, com razão, que as pessoas têm habilidades mil e podem tomar o rumo que suas inclinações lhes permitirem tomar. Longe das profissões intelectuais. Nem todos querem e nem serão escritores. Mas seguirão e farão coisas grandiosas. Eu concordei com ela de pronto, mesmo calado. Porque é isso mesmo. Mas voltando ao pensamento inicial, acho que as pessoas deveriam tirar um tempinho para a leitura. Não para serem p. alguma. Mas para experimentarem um pouco do alento que só a literatura oferece. A leitura é a invenção mais humana que a humanidade criou. Existe uma fome e uma sede que precisa ser saciada depois das necessidades primárias da vida biológica.

⁠Por mais que o ego ache estranha a escolha política do outro é preciso respeitá-lo. É marca de um sistema democrático a coexistência de ideias e vontades contrárias. Debates, campanhas, comícios, alternância de poder, tudo isso faz parte da política. O que não deveria existir na…
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⁠Por mais que o ego ache estranha a escolha política do outro é preciso respeitá-lo. É marca de um sistema democrático a coexistência de ideias e vontades contrárias. Debates, campanhas, comícios, alternância de poder, tudo isso faz parte da política. O que não deveria existir na democracia é o desrespeito e as brigas. Porque esses ingredientes não são de quem admira a política, mas sim a políticos.

"RODEADA DE CANAVIAIS" A pátria é o lugar ⁠onde a cultura cresce e floresce, independentemente de sua extensão territorial. Desde um vilarejo no sopé da serra mais longínqua a 'Nova Iorque' de qualquer país, a pátria é onde os sentimentos mais intensos são compartilhados pela co…
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"RODEADA DE CANAVIAIS" A pátria é o lugar ⁠onde a cultura cresce e floresce, independentemente de sua extensão territorial. Desde um vilarejo no sopé da serra mais longínqua a 'Nova Iorque' de qualquer país, a pátria é onde os sentimentos mais intensos são compartilhados pela comunidade. Que importa se nos tornamos estrangeiros ou nômades em outros lugares, se a alma pertence àquilo que nos formou?

RASCUNHO PUBLICÁVEL Uma análise linguística, de cunho gramatical, não pode prescindir da leitura do texto e da sua interpretação. Sem, primeiramente, estudar o texto, sua composição de gênero, seu formato, o tema, o discurso que se organiza, de modo ideológico e filosófico, é qu…
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RASCUNHO PUBLICÁVEL Uma análise linguística, de cunho gramatical, não pode prescindir da leitura do texto e da sua interpretação. Sem, primeiramente, estudar o texto, sua composição de gênero, seu formato, o tema, o discurso que se organiza, de modo ideológico e filosófico, é quase impossível compreender a análise dos conceitos gramaticais aplicados no texto em estudo. Todo texto é uma melodia que deve ser acompanhada por quem o lê. E isso está relacionado à força do hábito da leitura. Não "à força do ódio", expressão crescente daqueles que pulam a leitura do texto para a leitura dos exercícios. É quase impossível, sim, entender a funcionalidade das classes gramaticais por si mesmas, uma vez que o seu efeito de sentido só acontece nos textos e que estes foram concebidos não pelo leitor, mas pelo autor, cabendo ao primeiro, encontrar esses sentidos, ainda que espontaneamente, dentro da leitura. Um substantivo é nome que carrega consigo a natureza, a essência do ser. Sua escolha é, portanto, o núcleo do sujeito, o tema, o referente em análise. A escolha de um advérbio modifica a dimensão de algo; e o adjetivo atribui valores positivos ou negativos aos seres. Não é por acaso que quase sempre os adjetivos estão presentes nas opiniões. Desnecessário é provar a força do verbo, a classe desencadeadora das ideias. Mais que um pensar linguístico, o estudo da gramática, aplicada ao texto, é um pensar filosófico. Porque a neutralidade da linguagem é um mito, segundo Ingedore.

⁠Para além de instituições que dividem crianças e adolescentes em "cidadãos e bandidos", "santos e pecadores"; e que , por isso, devem ser condenados à morte ou ao inferno, a escola precisa enxergá-los como eles são: seres humanos em formação. Às vezes, é o mínimo e, em último re…
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⁠Para além de instituições que dividem crianças e adolescentes em "cidadãos e bandidos", "santos e pecadores"; e que , por isso, devem ser condenados à morte ou ao inferno, a escola precisa enxergá-los como eles são: seres humanos em formação. Às vezes, é o mínimo e, em último recurso, o máximo, que a educação pode fazer