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Frase de Zeu Silva

⁠Licenças poéticas (e filosóficas) Escrevo porque o instante existe E o escrever insiste. Não há nisso vaidade consciente Apenas o descanso reclamado pela sensorialidade de um corpo-mente. Nessa subjetividade encarnada, Escrevo para os que escrevem E mais ainda para os que sentem. Existe uma loucura desatada Nos fios das relações Não a loucura dos que perderam a razão Mas a dos que a procuram. Não há super heróis fora do cinema Porque todos somos humanos de pele, nervos e sangue. Nossa força vem dos acordos E não das palavras. Quebrou-se o pacto, Ninguém diz mais nada Embora se usem as mesmas palavras.

Zeu Silva

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Pensador.com

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⁠Texto: palavra viva Há quem leia dez livros
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⁠Texto: palavra viva Há quem leia dez livros em um mês. Eu acho fantástica essa rapidez. Creio nos jovens por essa façanha. Desconfio dos velhos leitura tamanha. Minha leitura é lenta, cheia de fios. Respeito os verbos Nos seus desafios. E os advérbios, braços de rios.

Brás Cubas e os eventuais sons da natureza "Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estridulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora…
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Brás Cubas e os eventuais sons da natureza "Agora, quero morrer tranquilamente, metodicamente, ouvindo os soluços das damas, as falas baixas dos homens, a chuva que tamborila nas folhas de tinhorão da chácara, e o som estridulo de uma navalha que um amolador está afiando lá fora, à porta de um correeiro. Juro-lhes que essa orquestra da morte foi muito menos triste do que podia parecer."