Queria sentir sua face junto a minha
como uma so alma, queria nossos corpos se envolvendo em um unico momento de
eterno amor, numa unica esperança
de amar eternamente.
Queria sentir sua face junto a minha
como uma so alma, queria nossos corpos se renvolvendo em um unico momento de
eterno amor, numa unica esperança
de amar eternamente.
E agora o falso poeta vive de novo.
Ela não soube lidar com todo o amor poético que eu sabia lhe dar.
Tive sonhos, expectativas e ilusões.
Todas reduzidas a pó.
Coração clandestino esse que encontra os mais diversos caminhos,
criativo aos olhos e ouvidos,
mas limitado a amores extremamente parecidos.
Por que no final, ninguém quer desconhecer o artista.
Artista esse que morre no fim do espetáculo.
E a platéia aplaude, o descaso do poeta.
[...] a solidão da lua fez o sol perguntar se ela estava bem. Ela não quis responder, pois não estava acostumada a ter ninguém para contar problemas.
O sol insistiu, pois imaginava ser um bom conselheiro.
Mal sabia a lua que era ele quem precisava de conselhos.
Para que ela se sentisse segura, ele prometeu ficar por perto.
Por cima de toda a luz do sol, fez se eclipse.
Por cima de todo o brilho da lua, fez se um sorriso.
Sou arquiteto de casa velha,
sou um tom que não interessa,
sou melodia muchada,
poesia falsificada,
moro na rua não visitada,
onde almas são lavadas,
e a minha é abandonada.
o destinado a durar muito agora acaba em minutos,
quando destino é concreto faz-se dele traço reto,
desvendado grita mudo esculto surdo força o estudo,
quando posso fasso tudo mas não me deixe ficar lucido,
transtornado mais o tático tens pensado que tá facil,
nesse baralho estátistico quem tira as carta não é mago
(...)
Eu sei que você
nunca se decepcionou
mas pra quem pode vê
e quem já sentiu a dor
de sentir o coração
apertado sem noção
agora cuida dele
o prendendo em paredes
e onde estão as borboletas
como vão nossas incertezas
é que ainda nessa vida
fez escolhas indevidas
e acha que sempre seram
mesmo parte dessa solidão
certos dias na cidade
eu vi escrito no muro
no momento de igualdade
nada leva ao tumulo