Que as luzes iluminem o breu que és,
A solidão consome da cabeça aos pés.
Vive entre tantas aspas, manipulando ao seu favor,
Sofro com meu vazio, não com vontade de me sobrepor.
Poderia me dizer que sou o mal gosto,
Que eu sou idiota que te fez um esboço,
De uma princesa que sonhava ser,
Apaixonada no príncipe que poderia ter.
Mas suas fantasias eram tão venenosas,
Sufocaram os cabelos que eram vossas...
Beleza, natureza, tristeza ter acabado assim,
Por algo ter tanto sofrimento, tem que haver fim.
Eu não sei de muita coisa
Não sei de mais nada afinal
Corrompi minha fé em busca de um final
Tão feliz que me faria sentir flores na barriga
Mas as abelhas já voaram pra longe
O vento não sopra tão suave
Da poluição perfeita, há um monte
Com o cheiro das flores abatendo sua falha
Poderia me lamentar todo o santo dia
Mas você se tornou o que odiaria
Vou deixar você sonhar, pequena
Eu que sou o problema, afinal.
Essas nossas travessuras
Me diz que não custa
Nada para a gente continuar
Por favor, vou te implorar
Diz se vou te machucar
Por tudo que eu farei
Só dessa vez.
Teu coração transborda
Por dores que não importa
Futuro de acordo com o que já viu
Mantenha suas mãos no peito
Deixe-me ouvir teus desejos
Saber o que transtornou teu beijo
Entender com o acordo do vilarejo
Me premiaram a solidão, prendendo meu eixo
Sinto te uma vez e pra sempre
Estávamos famintos, me lembre
Nunca desfazer minhas falácias
Diz sem sussurrar, tudo que farei
Só dessa vez.
te permanece bem apesar das convicções
provam e mostram que não é só traições
em jogo de bruxa, esse é o mais divertido
mentes fracas são a fonte desse convívio
sim, te cercou assim como eu
esse vazio que também te encheu
te fizeram acreditar nas verdades enganosas
tiraram o brilho das estrelas que eram nossas
ainda sim provei para os outros o que queria ser
por uma aprovação que eu não pudê ter
solidão que faz o meu ego ser tão sagrado
oh Deus, por isso que lhe digo obrigado
entre idiotas e selvagens, minha razão não é piada
por cada jogada, pegada que a gente joga na sacada
não tem nada que possa ser em vão assim
não tão simples, enfim.
O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta
sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões
fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta
Meu bem
Te aconselho
Seus problemas
Diga eles pra mim
Te beijo, oh meu bem.
E por tudo que pode ser
Te deixaria em paz
Queria te confortar
Mas não sei se sou capaz
Ainda te amo
Mas não quero saiba
Nunca teve nada
Mas só queria uma farda
Para me sentir seguro
Não me perder no escuro
que eu suporte mais você
ter amigo não é querer
um luxo dado a pobre
de graça, ainda esnobe
odeio a forma de pensar
sua tentativa de me olhar
me fez querer me fechar
cruzar os olhos e cegar
mas se fosse por querer
teria o meu porquê
em tudo que vive em lama
é o ego que mais engana
vamos ser amigos só aqui
nessa vida, tudo vai vir
te odeio de paixão, amigo
com você, não preciso de inimigo.
me lembro
ah, claro que sim
maldito agradecido
por tudo que te fiz
simpatia venenosa
sombrosa enganosa
te faz viver a mentira
por mais de milhas e milhas
estive para ver
eu te vi chorar
como um amigo
que devia estar
não, intrometido
sim, fui eu sim
por todos os vinhos
eu nunca me senti assim
tu que me envolveu
eu que tive quebrar
não te custou, plebeu
para o troco me levar
agora se passou o tempo
distante por semblante
da vila dos andantes
não irei mais passar
só para nunca mais
eu te encontrar
que te acompanho
eu sigo teus beijos
de cada banho
reflete como me vejo
perfeição em paixão
mentira que se desfaz
por cada erro, tua mão
como posso ver mais?
essa mente coletiva
parasitas e demônios
adoram e a comem viva
daqui por mais quilômetros
te importo de bondade
luxúria se dissipou
mesmo que terá verdade
não sou o que buscou
bastardo eu pensar
que teria algo especial
ao teu lado, sensacional
para nunca mais terminar
abrirei para trancar de vez
meu coração
orarei para que tu livrareis
minha condição
te dê surdez, e não ouvirá
minha canção.
Que o inferno te pertença;
Que as chamas te encubram em sentença;
Distorçam sua face, e faça as derreter,
Grite o sangue que vamos entender.
Que devorem sua carne e torções;
Rasguem as tripas e decorem as cortinas;
Esvaziar o ar de seu pulmão para encher os balões;
Arrancar sua visão para cegar a chacina.
Um ego tão frágil, e tão lamentável;
Necessitados para a festa do diabo, amigo.
Uma comemoração formidável;
Queime no inferno junto comigo.