Estar sozinha, ser sozinha, Não tenho certeza do verbo que devo usar. Certo é que olho pro horizonte sem motivação,
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Estar sozinha, ser sozinha, Não tenho certeza do verbo que devo usar. Certo é que olho pro horizonte sem motivação, Ele nada consegue me falar. Nos momentos em que tento me erguer, Não são raros, mas sempre curtos, Digo-me: "vai dar certo!" Mas logo fica tudo escuro. Os carinhos dão uma alegria de momento, Tão gostosa e tão... franzina, Que a verdade sempre alerta ao amanhecer. Certo é que não nasci para ser sozinha. E guarde que estar aqui é diferente de ser. Preciso de carinho, de abraços, de beijos e prazer. Não sei onde procuro, ou se devo apenas esperar. Preciso de planos, de sonhos e proteção. Os meus são incapazes de 'me saciar'. Quero todo esse conjunto, logo e intenso, Forte e grande e devastador e suficiente, Para a minha solidão ele derrubar.