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Frases de Yoman Ceifeiro

40 frases

Alma Mórbida Olhos sepulcrais espreitam e cantam uma melodia sonâmbula, que tão melancólica encanta, como o olhar medonho de uma gárgula. Paro-me então diante deste labirinto de devassas, enquanto a chuva me orvalha, e o verme vil escarneia sob a cova, e na sua ânsia voraz, espe…
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Alma Mórbida Olhos sepulcrais espreitam e cantam uma melodia sonâmbula, que tão melancólica encanta, como o olhar medonho de uma gárgula. Paro-me então diante deste labirinto de devassas, enquanto a chuva me orvalha, e o verme vil escarneia sob a cova, e na sua ânsia voraz, espera... Essa casca provida de uma alma mórbida e perversa, que nas sombras góticas se esvanece que no lirismo padece.

Noite Mãe dos seres nefastos, rainha ornada com uma coroa pálida, você que acolhe almas carcomidas por um passado obscuro como o véu que você exala. Somos nada mais que vultos mórbidos que se refugiam na melancólica penumbra; tentando se libertar desse ergástulo.
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Noite Mãe dos seres nefastos, rainha ornada com uma coroa pálida, você que acolhe almas carcomidas por um passado obscuro como o véu que você exala. Somos nada mais que vultos mórbidos que se refugiam na melancólica penumbra; tentando se libertar desse ergástulo. Somos seres que amam a desolação, o frio e o orvalho da chuva. Noite fúnebre que nos faz refletir Sobre esse caos que impera nesse mundo abastardo de ignorantes. Por isso que amamos a solidão, o silêncio e os mórbidos rangidos agourentos das árvores tristes sob a luz moribunda da lua.

ACORDA — Nessa manhã nublada, tudo está tão diferente... não vejo mais o véu da escuridão e a felicidade brota... — Acorda... Eu sei, eu sei, você queria que
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ACORDA — Nessa manhã nublada, tudo está tão diferente... não vejo mais o véu da escuridão e a felicidade brota... — Acorda... Eu sei, eu sei, você queria que fosse assim, queria viver nesse sonho. — Quem é você? — Sou aquela que quando passam por você, ninguém vê... Sou uma névoa melancólica fadada a sofrer... Sou a que chora, mas é você quem derrama as lagrimas... Agora lembra quem sou? Acho que não... você não se importa... Vive imaginando que o mundo é como suas ilusões... Sou alguém que realmente sonha... mas sei que o mundo É o que realmente é... um lugar onde a mentira impera. Você não é cego, mas não enxerga essa verdade... porque tem medo!

Prisão Nos momentos mais escuros A dúvida vela minha visão
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Prisão Nos momentos mais escuros A dúvida vela minha visão E só consigo ver muros Não sei o que é real... Mas minha interna prisão... é muito real. Olho para a minhas memorias Mas eu não consigo ver nada A não ser todos aqueles que se foram... E só restou meu trono... num império de melancolia. É que nesses dias minh’alma Encontra-se tão atormentada Cheia de pensamentos quebrados. As noites são mais escuras Os dias, bem, são tão reais quanto à porta de saída deste... loop do tempo. As vezes penso que não passa de um pesadelo E é por isso que me machuco, a dor será sempre real.

A noite nada mais é que um nefasto antro impregnado de seres insanos E eu sou apenas mais um negro fantasma de mórbidos pensamentos; frios e agourentos. Urdo e sempre resmungo a minha atração pela morte. Eu sei, eu sou um louco, obrigado! Sou um poeta das sombras no ergástulo s…
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A noite nada mais é que um nefasto antro impregnado de seres insanos E eu sou apenas mais um negro fantasma de mórbidos pensamentos; frios e agourentos. Urdo e sempre resmungo a minha atração pela morte. Eu sei, eu sou um louco, obrigado! Sou um poeta das sombras no ergástulo saturado de seres depravados, e ainda queria que eu fosse normal?

Quem sou? Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica. Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue.
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Quem sou? Não sei se sou uma sombra, ou um ser perturbado por uma névoa esquizofrênica. Não sei o que sou... ou o que me tornei... me sinto como uma dor fantasma... como uma veia, só que sem sangue. Isto tudo iludi minha mórbida e suposta existência, ainda não sei, talvez eu esteja infinitamente perdido... como uma voz conversando com uma caverna... talvez eu seja o eco de uma vida passada... Tudo é tão embaraçoso... ou estou realmente no limbo? No fundo sei que estou preso... mas onde? Para onde fui? (no inferno, você imagina) Numa poça, eu posso ver olhares fúnebres e distorcidos Olhos sem brilhos, como uma mortalha sobre o olhar de um cego. Sinto que não importa onde quer que eu vá, minha mente não dar vida além dessas muralhas sombrias e transparentes. A paisagem mórbida e fúnebre me assombra. Para onde foi enviada minha sombra profana? Presa nessa floresta infestada de vultos com olhares melancólicos?! Caminho, e caminho e nada muda, apenas a profunda escuridão em meu interior: - Quem sou? Para onde fui arrastado? Qual será meu castigo? Talvez isso seja um pesadelo, ou apenas a mente de um esquizofrênico.

Perdido Eu continuo fadado a correr, como os ponteiros de um relógio,
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Perdido Eu continuo fadado a correr, como os ponteiros de um relógio, sempre um atrás do outro. Eu me sinto como uma bússola desprovida do norte. Sou como o pesadelo, sempre buscando seu irmão... Mas o sonho me crucifica … ou será eu a me mesmo? Não sou nada mais que os despojos de uma névoa tênue e esvaecida, tão abastada de vida como o suspiro de um moribundo. Apenas vestígios de um destino amargo; triste e olvidado; como uma noite qualquer!

PERENAL Indago-me, serei eu um sonho ou sonhador, deste clichê de um déjà vi?
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PERENAL Indago-me, serei eu um sonho ou sonhador, deste clichê de um déjà vi? Mesmo sob o crepúsculo dessa caixa de pandora, Quando em trevas a face tão pálida da lua me encanta. Neste covil desfigurado por demônios sem asas, a imperfeição criação testemunha sempre abismada o reluzir da senhora soturna. Enquanto o ser tumular gira sua ampulheta, eu me pergunto qual; Qual meu proposito neste ergástulo enfermo? Por certo serei eu um receptáculo abastado de desolação condenado à mesmice? Neste anuviado vale sepulcral de esfinges mortas Tudo parece o sonho de um cardíaco lívido... Serei eu um mero fardo preenchido de lamuria? Sinto-me provido de vida, como o suspiro de um defunto, um escárnio aos olhos da morte? Ou um perenal protagonista deste limbo inventado?

⁠Para o mundo que brilha sombriamente Em comunhão com a escuridão Onde a intemporalidade gera tranquilidade;
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⁠Para o mundo que brilha sombriamente Em comunhão com a escuridão Onde a intemporalidade gera tranquilidade; E eu na sarcástica petulância De fugir do meu receio... Confinando-me a esta cela De estranhezas e desprezo Contra essas paredes De uma realidade há muito tempo fraturada, e que sangra-me a carne já mortificada... Que enferruja-me as entranhas de meu cerne E aprisiona-me neste ergástulo de memórias nevoentas... O brilho opaco de névoas urdidas por almas já olvidadas... E os uivos agonizantes de um páramo murchando Envolto em decadência... Minha solidão grita em versos depressivos... Ansiando arranhar esse refúgio até se fender Ou colapsar, como tecidos frágeis. Sinto-me engaiolado, sibilando uma canção para o tédio; Ele que dilacera o espírito; fruto pútrido dessa Quarentena. E eu olho para os olhos brilhantes desse loop... Que semeia sofrimento ainda mais desenfreado Rasgando-me... Mais sou apenas mais uma planta neste cenário sombrio.

⁠Beleza Mórbida Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã. Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptácu…
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⁠Beleza Mórbida Tortura-me muito a vê a pútrida mente se acendendo cada vez mais, na podridão do âmago dos humanos, essa hereditária, sádica e nefasta que eu e você temos de deixar... Os frutos do amanhã. Sou um louco? Talvez. Mas prefiro ser esse louco do quê mais um receptáculo abastado de ignorância e com um cérebro provido de uma visão anuviada; que só ver com os olhos. Prefiro vagar na treva e viver ao desalento com minha consciência conturbada. Eu prefiro o mórbido farfalhar das folhas orvalhadas das árvores melancólicas que decoram o ermo e olvidado cemitério que visito... Nele, sinto-me menos atormentado... Seu silêncio me encanta, como uma melodia sonâmbula... E às vezes, pareço ouvir o eco do sussurro feral da morte permeando aquele vale sepulcral coroado pela névoa lúgubre. Mas além desse estranho e soturno eu, que tanto resmunga, há uma amiga aprofundada na tristeza mais abissal. Ela, sim, compreende-me, e mesmo possuindo uma beleza fantasmagórica e estando remota, ela me entende. Estou sempre de preto por luto a ela. Ela está lá, solitária, em meio ao negrito da rainha noite. Pálida, taciturna, fria e quieta como uma lápide velha... Sempre espreitando nas noites sombrias; imponente e inspiradora com sua beleza nua. Como eu, nos ocultamos quando a noite moribunda dá seu último suspiro. Sempre que a noite ressuscita, ela emana seu encanto opaco, e lá fica perscrutando o mundo impregnado de seres depravados... Sua imagem pura e deprimente sempre vai me encantar... Porém, sinto que seu brilho nada mais é que lagrimas por testemunhar à horrenda raça humana espalhar sua insanidade. Ela está sempre lá em cima, vista por tudo e por todos sob ela... Não usa traje, todavia parece está em volta de uma mortalha. E talvez somente a pálida lua nas trevas da noite, saiba o destino que nos reserva.