Preso a mim
Hoje me peguei rendido por ideias
Amordaçado pelas minhas próprias palavras
Descrente a vestes de novas sagas
Por mais venustas e sérias
Ante do desejo de eternas férias
Fiquei atado em promessas e ideais
Tudo tão fatídico em sumas fatais
Quanto suas críticas morais
Leves e levianas ânsias humanas
Vide perspectivas mundanas
Tardias e resolutas flamulas
Ora perdido em pensamento
De um brando sentimento
Ora feito de um terno esquecimento
Ygor Mattenhauer
A vingança que tu queres não é enigma tão pouco segredo, pois na vingança não existe mistério ou sabedoria, a vingança não é um caminho pois esses tem volta, também não é loucura por possuir sentido. A vingança é minha tão minhã quanto a justiça na retaliação...
A vontade do fogo - Ygor Mattenhauer
Vale de Sentimentos
Enquanto mestre das palavras e escriba sei que nada sei, ante a mim ou ao mundo imundo e as palavras que me faltam são as que não ouso dizer, pois somente tolos gritam ao mar morto de sentimentos teus próprios ressentimentos, sim se a ti é quem amo nunca saberes de vero, não é que não seja sincero é apenas que não vale escarnecer aos mortos o brando sentimento dos vivos tais como meu coração e teus ouvidos, ambos mortos inóspitos e a falta de juízo como jazigo.
Ygor Mattenhauer
Em minha repetida ânsia pelo novo
Surge uma repentina forma de transtorno
Obsessivo compulsivo e tardio
Repulsivo aos alheios de tom frio
Que as margens de um rio
Taciturno regurgitam palavras
De infortúnio sombrio e de tão amargas
Trazem me arrepio
Ygor Mattenhauer
Existem lugares que nem mesmo eu posso entrar outros que tão pouco ouso tocar, seja por serem profundos ou obscuros de mais. No fim tanto faz se forem engolidos pelos meus irmãos ou clamarem pelas minhas mãos, o toque do tempo é pra todos e eu sou pra poucos...
O enigma da luz - Ygor Mattenhauer
Ah como peço para ser peça
de algo que não tenha pressa
e assim me despeço
não por essa
mas por todas dessa
daquela e vez e outra que espera
sempre espera vez que nunca vem
ver o que nunca tem
sabe sou mesmo quem?
não seja constante nem arrogante
paciente destemido
foi-se embora amigo
chance que se faz perdido
amigo que se joga ao perigo
Farinha do mesmo fato
Não sei quando virei arauto da loucura
Discórdia da verdade nua
Existe sempre outro jeito
De realizar o que está feito
Agora vejo o verso do inverso
Que fica submerso
Em mentiras intrigantes
Criando algumas constantes
Trajadas com o manto de seda ruflante
Inexorável a vontade alheia
Intragável ao mesmo semblante
Que espuma a louca sabedoria feia
De um mago da política
Governante errante da escolha que fica
Ygor Mattenhauer
Cigarro
A vida é como um cigarro que se esvai aos tragos, tão docemente amargos estes as vezes divididos as vezes levados pelo vento, ainda a aqueles que são jogados fora seja por pressão alheia ou por pressa corriqueira, tem os das manhãs e os das noites que não desejam ter fim, os ansiosos do que a por vir, os que ajudam a refletir, a os que são curtos e logo acabam deixando somente o vicio presente, os que começam ao meio e os que se apagam sem razão aparente.
Ygor Mattenhauer
De início achei que eras a mudança achei que deveria acender-te em chama de esperança, depois achei que fizeste pelo bem e aquecê-lo ia. Ao final sem saber por quem tomas-te o caminho da desgraça, perdes-te em matança da própria raça e vives-te pela farsa assim sobras-te apenas a infância como salvação. Renovação do que é tocado pelo fogo, em triste abandono humanidade de eterno sono...
A vontade do fogo - Ygor Mattenhauer
Pandora
Dou-te tudo o que quiseres no mundo, mas insiste em querer abrir a caixa, faço do fígado coração para ver teu sorriso, mas insiste em abrir a caixa, a única coisa que não quero que faça. Sua alegria é me ver triste, pois bem se é só isso que queres toma-te a chave e seja feliz pandora... Transformar lágrimas em fumaça e o futuro de outrora nesses lapsos de memória. É impossível mudar essa história, Seja feliz agora...
Já amas-te alguém? Pois é, eu também e quando à perdi todos meus sentimentos se foram juntos. Se achas que o pior demônio é o que mente é porquê não havia conhecido o que não sente. Há e sobre minha amada perdida foi a humanidade agora apenas uma lembrança distante e querida.
68 - Ygor Mattenhauer
Tristeza
Há porta da mente soa a galopes fortes
Todos os pensamentos afoitos
Abrem espaço para ela que carrega pinturas de todas as sortes, estritos nos seus trotes meu nome permanece, Não lembro de ter pedido mas sempre esteve comigo. Hóspede permanente e companheira impertinente, guia minha mão aos velhos golpes de sua missão, fazer de mim seu eterno campeão.
Existe um bruxa que a tempos me enfeitiçou. Dentro de meus sonhos adentrou e ali reinou. Não que exile minha culpa ou exonere seus encantos e extrema beleza, mas havia algo em sua natureza. Ali zelava com maestria algo que queria, o fogo vivido de seus olhos abraçavam me com a ternura de um presente único, foi-se embora lúdico em arredio. Fui vencido quando convencido a conhecê-la melhor, as vestes em luto servem de alusão ao crime em contramão.
Zuri