ENTÃO, NADA DO QUE EU FUI CONTOU? Eu não fiz promessa. Fiz presença.
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ENTÃO, NADA DO QUE EU FUI CONTOU? Eu não fiz promessa. Fiz presença. Cheguei sem alarde, sentei no chão da dor alheia, ouvi histórias repetidas como quem respeita feridas abertas. Eu estendi a mão sem contrato, sem registro, sem a necessidade de ser lembrada. Mas há quem confunda apoio com obrigação invisível. Há quem só reconheça o vazio porque o vazio combina com a própria identidade. Eu fui ponte, e ainda assim disseram que não havia caminho. Talvez porque atravessar exigisse responsabilidade. Não me dói mais não ser citada. Dói perceber que algumas pessoas precisam apagar o amor recebido para continuar chamando de injustiça a própria escolha de não mudar. Hoje eu recolho minha presença. Não como castigo, mas como cuidado. Quem transforma companhia em nada não perdeu alguém, perdeu a chance de se tornar maior do que a própria dor.