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Frases de Wilson Costa

14 frases

-Imagina que tivéssemos um corpo feito de pedra e um corpo feito de névoa, um corpo que podemos pegar, sentir e outro que ora você vê, ora não. A sua mãe está muito doente e todos os cuidados que estamos dando a ela é para aliviar suas dores e prolongar sua vida, mas não se entri…
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-Imagina que tivéssemos um corpo feito de pedra e um corpo feito de névoa, um corpo que podemos pegar, sentir e outro que ora você vê, ora não. A sua mãe está muito doente e todos os cuidados que estamos dando a ela é para aliviar suas dores e prolongar sua vida, mas não se entristeça quando ela se for. Ela deixará de ser uma pedra, mas ela será a névoa que tocará seu rosto sem que você a veja. Ela a verá sem que você a veja. Ela a protegerá e a guardará mesmo que você não saiba. A visitará sempre que puder e falará aos seus ouvidos sem que você a perceba, virá em sonhos e será real em sua vida se acreditar nisso, se a guardar pelas coisas boas que construiu e as ajudas que ela distribuiu. Você poderá falar com ela em suas orações e um dia se encontrarão quando você também for névoa. Michele abraçou a prima e desejou que nunca se separassem. O Grito - Uma historia de amor e preconceitos

Meses depois Michele recebia de um mensageiro uma carta com os seguintes dizeres: “Se existe uma coisa que a vida me ensinou, foi caminhar pela noite como a névoa. As lembranças de um passado assombroso ainda povoam meus sonhos, mas os caminhos de Deus são muitas vezes insondáve…
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Meses depois Michele recebia de um mensageiro uma carta com os seguintes dizeres: “Se existe uma coisa que a vida me ensinou, foi caminhar pela noite como a névoa. As lembranças de um passado assombroso ainda povoam meus sonhos, mas os caminhos de Deus são muitas vezes insondáveis. Venha enquanto ainda há esperança, venha enquanto nossas vidas podem ser vividas”. Seguia um cartão com um endereço da França, não havia assinatura, mas não precisava Michele sabia que era da sua amada prima Berna. O GRITO _ UMA HISTORIA DE AMOR E PRECONCEITOS

Se havia uma certeza, sobre o amor, esta.. Foi atropelada pelo caos da cidade, Nada que a alguém afetasse,
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Se havia uma certeza, sobre o amor, esta.. Foi atropelada pelo caos da cidade, Nada que a alguém afetasse, A não ser ao meu coração Um indigente atropelado na avenida Mas a verdade ainda rola no asfalto o sangue de quem ama também Do amor mesmo... só ficou o poema... Engavetado no necrotério da vida Wilson Costa Wilson

Seu moço, senhor farmacêutico, eu quero um remédio para saudade Mas dói onde senhora? Não sei explicar, não dói em lugar nenhum, mas dói em todos os lugares,
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Seu moço, senhor farmacêutico, eu quero um remédio para saudade Mas dói onde senhora? Não sei explicar, não dói em lugar nenhum, mas dói em todos os lugares, Pode ser mais especifica? Tenho um estoque de saudades moço, saudades frágeis, saudades tensas, Intensas e saudade forte Têm densas, voláteis, umas que chegam do nada, devem ser saudades de antes, de vidas passadas, E as que não chegam e nem partem, apenas estão Posso lhe dar um analgésico, uma injeção? Obrigado seu moço, vou embora O senhor pode ser bom de curar dor de barriga, Congestão nasal, mal de piriri, insolação,

Bocejo O rosto lotado de caras O tapa passou perto
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Bocejo O rosto lotado de caras O tapa passou perto Seus olhos fitos nas mãos aberta, Sorriu Estranha apatia para quem sabe ferir Boceja nas bocas que beija Boca na boca nem sabe que beija O tempo não corre se eu não corro Ainda escorre nos vão dos teus seios os desejos anormais Sempre observo quando passas na minha rua Não há sinal de que me notas Fecho a porta E a vida segue integra Quem eu fui na tua vida Afinal?

A partir de você Rabisco o chão, A terra tem a cor de sua história
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A partir de você Rabisco o chão, A terra tem a cor de sua história Cada grão tem sua uma vivência Cada salpico foi atormentado, ou tranqüilo, O veneno não tomado, Tem o sabor mais ameno Corroeu o mal em si Não fez mal a ninguém Em minhas veias correm o bem e o mal, O remédio e a toxina fatal Corre em mim uma história Não me apercebo os riscos, E rabisco o chão Ainda me chama atenção O corpo é o exercício da dor e da memória, Está sendo escrito neste instante o que eu sinto, Se de amor me enveneno só há um antídoto, a saber, Vem sentir na real o que eu digo, Vem para embaralhar nossos escritos, Vem fazer uma nova historia comigo Wilson Costa 22/11/11

Cara Dura Essa cara dura está com jeito de pedra Escorregadia você
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Cara Dura Essa cara dura está com jeito de pedra Escorregadia você Passe a mão na cabeça e espante os maus pensamentos Que na certa vem pancada por ai Faz tempo que não a vejo assim Espantada comigo Sempre que quis abrigo me chamou Também sou de vidro às vezes, O papel se inverteu, Pouco tem quem muito abusou Quer pimenta, mas não quer o ardor Lasca fora que hoje a comida é pouca A farinha de pirão azedou Faz tempo que não a vejo aqui precisada O meu peito está curto para acolher Hoje fechei mais cedo para balanço O caixa zerou, Mas passe outro dia, quem sabe não faço promoção de carinho, Liquidação de amor

Amigos Trato é trato, Sem argumento para mudanças,
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Amigos Trato é trato, Sem argumento para mudanças, Eram amigos somente Mas era tempo de amar Vendavais revolveram os elementos Os atormentados redemoinhos fustigaram as regras Os sentimentos chicoteiam agora a janela e ela olha pela vidraça Fecha as cortinas e senta de costas para a vida Deixa a dor açoitá-la Neves podem chegar Faz um friozinho gostoso Ela vai para debaixo das cobertas E se esquenta nas doces lembranças que ele lhe traz

Atormentados Hoje nada sei sobre o tempo Ele não me consome
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Atormentados Hoje nada sei sobre o tempo Ele não me consome Nem me pressiona As minhas inspirações são frutos dessa inconsciência Ardilosa mania de se sentir sem vida Desta porta assim vigio, Não dou entradas às emoções, Dos castelos arruinados do amor, A putrefação exala seus males Grito das torres altas Gralhas, carpideiras aves Irritantes gemidos dos desfeitos casais, Bocas e olhos pintados, Ritos risos buscando argumentos, Cada qual teve seu tempo, seu momento Eu de mim assisto impassível seus tormentos Nada me dizem agora, Afora o tempo que insiste em bater a minha porta Lá fora não existe mais Novidade alguma

Breque no freio A topada doeu Arrancou o pedaço, sei que também sente essa dor
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Breque no freio A topada doeu Arrancou o pedaço, sei que também sente essa dor A descrição faz o sangue correr mais acelerado, Sentir a aflição de olhar a ferida exposta Ontem não tive resposta, Com doeu essa dor Não expus a ferida aberta Não quero olhos que desconheçam o ardor de sentir um pedaço deslocado de si Não enguiçou o sangue do peito porque me mantive fechado Reduzi as pulsações para me manter hibernado Hoje na minha cidade é feriado Vamos comemorar com um chope gelado Faz de conta que nada aconteceu Se as bandeiras não foram desfraldadas foi porque o vento não veio Não foi porque se partiu o andor que o santo quebrou Não é porque o sinal não abriu que o carro andou Dá um breque nos freios Amanhã o dia será diferente Não é porque se despedaçou um sentimento que morreu o amor