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Frases de William Shakespeare

690 frases

Pois julguei-o justo e o considerei brilhante, Você que é negro como o inferno e obscuro como a noite.
Não chamo meu amor de idolatria E nem de ídolo você a quem eu amo. Sei que não posso exigir seu amor
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Não chamo meu amor de idolatria E nem de ídolo você a quem eu amo. Sei que não posso exigir seu amor Assim como proclamo meu amor galante. Dou-lhe apenas algumas razões para que goste de mim Inalteradamente eis o que exprimo. Deixo a cargo do acaso a confiança na vida Pois todo meu cantar a você se alia.

Ai, ai, que olhos pôs-me o amor no rosto, Que não se ligam com a real visão! Se ligam, onde foi o juízo posto
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Ai, ai, que olhos pôs-me o amor no rosto, Que não se ligam com a real visão! Se ligam, onde foi o juízo posto Que ao certo lança falsa acusação? Se o que meu falso olhar ama é bonito Que meios tem o mundo pra o negar? E se o não for, pelo amor fica dito Que o olhar do mundo vence o de se amar. Como pode do Amor o olhar ser justo Se entre vigília e pranto ele se verga? E nem espanta o olhar errar de susto Se sem céu claro nem o sol enxerga. Esperto amor, com pranto a me cegar Pra cobrir erros quando o amor olhar.

Em mim tu vês a época do estio Na qual as folhas pendem, amarelas, De ramos que se agitam contra o frio,
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Em mim tu vês a época do estio Na qual as folhas pendem, amarelas, De ramos que se agitam contra o frio, Coros onde cantaram aves belas. Tu me vês no ocaso de um tal dia Depois que o Sol no poente se enterra, Quando depois que a noite o esvazia, O outro eu da morte sela a terra. Em mim tu vês só o brilho da pira Que nas cinzas de sua juventude Como em leito de morte agora expira Comido pelo que lhe deu saúde. Visto isso, tens mais força para amar E amar muito o que em breve vais deixar.

Quando eu morrer não chores mais por mim Do que hás de ouvir triste sino a dobrar Dizendo ao mundo que eu fugi enfim
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Quando eu morrer não chores mais por mim Do que hás de ouvir triste sino a dobrar Dizendo ao mundo que eu fugi enfim Do mundo vil pra com os vermes morar. E nem relembres, se estes versos leres, A mão que os escreveu, pois te amo tanto Que prefiro ver de mim te esqueceres Do que o lembrar-me te levar ao pranto. Se leres estas linhas, eu proclamo, Quando eu, talvez, ao pó tenha voltado, Nem tentes relembrar como me chamo: Que fique o amor, como a vida, acabado. Para que o sábio, olhando a tua dor, Do amor não ria, depois que eu me for.