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Frases de William Philippe.

29 frases

Azul Ciano. Apreciava o som do silêncio, não me diga onde
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Azul Ciano. Apreciava o som do silêncio, não me diga onde eu vou, eu sei que estou morto por dentro, vazio, eu invento sentido em versos inversos que um incerto homem escreve calado. O som do cabelo no rosto deslisava a seu gosto como a visão do olho que via só você. Entendia que podia mudar o que queria, insistia que veveria sozinho, matara a si. No carderno de versos, confesso, é onde rezo, não é pra deuses, aberto o peito onde bate o sentimento de que estar é inútil.

Vermelho. Cada dia que passo sem sua presença, é um tiro no peito do ecossistema,
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Vermelho. Cada dia que passo sem sua presença, é um tiro no peito do ecossistema, é vazio paralelo com a cheia, de estar cansado de contar as teias dessa armadilha presa em minha cabeça. És o que não admito nem a mim, ouço as paredes reclamar do que eu não lembro. Eu ouço o som do lamento, lágrimas sendo levadas pelo vento, eu tento, incremento, isento você da culpa. Renuncio-lhe de mim! Volte quando o nunca mais existir, quando o nunca for usado corretamente, quando o vocábulo estiver de acordo com os sentimentos do remetente. E os poetas choram, falam em versos. ludibriam pobre alma, nunca será estrofe inteira, fora partida de maneira que desces a ladeira, caco em caco, aos pedaços. Parecendo vosso amor. Ficou incompleto. Faltou você.

À minha mulher. Apaixono-me dia após dia pelo odor da sua ruminância,
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À minha mulher. Apaixono-me dia após dia pelo odor da sua ruminância, pelo sabor do líquido que expelia, pelo tato da sua carne em putrefância. Expeli em mim, mostra-me todo o seu resto de humanidade, tudo o que tens de semelhante com os animais, decomponha-me. Se a podridão da morte vive em teu fim, é onde sentir, sentirei, serei quem convive com o afago do enxofre que ao meu cerébro a de subir, fazendo meu último dia, hoje.

A insegurança de um touro. O que me ilude é toda a incerteza, é toda a possibilidade inscrita no riso,
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A insegurança de um touro. O que me ilude é toda a incerteza, é toda a possibilidade inscrita no riso, o que foi visto valera tudo que não foi dito. O que matou a capacidade de raciocinar, o que plantou o não saber, tudo aquilo que faz esperar faz a alma e o corpo tremer. A insegurança de um touro, a vontade que o cadáver exala, se o segredo é vindouro não fui eu quem contara. A literatura é a fuga da alma, o inferno é o recanto do espírito, se no templo é onde queimará o incerto corrobora o mito.

Poemas à morte - 6 Estranhos perante a luz se refugiam no breu da noite,
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Poemas à morte - 6 Estranhos perante a luz se refugiam no breu da noite, onde é que se produz força assim, cavalgando à foice. Se a neblina densa lhe cobrir não se assuste, há sempre alguém a quem irá seguir. Hoje não há ninguém. Ontem o que lhe cativa, hoje lhe repele. Ontem o que lhe ilumina, hoje lhe escurece. O hoje é quem lhe matará, se estará pronto não é questão, a morte lhe sugará, a morte é inquisição. A morte é a sua alma, a morte é luz em ascendência, a morte está na vida mascarada, a morte é um, sem insistência.