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Frases de Wikney Edson

387 frases

⁠"Hoje, ela apareceu do nada. Veio me pedir perdão, com palavras ensaiadas. De olhos lacrimejados e voz embargada.
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⁠"Hoje, ela apareceu do nada. Veio me pedir perdão, com palavras ensaiadas. De olhos lacrimejados e voz embargada. Frases mal ditas, coisas não ditas, ideias entrecortadas. Do que me dissera, não pude crer em nada. Só acreditei no beijo repentino, na nudez e na pele suada. Acreditei em cada suspiro e após cada gemido, ela dizendo que me amava. Acreditei quando sobre meu peito, caiu uma lágrima. Da boca dela, não acreditei no perdão em palavra. Acreditei no desespero em cada beijo, parecia, que em meus lábios, se afogava. Fui capaz de crer, quando despida, à luz da Lua, sua pele brilhava. Refleti só, enquanto ela adormecia, por toda a madrugada. Eu até queria, mas não poderei perdoá-la. Não posso correr o risco e perdê-la de vista, espero que amanhã, ela apareça aqui, do nada..."

⁠"O que não me mata, me faz mais forte. O seu amor, me destruiu, saí mais fraco, era melhor ter encontrado a morte. Achei em ti minha joia rara, uma paixão de novela, mas pergunto: pr'onde foi minha a sorte?
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⁠"O que não me mata, me faz mais forte. O seu amor, me destruiu, saí mais fraco, era melhor ter encontrado a morte. Achei em ti minha joia rara, uma paixão de novela, mas pergunto: pr'onde foi minha a sorte? Azar no jogo, azar no amor, azar na vida, azar na sorte. Azar na morte. Azar meu, ter lhe beijado, ter entregado meu peito, à lâmina de sua faca, ainda hoje, sangra-me o corte. Quem secará a lágrima que em meu olho escorre? Amanhã eu paro, mas hoje, eu vou te esquecer, vê pra mim, só mais uma dose. Me faz fraco, o que me fazia forte. Que meu pranto, se misture com as águas da chuva e ninguém me note. Sua ausência não me matou, é verdade, mas estou fraco como nunca, longe de estar forte..."

⁠"Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados. Repito esse conselho, por vezes a fio, olhando seu retrato. Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados.
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⁠"Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados. Repito esse conselho, por vezes a fio, olhando seu retrato. Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados. Repito só, aos prantos, no escuro do meu quarto. Completamente embriagado. Um tolo, amargurado. Recordo-me de nós, visito nossas lembranças e sinto o peito acelerado. Meu coração, ainda bate por ti, era melhor, quando você se foi, tê-lo arrancado. Podia ele ter parado. A solidão, me abraça forte e me sinto sufocado. Um nó na garganta e na trêmula voz, o embargo. Sussurro baixo. Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados. Na janela, vejo um clarão, mais um trovão, nem isso têm me assustado. A chuva retumba, inunda as cercanias; minhas lágrimas, o meu quarto. Eu deveria ter dado mais um beijo, ter trocado mais um olhar, apertado mais o abraço. Sei que Deus me olha, lá de cima, desesperado. O amaldiçoo, por o mais importante mandamento, não ter registrado. Um homem, não pode se apegar a sonhos, não realizados..."

"Eu não sei o porquê, mas as lembranças, estão cada dia mais fracas e a bebida, mais forte. Talvez, o plano de tentar lhe esquecer, esteja dando certo, talvez tal plano, me traga a morte. É; realmente; as lembranças estão mais fracas e a bebida, mais forte.
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"Eu não sei o porquê, mas as lembranças, estão cada dia mais fracas e a bebida, mais forte. Talvez, o plano de tentar lhe esquecer, esteja dando certo, talvez tal plano, me traga a morte. É; realmente; as lembranças estão mais fracas e a bebida, mais forte. O problema, é que não quero te esquecer e foi nesse jogo de azar, em que lancei minha sorte. Sou poeta sem Casmurro, Memórias, Kafka ou Dom Quixote. Filósofo sem Platão, Epicuro, Aristóteles. Tento justificar o assassinato de nossas lembranças, como Raskolinikov. Imoral, atemporal, não existe tempo, tampouco religião, quando me perco em seu olhar e meu coração bate mais forte. A cada copo, a cada taça, a cada gole. Meu coração, está cada dia mais fraco e a bebida, mais forte. A cada trago, a cada dose. Sinto na boca, o gosto da morte. Desmaio em meus pensamentos, ouço sua voz em todo canto; da sua pele, sinto o macio do toque. Rogo a Deus, para me livrar do azar de te amar, mas parece-me, ele deixou-me à própria sorte. As orações, estão cada dia mais fracas, Pai, e a bebida, mais forte. 'Sei, que nada sei', bem da verdade, só sei que a amo; perdão Sócrates. Só crê que, 'O homem é o lobo do homem', quem não sabe do que é capaz, uma mulher; tolo Hobbes. Já não suporto; a saudade, está cada dia mais intensa e a bebida, mais forte. Rogo, talvez com sorte, eu hei de ser, rainha da minha vida, o seu consorte. Enquanto não, miseravelmente falho em meu plano, meu amor, hoje bebo e a bebida, parece não fazer mais efeito e a lembrança de ti, em mim, nunca fora tão forte..."⁠

⁠"Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão. Mas não falo pelo meu coração. Se quiser que eu apague seu fogo, pode ser, mas é assim, que se inflama, a chama da paixão.
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⁠"Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão. Mas não falo pelo meu coração. Se quiser que eu apague seu fogo, pode ser, mas é assim, que se inflama, a chama da paixão. Se amar você for um erro, tudo bem, mas por esse erro, não hei de pedir perdão. Vislumbro seus olhos, não sabia que era possível, ser tão pequena, a imensidão. Nunca imaginei, ver-me refletido, em uma constelação. Tu não me amas, passo a crer, se tu me disseres que não mereço o teu amor, lhe digo: tens razão. Mas eu, amor meu, amo ninguém; quem ama é meu coração. Somos como Gil e Drão. E tu bens sabes, que o amor da gente é como um grão. Semeei seu chão. Plantei semente de ilusão. Colhi o que plantei, dor e desilusão. Queria ser o Alceu e você, a minha Anunciação. Mas infelizmente, a indiferença ganhou em meu âmago o seu espaço, já não tem reversão. Só te digo uma coisa, amada minha: Se quiser só um momento carnal, por mim tudo bem; se tu, de mim, não fizeres, de ti também não farei questão..."

⁠"Sempre que me pego pensando em você, eu vejo a imagem de um homem desamparado. Os olhos cheios de lágrimas e na voz só dor, embargo. Trêmulo, atônito, assustado.
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⁠"Sempre que me pego pensando em você, eu vejo a imagem de um homem desamparado. Os olhos cheios de lágrimas e na voz só dor, embargo. Trêmulo, atônito, assustado. Por você, abandonado. Tento afogar nossas lembranças, mas a garrafa já secou, sua imagem vem à mente após cada trago. Pra tentar aliviar a minha mente da aterradora imagem, quebrei o espelho do meu quarto. Odeio minha imagem, porquê ao me olhar, eu vejo o tolo alucinado. Alguém que amou demais e não foi amado. Vejo em meus olhos a lembrança dos seus, meu paraíso estrelado. Eu me olho no espelho e vejo o próprio diabo. Em vãs lembranças, acorrentado. Condenado a vagar pela eternidade, nas memórias de um passado feliz e nas leviandades de sonhos não realizados. Meu inferno são teus olhos, meu lar; meu purgatório, seus lábios. Cada lembrança da sua nudez, o corpo suado é um açoite em minh'alma, meu eterno pecado. Que Deus me perdoe, mas jogado em seu pedestal, eu orei pra que tudo na sua vida desse errado. Para que volte a mim e possamos ser perdoados. Mas fique tranquila, Deus, em seu trono, orgulhoso, não ouve as orações dos apaixonados. Se o fizesse, por entre as estrelas, nosso destino juntos, estaria traçado. Hoje, consegui me fitar por um breve momento, depois de tanto tempo acovardado. Era preferível ter ficado cego, da minha visão, abdicado. Novamente, pensando em você, vi aquele homem, desamparado..."

⁠"Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade. Achei que minhas ações, trariam aos meus braços, a minha eterna saudade. Pensei que seu sorriso calmo, traria ao conturbo da minha vida, alguma serenidade.
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⁠"Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade. Achei que minhas ações, trariam aos meus braços, a minha eterna saudade. Pensei que seu sorriso calmo, traria ao conturbo da minha vida, alguma serenidade. Novamente, os sinônimos tornaram-se um, fundiu-se o Famigerado à leviandade. O tempo urge, o relógio me açoita a alma, com cada tic tac, tic tac. Cada segundo, sem o negror do seu olhar, parece-me uma eternidade. Quando em seu abraço, sob o julgo dos seus lábios e embebido da voz, a tranquilidade. Meu algoz, parece parar, mas ainda sim, ele passa tão rápido: O correr do tempo, ao lado de quem se ama, é punição divina, pra de outras vidas, iniquidade. Deus, me faz de exemplo, do mais alto céu, ri da minha desgraça, da minha jocosa calamidade. Ora, como não revoltar-se? Sabendo ele do que sabe. Sabendo que sou o puro pecado, um demônio em Terra, o próprio diabo, para me castigar, fez tu e a fez cruzar meu caminho, você, inalcançável ao meu eu, revestida de toda santidade. Lembro do meu paraíso inalcançável, você embalada em meus braços, e a pele arde. Queria ser ateu acerca do amor, mas infelizmente, venero-te, minha divindade. Rogo, imploro aos céus, por um único beijo, para que eu me enterre e minh'alma descanse, por toda eternidade. Parece que ninguém ouviu, Deus riu: Fui tolo, achei que minhas palavras, fariam dos meus sonhos, realidade..."

⁠"Eu sou completamente apaixonado por você, meu amor, é verdade; mas já abri mão de outras paixões antes. Talvez eu até lhe ame, amor meu, mas quem eu realmente amei, nunca tive, ela continua lá, na minha estante. Até tentei abrir mão do meu único amor, mas ela está gravada na…
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⁠"Eu sou completamente apaixonado por você, meu amor, é verdade; mas já abri mão de outras paixões antes. Talvez eu até lhe ame, amor meu, mas quem eu realmente amei, nunca tive, ela continua lá, na minha estante. Até tentei abrir mão do meu único amor, mas ela está gravada na memória, cicatriz eterna em minh'alma, ama-la é meu purgatório, meu inferno de Dante. Eu trocaria qualquer eternidade, por ao lado dela, um único instante. Sei o que me acometeu, sei o que me tornei depois dela, sinto saudades do eu era antes. Perdão, meu amor, meus devaneios, desilusões, vagueantes. Eu sou completamente apaixonado por você, mas paixão não é amor, mesmo quando se existe uma beleza, como a sua, estoteante. Meu coração é um infante. Infelizmente, sou incapaz de abrir mão do meu único amor, mas minha beldade, não se demore, pois, já abri mão de outras paixões antes..."

⁠"Perdão, por meu exacerbado ciúme, amor, mas sinto ciúmes da distância, que nos separa. Sinto ciúmes do ar que respira e da que lhe banha o corpo, a água. Perdão, amor, mas sinto ciúmes do Sol, quando é a luz dele, que lhe deixa a pele iluminada.
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⁠"Perdão, por meu exacerbado ciúme, amor, mas sinto ciúmes da distância, que nos separa. Sinto ciúmes do ar que respira e da que lhe banha o corpo, a água. Perdão, amor, mas sinto ciúmes do Sol, quando é a luz dele, que lhe deixa a pele iluminada. Sinto ciúmes do vento, ciúmes do frio, por serem eles, a lhe deixarem com a tez arrepiada. Sinto muito, amor, mas sinto ciúmes de tudo, sinto ciúmes do tempo, pois quando não está comigo, é ele dona do seu ser, é ele que está sempre do seu lado, mesmo que lhe faça entendida. Sinto ciúmes até de mim, amor, pois quando lhe faço rir, não é meu verdadeiro eu, é um outro homem, de minha face, outra máscara. Sinto ciúmes até do próprio Deus, minha amada. Pois, quando fores de mim, a ele pertencerá o seu ser, por toda eternidade ele terá a alegria do seu ser, o doce da sua risada. Perdão, minha deusa, mas mesmo agora, sinto ciúmes do que lhe escrevo, me enciúma, as minhas próprias palavras. Pois quando lhe escrevo, tu há de se apaixonar; mas não por mim, mas por palavras parvas. Sinto ciúmes de tudo, meu amor, e por isso, peço perdão por amá-la. A bem da verdade, sinto ciúmes até do meu amor, pois é somente ele, que pode bem tratá-la. Sinto ciúmes do diabo, pois por ser ele, dono do pecado, ser o único capaz de entender a nudez do seu corpo, a sua parte depravada. Perdão, por meu exacerbado ciúme, amor, mas sinto ciúmes sim, pois no escuro do meu quarto, como religião, eu sou o único capaz de venerá-la..."

⁠"Se meu coração falasse, ele gritaria aos quatro cantos do mundo, o seu nome. Por você, amada minha, eu abriria mão de tudo, fama, renome. Daria a minha vida e de qualquer outro homem.
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⁠"Se meu coração falasse, ele gritaria aos quatro cantos do mundo, o seu nome. Por você, amada minha, eu abriria mão de tudo, fama, renome. Daria a minha vida e de qualquer outro homem. Existe uma eterna batalha entre seu olhar e sua ausência, disputam entre eles, qual mais me consome. Não tenho desejo de ti: tenho dos seus beijos, sede; do teu corpo, fome. Já não consigo lidar com nossas lembranças, me prostro de joelhos, rogo, imploro: Réquiem, Domine! Tentei saciar a minha sede; acabei por afogar-me em sua fonte. Quando perguntarem por nós, por favor, não nos lembre, não nos conte. Quando lhe narrarem-me, quando disserem que me viram, não pergunte como estou, não queria saber com quem, tampouco onde. Quando ao longe, ouvirdes chamarem teu nome, não se espavente, não é a morte; é só o meu morto coração, em seu último suspiro, gritando aos quatro cantos do mundo, o seu maldito nome..."

⁠"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono. Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono? Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu aban…
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⁠"Fez frio essa noite, e a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono. Eu quero o seu aconchego, clamo por seu amor, mas me pergunto: O seu coração tem dono? Caso tiver; o que farei com o meu? Que já depus sobre os seus pés: Terei seu abandono? Mal entrei no seu ringue de desilusão, um olhar foi nocaute, já estou na lona e ainda nem soou o gongo. Tentar esquecer-lhe é tolice, pra que o whisky, se é o seu beijo, que me deixa tonto. O perfume me inebria a mente e fico zonzo. Fazer que não é paixão, é finjir-me de sonso. És princesa, da beleza rainha, fazei de meu coração, vosso trono. Acordo na madruga fria, ao léu, atônito. Tento dormir novamente e não consigo, pois a fantasia de ter você me aquecendo o corpo, me inflamando a alma, roubou-me o sono..."

"Meu mel, o sorriso, o perfume e o aconchego são meu porto, meu céu. Ela é dona de toda doçura; quando em meus braços, leva da minha existência o fel. Linda, pintada pelo próprio Deus, como em papel.
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"Meu mel, o sorriso, o perfume e o aconchego são meu porto, meu céu. Ela é dona de toda doçura; quando em meus braços, leva da minha existência o fel. Linda, pintada pelo próprio Deus, como em papel. Instantaneamente, olhar é te amar, até sua sombra adorar, ajoelhar diante de ti, em sua mão o anel. Zelosa, atenciosa, cada momento longe do seu sorriso, do macio da sua tez, ao meu eu é cruel. Enamorado de ti, percebi que devo parar de buscar um porto seguro, pois em ti já encontrei meu céu..." - EDSON, Wikney

"Você é a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que dizem seu nome, sinto o contrário. Só tristeza, pranto, um todo de dor, me pego cabisbaixo. O seu nome me sequestra o sorriso, e já fora, há muito, o meu relicário.
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"Você é a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que dizem seu nome, sinto o contrário. Só tristeza, pranto, um todo de dor, me pego cabisbaixo. O seu nome me sequestra o sorriso, e já fora, há muito, o meu relicário. Você é o café que me aquece a alma, mas não vale o gosto amargo. É sempre assim, só a ausência, nenhum beijo, um abraço. Só saudade, em mais um fim de tarde, não lembrou, não lembrará; lembrei, meu eu abandonado. É pranto em todo canto, te vejo em cada canto, e, a cada lembrança, meu coração se torna mais fragmentado. Em nosso amor, apostaria cada dobrado, teria um sofrimento dobrado, dobraria a aposta e sairia quebrado. Ah, meu amor, sonhei tanto um futuro com você, hoje, o meu sonho é ser capaz de apagar o passado. Olvidar cada olhar trocado, todo beijo, o calor dos corpos, fazer parar gritar seu nome, os lençóis e as paredes do meu quarto. Confiei em ti, confiei em meu coração parvo. Eu deveria era ter duvidado. Pois, você era a única certeza de felicidade na minha vida, mas não sei por que, sempre que diziam seu nome, eu sentia o contrário..." - EDSON, Wikney

"O sonho da fazenda, a casa no interior e o aroma do limoeiro se foram. Nossos filhos no quintal, o café no fim da tarde, tais ilusões esvaneceram. Nós olhando o casal da nossa varanda, enquanto a sogra narra mais um causo que na quermesse lhe contaram.
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"O sonho da fazenda, a casa no interior e o aroma do limoeiro se foram. Nossos filhos no quintal, o café no fim da tarde, tais ilusões esvaneceram. Nós olhando o casal da nossa varanda, enquanto a sogra narra mais um causo que na quermesse lhe contaram. Entre um beijo e outro, olhando em seus olhos, entrelaço nossas almas de maneira fácil, olhares que, parece-me, nunca se cruzaram. Após um dia longo de trabalho, sei, meu corpo se renderia ao cansaço. Mas depois de você por nossas metades pra dormir, encontrar-me-ia com sua nudez, e eu renasceria renovado. Eu nunca pedi muito pra Deus, mas por isso eu roguei, não acredito que implorar por uma família com quem se ama seja demasiado. Mas o simples com Deus, quando não atendido, a quem pede, a ausência da súplica é um fardo. Morreria toda noite de bom grado. Para tê-la ao meu lado. O meu sonho realizado. Morreria em seus beijos, em seu corpo, extasiado. Acordaria pela manhã renovado. Um beijo de bom dia, com nossas metades, coletivo abraço. Agradeço a Deus, completamente emocionado... -(...)- Só vejo o escuro, a lágrima rola, sinto o peito apertado. Estou eu, no escuro, do meu quarto. Sonhara eu com meu sonho nunca realizado. Estou cansado da cidade, da cheia lotação, do passo acelerado. Estou cansado, onde cercado de pessoas, ainda enfrento a solidão, mesmo acompanhado. Queria o êxodo da grande cidade, mas preciso mesmo é do êxodo de ti, em meu coração despedaçado. O terreno da fazenda, pelo pranto, fora inundado. A casa no interior, teve seu interior incendiado. O limoeiro fora cortado. Ouço alguém me chamar, mas não de 'Pai', lá fora a solidão chama meu nome, Famigerado..." - EDSON, Wikney - Memórias de Um Pescador, O Sonho da Fazenda

"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade. É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face. Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com e…
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"'Eres' a pior maldição da minha existência, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade. É maldição, pois, mesmo rogando para nunca mais vê-la, eu ainda a busco em toda face. Corro daquela existência, mas, em meu âmago, torço para esbarrar com ela ao dobrar toda esquina da cidade. Decerto que é maldição, pois, ao pensar nela, minha mente subverte a razão e abraça todo tipo de leviandade. Uma vida plena, amor recíproco, nós, o beijo, fervorosa paixão, felicidade. Não houve, não há, não haverá divindade. Fiz a prece aos orixás, tentei os druidas, ofertei um olho a Odin, roguei ao Cristo, nem mesmo o pastor, Javé ou a confissão ao padre. És maldita, até mesmo Lúcifer se absteve dessa culpa, não ousou participar deste entrave. Morreu nosso amor, reuni meus pecados, nossas juras, nossos beijos, para formar o Conclave. 'Habemus Odium', subira a fumaça branca, temos um novo sentimento, mais sofrimento, mas não um novo amor, uma nova metade. É, realmente, da minha existência, tu és a pior maldição, pois não existe mais paixão, não existe mais amor, mas, ainda sinto saudade..." - EDSON, Wikney

"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo. Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo. Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo.
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"Como eu queria, o descampado e o pôr do sol ao fundo. Um beijo, um abraço e, em meus braços, o meu mundo. Como eu queria, o fim de tarde, enfrentar a noite sem preocupações, as velas, o jantar e, sobre mim, sua pele, o veludo. Eu queria tanto, mas meu querer é tão pouco e, para tê-la, eu daria tudo. O negro dos seus olhos, o castanho do cabelo, o rosa da boca, o olhar taciturno. A madrugada me invade, lembro de ti, meu peito acelera, eu sei que deveria, mas não te repugno. Imagino nós dois, tolice minha, velejo nas lembranças e, uma vez e outra mais, me afundo. Você é a única mulher que amei, a única mulher que amo e, mais uma vez, me puno. Me puno, por não esquecer o que deveria ter sido esquecido, não matar o que jamais deveria ter nascido, ter temido, o do nosso amor, o luto. Me pego reflexivo: não é amor, nunca foi, não pode ser, é algo absurdo. Talvez seja uma doença, uma insanidade, uma psicose, um surto. Ao vê-la, eu deveria ter sido cego; ao ouvi-la, sido surdo. Olho para a árvore do nosso sentimento, não a reconheço, seca, esquálida, morta, com galhos tortuosos e, nem mesmo, quando fora vívida, dera algum fruto. Talvez, o nosso fim, tenha sido culpa minha, confesso, que, por vezes, sou deveras obtuso. Nunca almejei riquezas, sou um homem simples, o pouco pra mim é luxo. Tudo que eu queria, era somente aquele descampado, você em meus braços e o pôr do sol ao fundo..."

"Eu encontrei o diabo, há muito tempo atrás, me senti tão feliz, fora a melhor sensação. Como de praxe, escondia a sua verdadeira face, me disse coisas vãs, repletas de paixão.
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"Eu encontrei o diabo, há muito tempo atrás, me senti tão feliz, fora a melhor sensação. Como de praxe, escondia a sua verdadeira face, me disse coisas vãs, repletas de paixão. Ele tinha um cabelo castanho, os olhos negros, inenarrável calor exalava de suas mãos. Cada toque, do de muitas vozes, acelerava-me o coração. Ele dizia que me amava, mas sabia eu, mesmo crendo, que era tudo ilusão. Deus ali não se encontrava. Roguei pelo Cristo, não obtive resposta da minha questão. Me apaixonei pelo diabo, em uma tarde de verão. Quente era sua pele, quente era a estação. Fui tolo, achei que poderia ser melhor que o próprio Deus e, àquela alma, trazer salvação. O diabo era só lascívia, agira com mentira e era eu quem pedia perdão. Mesmo hoje, recuperado, o diabo ainda permeia meu coração. Pois ele ainda ocupa as lembranças de há muito tempo atrás, quando eu o conheci e fora a melhor sensação..."

"Que sofra, que doa, que se lembre de mim, a ausência que magoa. Que sofra, que doa, que sinta no peito, uma fração do meu sofrimento, e sofra. Novamente, que sofra, que doa, eu fui sua cura, sua casa, e me tratastes como lixo, então, do meu eu, parva, vá, voa.
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"Que sofra, que doa, que se lembre de mim, a ausência que magoa. Que sofra, que doa, que sinta no peito, uma fração do meu sofrimento, e sofra. Novamente, que sofra, que doa, eu fui sua cura, sua casa, e me tratastes como lixo, então, do meu eu, parva, vá, voa. Que sofra, que doa, que clame pelo meu eu, e chore toda noite, a noite toda. Que sofra, que doa, eu sou o toque que arrepia, eu sou a pele que sua, a palavra que retumba, a última trombeta que soa. Que sofra, que doa, que tente me esquecer, que, ao tentar matar o meu eu, a sua alegria morra. Que sofra, que doa, que, após me matar, o som da minha voz esteja em cada sibilo do vento, e, por sua face, uma lágrima escorra. Que sofra, que doa, que se lembre de mim, sua ausência, me magoa..." - EDSON, Wikney

"A verdade é que bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo? Pouco importa, ambas são um engano, ledo. Amar é loucura, é escravizar-se ao desejo.
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"A verdade é que bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo? Pouco importa, ambas são um engano, ledo. Amar é loucura, é escravizar-se ao desejo. Não tem uma mensagem, um aceno, um abraço onde eu queria um beijo. Tento imaginar nós dois, me esforço, me declaro, mas não tem jeito. Você não quer meu aconchego. Lembro seus olhos, tudo o que é divino deixa confuso este sujeito. O seu olhar é inenarrável, inimaginável, tem um brilho de constelação e, ao mesmo tempo, um inescapável negro. Eu ainda me lembro do seu cheiro. O vento, o seu aliado mais covarde, não me permite esquecê-lo. Quando bebo, te amo; quando estou sóbrio, finjo que te odeio. No escuro do meu quarto, me sinto tonto, fecho os olhos pra evitar o rodeio. Me encontro na escuridão, de olhos fechados, e ainda assim, é você que eu vejo. Maldita! Me abandone um pouco, me faça te odiar, arranque esse amor do meu peito. Volte, por favor, volte de onde veio. Apague da minha mente o seu olhar, o sorriso, o seu jeito. O seu abraço, a gargalhada espalhafatosa, os seus trejeitos. Hoje, senti sede de você, e a saudade veio. Por não te ter, te busquei em uma corrutela, em um copo cheio. Te enviei uma mensagem, foi visualizada, mas a resposta não veio. Cedi à minha vontade, à minha maior vergonha, não deveria tê-lo feito. Fi-lo, pela exacerbada parvidez, por tentar ser, ao menos, seu amor de veraneio. Embriagado, indaguei-me: bebo quando te mando mensagem; ou será que só te mando mensagem quando bebo?" - EDSON, Wikney

"A nossa vida é como um livro, cada página lida nos leva em direção ao túmulo. Como de ti me livro? Como te repugno? Como posso ir pro próximo capítulo, se continuo lendo e relendo o último?
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"A nossa vida é como um livro, cada página lida nos leva em direção ao túmulo. Como de ti me livro? Como te repugno? Como posso ir pro próximo capítulo, se continuo lendo e relendo o último? Amar quem é incapaz de amar é do absurdo o cúmulo. Das nossas lembranças não me livro, e com isso as mazelas acumulo. Tento esquecer, mas me recordo de tudo. Ela ou eu, não sei quem tem menos escrúpulo. Percebi, há muito, que não seríamos um, mas nosso amor é rútilo. Ao meu eu, ela sempre em primeiro; pra ela, eu sempre em último. A nossa vida é como um livro, e quando finalizei a página de nós dois, encontrei-me em meu túmulo..." - EDSON, Wikney

"Certo dia, alguém jurou-me amor, por toda a eternidade, e agora estou só. Promessas vazias, de uma vã filosofia, do que fomos um dia, não restou nem o pó. Lembro do que fora dito, dos meus olhos, o colírio, finjo, acredito, chega a dar dó.
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"Certo dia, alguém jurou-me amor, por toda a eternidade, e agora estou só. Promessas vazias, de uma vã filosofia, do que fomos um dia, não restou nem o pó. Lembro do que fora dito, dos meus olhos, o colírio, finjo, acredito, chega a dar dó. Tudo o que fora quebrado, as juras, do meu peito, os estilhaços, eu sei, ela lembra de cor. Deus, rogo para que ela se enforque nas próprias mentiras, seja refém de suas próprias carícias, e que a corda de sua lascívia, jamais desate o nó. Como eu a queria do meu lado, prostei-me de joelhos, mas houve quem ouvisse minha oração, Jeová, Lúcifer, Odin, nem mesmo Thor. Quando os céus, e nem o inferno respondem, é onde nasce do homem, o pior. Morro nessa luta, por parte dela não houve labuta, jurou-me amor por toda uma eternidade, e agora, estou só..." - EDSON, Wikney

"Sim, meu amor, eu estou bem, à exceção daquela saudade, minha eterna crise. Estou bem, até onde a sua ausência me permite. Sem ti, o bem estar e o estar bem, não existem.
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"Sim, meu amor, eu estou bem, à exceção daquela saudade, minha eterna crise. Estou bem, até onde a sua ausência me permite. Sem ti, o bem estar e o estar bem, não existem. Sem o brilho dos teus olhos, todo fim de tarde é triste. Os raios do Sol me esfriam, minh'alma congela, meu eu não resiste. Em teu âmago, o que reside? A bruma da manhã, sobre mim incide. Me trazem lembranças doces de gosto amargo, fazendo que da minha sanidade eu duvide. Quando éramos dois, parecíamos dois corpos celestiais viajando a inenarrável velocidade e que de súbito, no espaço cósmico do amor e do prazer, colidem. Sim, meu amor, estou bem, vá em paz, não vai ter revide. Já marquei o enterro da nossa paixão, espero que tenha recebido o convite. Obrigado por não se preocupar, meu amor, obrigado por ser tão medíocre. Eu estou bem, até onde a sua ausência me permite..."

"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho. Amor é paixão, paixão é desejo. Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que…
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"Hoje, eu, andando pelas ruas vazias, na madrugada silenciosa da cidade, percebi que alguém iria sofrer de amor, só fui descobrir quem, quando eu cheguei em casa e me olhei no espelho. Amor é paixão, paixão é desejo. Meus olhos, refletem a imagem do sofrimento, e é só você que eu vejo. Minha boca, ainda guarda cada beijo. Minha pele, ainda grita seu nome, implora seu toque, o vento ainda tem seu cheiro. Cada lembrança, cada memória, ainda me acelera o peito. Ainda acordo assustado, lembrando nossos momentos, me recobrando do pesadelo. Ainda amo o seu jeito. Ainda sou aquele sujeito. Que uma vida a seu lado planejou, tudo, nós, por inteiro. Quisera eu, que meus planos, sonhos, se materializassem, mas, para o meu desalento, meu viver é sofrimento e devaneio. Tento te encontrar em outra voz, outro olhar, outro seio. Aqui um beijo; acolá, outro aconchego. Mas é impossível, você é única, e, lembrado demais de ti, que meu Gólgota está feito. Hoje resolvi sair, para tentar afastar você da minha mente, já que é impossível, do peito. O frio da madrugada já anunciava, que alguém sofreria de amor, mas não sabia quem, um arrepio veio. Só pude descobrir quem fora destroçado pelo venenoso sentimento, ao chegar em casa e me deparar com a deplorável e sofrível figura, refletida no espelho..." - EDSON, Wikney

"Suave o olhar, belo é o sorriso. Ultimato em meu peito, inenarrável brilho. Era ela, por ela, eu abriria mão da minha vida, daria um último suspiro.
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"Suave o olhar, belo é o sorriso. Ultimato em meu peito, inenarrável brilho. Era ela, por ela, eu abriria mão da minha vida, daria um último suspiro. Lago em que me afogo, me inunda a beleza, o aveludar da voz é música aos ouvidos. Longe, tão longe, não posso tê-la, e, ao vê-la, percebo: não sou digno. Estarás, algum dia, aqui comigo? Não sei a resposta, enquanto isso, venero-te em silêncio, ao longe te admiro..." - EDSON, Wikney