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Frases de Wikney Edson

387 frases

⁠"A Lua, com sua palidez, me seduz uma vez mais. Me traz aquelas lembranças, que nem mesmo o tempo desfaz. Aquelas, ora doces, por vezes amargas, lembranças de anos atrás.
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⁠"A Lua, com sua palidez, me seduz uma vez mais. Me traz aquelas lembranças, que nem mesmo o tempo desfaz. Aquelas, ora doces, por vezes amargas, lembranças de anos atrás. Não sei o que me fez, ou o que ainda me faz. A balança do universo é um tanto eficaz. Não existiria guerra, se não existisse a paz. Por falar em paz, ela só existe quando em nosso abraço, um só ser se faz. O que seria de nós se nossos corações fossem iguais? Amaria eu, você, ainda mais? Ou nossa igualdade nos separaria ainda mais? É certo, você se amaria ainda mais. Nessa adição de loucura, quanto mais penso em ti, mais e mais suas lembranças, a razão me subtrai. Bem da verdade, a muito que em solo frio minha razão jaz. Nas raras orações implorei ao Deus que fizesse daquele amor algo fugaz. Mas coração parvo, para amores infundados é solo feraz. Lembrei-me de quando, sob a luz da Lua, seu olhar me devorava com apetite voraz. E como você, ela com sua palidez, me seduz uma vez mais..." - EDSON, Wikney

⁠"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela. Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera. O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela.
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⁠"Preso em um devaneio, percebi que até hoje, eu não posso ver o rosto dela. Cada traço daquela face, cada esboço de sorriso, meu coração acelera. O mundo gira, o tempo passa, somos escravos deste e eu sou escravo do que sinto por ela. A carne tem seus prazeres, a vida suas mazelas. A paixão nos torna livres, aquele amor, ao meu eu, é uma cela. Penso e repenso, reflito, imploro, rogo por ela. Tudo por ela, acerca dela. Se existe tristeza em minha vida, se transforma em alegria, na felicidade dela. Perto ou longe, aquele nome, pra minha alma é festa. Culpo o maldito cupido, por não ter errado aquela flecha. Minhas palavras são águas turvas, minha mente um misto de cores, aquarela. Preso em um devaneio, percebi que hoje, eu só queria ver o rosto dela..." - EDSON, Wikney

⁠Minha pretensão, crer que um dia esse amor teria um ócio. A religião pode até ser a droga do povo, mas é seu amor, o meu ópio. Quando meu corpo, em estado de morte, minh'alma, há de barganhar com o próprio diabo.
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⁠Minha pretensão, crer que um dia esse amor teria um ócio. A religião pode até ser a droga do povo, mas é seu amor, o meu ópio. Quando meu corpo, em estado de morte, minh'alma, há de barganhar com o próprio diabo. Minha punição? Preso na eternidade daquele seu primeiro olhar, meu purgatório. Sem um advogado, sem defesa, nada de contraditório. Não era um tribunal, era um circo, um palco, um auditório. Não haveria justiça, apenas mais um show, vexatório. Onde aplaudiriam com desdém, um mundo ilusório. A inexistência de felicidade, entre nós dois, era notório. Deus abandonara-me naquele interrogatório. E Lúcifer, em seu papel de juiz, condenara-me, com meu sonho simplório. O meu crime? Crer que um dia esse amor fosse nosso, crer que um dia teria um ócio..." - EDSON, Wikney

⁠Eu deveria ter tentado. Insistido mais, nominar o inominável. Eu deveria ter tentado.
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⁠Eu deveria ter tentado. Insistido mais, nominar o inominável. Eu deveria ter tentado. Quem sabe, domá-la, aquela mulher, indomável. Eu deveria ter tentado. Quando não tivesse mais seu amor, só ali ter ficado. O amor é doença, letal, incurável. Eu deveria ter tentado. Minha boca clama pelas águas da sua pele, minha sede é insaciável. Eu deveria ter tentado. Fazê-la minha, controlar uma tormenta, incontrolável. Eu deveria ter tentado. Eu duvido de muitas coisas, duvidei mil vezes de mim, mas essa paixão é incontestável. Eu deveria ter tentado. Eu tento me encontrar em obtusas palavras, pois me perdi naquele seu olhar, inefável. Eu deveria ter tentado. Controlar o incontrolável, amar o odiável, narrar o inenarrável. Quem saberá? Só sei que eu deveria ter tentado..."

⁠"Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor. A dor continua, percebi que não funcionou. Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor.
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⁠"Eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor. A dor continua, percebi que não funcionou. Whisky e gelo, ainda sinto na boca o amargor. A ferida no peito não cicatrizou. E minh'alma ainda está com dor. É dor de amar, é dor de amor. Minha dor é mar, meu amor ofurô. Meu corpo estremece quando lembro do seu olhar, aquele frugor. Talvez não seja crível o que narro ao meu leitor. Mas crivado de mágoas, eu sou um todo de ódio e rancor. Meu corpo roga pela sua tez, implora aquele fervor. No vento sinto seu cheiro, e na boca, daquele último beijo, o sabor. Minha paixão é destrutiva, meu amor construtor. Conquista-la já perdeu o prazer, agora só existe o labor. Lembro-me que das minhas cicatrizes, eu sou o causador. E tentando cura-las, eu coloquei gelo na ferida, pra tentar amenizar a dor..."

⁠"Enquanto eu dispo suas vestes, eu te cubro com meu beijos. Uma miríade de sensações, eu, um todo de desejos. Cego por esse sentimento, é só você que eu vejo.
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⁠"Enquanto eu dispo suas vestes, eu te cubro com meu beijos. Uma miríade de sensações, eu, um todo de desejos. Cego por esse sentimento, é só você que eu vejo. No escuro do quarto, as lembranças de nós, são só lampejos. Tenho vários desejos, paz, paixão, amor, quiçá dinheiro, mas é por nós, que eu anseio. Ainda me lembro, quando nossa era a rua sob o luar e nosso era o aconchego. Lembro-me, que a calmaria repousava sobre o teu eu, somente quando teu rosto, descansava sobre o meu peito. O que nos acometeu? Você se foi, busco respostas, mas não tem jeito. Eu me desnudo da razão e a loucura cobre o o meu âmago, imperfeito. Tornei-me um herege, pois o macio da sua tez, é o único Deus em que eu creio. E é por tal divindade, na expiação da madrugada, que eu rogo, de joelhos. Pecador que sou, em minha parva mente, não existe castigo, somente desejo. E enquanto isso, lembro-me, que era meu sonho despir tuas vestes, cobrindo lhe com meus beijos..."

⁠"Elas sabem que nunca seriam você. Você é a única que jamais teria meu olhar blasé. Eu tento ser algo bom, mas só o sou, quando estou com você.
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⁠"Elas sabem que nunca seriam você. Você é a única que jamais teria meu olhar blasé. Eu tento ser algo bom, mas só o sou, quando estou com você. Ah mulher, amo a vida, mas amo mais, amar você. Existem jeitos de amar que foram feitos pra você. Existem paixões, que só imaginei com você. É você mulher, você, você e depois de ti, é só você. Eu amo só você. É você, e o que posso eu fazer? Se minh'alma, grita por ti e meu coração, bate por você. Repetitivo né? Mas tudo isso é pra deixar claro que ti, é dona do meu eu, rainha do meu ser. E se tiver que repetir, eu hei de repetir, cem, mais de mil, todas as vezes será por você. E às mulheres, que por meus lábios já passaram sabem; elas nunca seriam você..."

⁠"Em nosso desespero, tentamos plantar uma amizade, no campo em que o nosso amor morreu. Amizade proibida, em que a todo instante, no lugar de um simples abraço, desejarei o teu corpo no meu. O que seria de mim, vislumbrar-lhe e não ganhar um beijo seu?
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⁠"Em nosso desespero, tentamos plantar uma amizade, no campo em que o nosso amor morreu. Amizade proibida, em que a todo instante, no lugar de um simples abraço, desejarei o teu corpo no meu. O que seria de mim, vislumbrar-lhe e não ganhar um beijo seu? Sabe que nunca existiria uma amizade entre nós, porquê no seu amago sabes; o seu amor sou eu. Eu fiz o que podia, infelizmente não deu. Viu frieza em mim, mas se sou tão frio, porquê a sua ida, em mim tanto doeu? Punição, penitência? Na escuridão da noite roguei pelo pecado de sua pele, e no alto de seu pedestal, castigou-me feito Deus. Já esqueço-me dos sonhos, que um dia seriam seus. A chuva cai e o mais intenso desejo inunda o meu eu. Fito o campo fértil e percebo, que ali nada floresceu. Talvez seja pelo sal em minhas lágrimas, que rega e torna infértil, o solo feraz em que o nosso amor, morreu..."

⁠"Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades. Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso já não é novidade. Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades.
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⁠"Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades. Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso já não é novidade. Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades. Talvez tudo isso, seja insanidade. O mais provável, é que sejam sintomas de saudades. Eu tentei me acostumar, aceita-la, ignora-la, eu tentei, e tento, de verdade. Mas por que eu deveria me acostumar com a saudade? Não é qualquer saudade. É aquela saudade intrínseca, que me invade a cada fim de tarde. É aquela saudade, que vem quando o vento me lembra seu cheiro e o desejo inflama, o peito arde. Aquela saudade é permanente, não um momento, uma fase. Me vem as lembranças, meus olhos transbordam, rega e floresce essa saudade. Vou-me, mas não por querer ir; vou-me, pois sei que já é tarde. Prostei-me de joelhos, rogando para que tal sentimento, do meu eu, Deus levasse. Mas em prantos, não fui atendido e lembrei-me, que abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades..."

⁠"Antes de tudo; perdão pela carta. Essas palavras, são minha carta, para eu velejar seguro, por suas águas. Águas de ilusões, de palavras doces, e lágrimas amargas.
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⁠"Antes de tudo; perdão pela carta. Essas palavras, são minha carta, para eu velejar seguro, por suas águas. Águas de ilusões, de palavras doces, e lágrimas amargas. Eu sei o que me espera na sua enseada. Eu sei que a cada mergulho, a cada braçada, eu hei de afogar-me, em suas palavras. Mar de ilusão, suas águas, quando em lágrimas, ao meu eu, enxurrada. Antes de tudo; perdão pela carta. Eu sou o que sou, amo ela, amo-a muito mais que o fim de tarde, ou o primeiro raio da alvorada. Eu sou uma única gota, meu amor por ela, uma cascata. O que escrevo para você mulher, é apenas uma nota, o que sinto por ti, é serenata. Declaro apenas o brilho da Lua, meu amor tem a luz de galáxias. Escrevo palavras bobas em um pedaço de papel, que em papel não descrevem nada. Perdão pela simplicidade e pela alma parva. Antes de tudo, perdão pelos erros, perdão pelo amor e perdão pela carta..."

⁠"Eu preferi me abster ao lhe admirar. Poupei as palavras, pois ao vislumbrar-lhe, faltou-me o ar. Ah mulher! Cada batida do meu parvo coração, obriga-me te amar.
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⁠"Eu preferi me abster ao lhe admirar. Poupei as palavras, pois ao vislumbrar-lhe, faltou-me o ar. Ah mulher! Cada batida do meu parvo coração, obriga-me te amar. Eu olho-te com olhos de tolo e você com os seus óculos, olha-me com os olhos do, 'será'? Eu sou o que sou, mas para seu agrado, tento em outro eu, me transformar. Pergunto-me, irá te agradar? Não sei, mas posso tentar. És tu minha água, és tu meu ar. Após tantos anos, estou eu a lhe respirar. Ah mulher! És teu o meu amar. Olhei tua foto, vislumbrei teu sorriso e preferi me abster, ao lhe admirar..."

⁠"O palácio da solidão, com seus enormes salões e suas paredes gélidas. Gélido também é o coração dela. O palácio tem sua beleza, mas na verdade, é uma cela.
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⁠"O palácio da solidão, com seus enormes salões e suas paredes gélidas. Gélido também é o coração dela. O palácio tem sua beleza, mas na verdade, é uma cela. Sinto falta do casebre, onde nosso amor era calor, era a nossa festa. Ela não sentira amor, eu sinto por mim, sinto por nós e sinto muito por ela. Prisioneira da própria indiferença, na solitária das afetivas mazelas. As lembranças do nosso amor, é um todo preto e branco, mas meu peito é aquarela. Uma paixão, em cores vivas, pintada em uma gris tela. Paixão fervorosa, insana, demoníaca, intrépida. E em nosso conto de fadas, eu fiquei com o palácio da solidão, com seus enormes salões e suas paredes gélidas..."

⁠"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa. Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada. Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada.
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⁠"Todo lugar em que os céus é coberto de estrelas, é minha casa. Foi no brilho dos seus olhos, em que fiz minha morada. Era meu lar o seu abraço, o meu abrigo, na madrugada. O teu inebriante perfume, deixou minha pele tatuada. Cada lembrança, enevoa minha mente e o coração dispara. Eu era o que era, era seu, era nós e hoje sou nada. A mente pode até esquecer o que fora dito, mas a boca, não esquece a pele aveludada. Tentar encontrar-nos em outros corpos, é como tentar transformar vinho em água. Não são as atitudes, mas sim, os detalhes desta, que nos marca. Quando se foi, abandonara-me, eu fiquei ao relento, desabrigado e minha vivenda, despedaçada. Minh'alma, do meu ser, fora despejada. E de uma forma desesperada, para não viver ao léu, sem morada. Eu fiz de todo lugar, em que os céus é coberto de estrelas, minha casa..."

⁠"Muito se fala, pouco se ouve e nada se sabe. Seu perfume na minha roupa, ainda é algo sufocante. As marcas na pele, também marcam a alma, o seu eu me invade.
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⁠"Muito se fala, pouco se ouve e nada se sabe. Seu perfume na minha roupa, ainda é algo sufocante. As marcas na pele, também marcam a alma, o seu eu me invade. Eu achei que tudo seria mais fácil, ou menos complicado que antes. Eu sou muitas coisas, aos seus olhos negros, tenho muitas fases. Aos homens, poeta; a nobre mãe, orgulho; às mulheres, tratante. Percebi que agora, muito se fala, pouco se ouve e nada se sabe..."

⁠"Momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças. Eu lembro de tudo, lembro de ti, lembro de nós, não abro mão da minha perseverança. Não importa o que aconteça, ou quanto tempo passe, ainda tenho esperança.
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⁠"Momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças. Eu lembro de tudo, lembro de ti, lembro de nós, não abro mão da minha perseverança. Não importa o que aconteça, ou quanto tempo passe, ainda tenho esperança. Meu corpo fadigado, pede clemência à minha alma, que não cansa. Até aquela sua palavra de abandono, ao meu ouvido, canta. A saudade de nós, a saudade da risada, do olhar, rasga meu peito, como uma lança. Eu sei do que a ausência é capaz, eu sei que ela é capaz de transformar uma mente sã, em insana. Minh'alma é mundana. Mas minhas fantasias contigo, são dignas do paraíso, dignas de uma chance de salvação, em meio à tanta coisa freudiana. Eu me lembro dos momentos, sempre que estou prostrado em minha cama. Eu os valorizei, valorizei-os mais que minha alma tirana. Em meio a um devaneio de loucuras eu percebi que, momentos só se tornam importantes, quando viram lembranças..."

⁠"Eu não sou um homem erudito. Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo. Eu só sinto.
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⁠"Eu não sou um homem erudito. Não me debrucei sobre Machado, Zé de Alencar, Drummond ou Conceição Evaristo. Eu só sinto. Sinto tanto, sinto coisas que, se não externadas de alguma forma, matariam-me em um suspiro. São só suplícios. As vezes são súplicas por um amor que, sei que está morto, mas ao meu eu, é um Deus vivo. Ressurreto, como o próprio Cristo. Eu só sinto. Sinto muito por ela não ver-me como eu a vejo, sinto por ela não compartilhar do meu delírio. Ao leitor sou devaneios, loucuras, fantasias, mas todo aquele que me conhece sabe; sou sucinto. Sou sozinho. E não somos todos nós? Uns mais que outros, quando a carne, sempre acompanhada, não encontra em outra alma, um abrigo. Quisera eu, que as lembranças passassem, como as águas serenas, do Velho Chico. Lembro-me dos versos do grande Vercillo. Quando em nosso abraço se fez um Ciclo. E eu só sinto. Sinto por não ser o que ela queria, não ser o sonho dela, não ser dela pela eternidade e não sair desse labirinto. Talvez um dia, quando eu for só um espírito. Quando eu for um poliglota da carne, e saber ler as curvas da beldade que é aquele corpo, como um papiro. Ou talvez, quando eu for um sábio, letrado, talvez de posses, um homem rico. Quiçá, talvez, quando eu for um homem erudito..."

⁠"De qual delas, tu fazes parte? Daquelas que pagariam todo o preço mundano por minha companhia, ou aquelas que matariam, para ter comigo, um simples fim de tarde? Não valho muito, quase nada, é verdade.
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⁠"De qual delas, tu fazes parte? Daquelas que pagariam todo o preço mundano por minha companhia, ou aquelas que matariam, para ter comigo, um simples fim de tarde? Não valho muito, quase nada, é verdade. Mas aos olhos destas, sou diamante, raridade. O meu preço é intrínseco, a destas, a insanidade. Mas meu valor é imensurável, quando em qualidade. Imensurável também é àquela saudade. Sou poço, poesia, loucura, verdades. Sou aquele que te refresca a pele, quando o calor dos nossos corpos, nos arde. Cada beijo, cada toque, no aveludar da pele, causa arrepios, e é aí onde o desejo nasce. Nasce como um rio, de uma pura nascente, onde toda a violência do amor, se torna um regato suave. O riacho leva a clareza da minha mente, e sou só indagação, não passo dessa fase. Pergunto-me, de qual delas tu fazes parte? Será que abriria mão de um momento de alegria, por uma eternidade de felicidade? Do que adiantaria? Lembrar-me-ia, a cada fim de tarde. Mesmo que se case. Sou eu, sua felicidade. Minha alegria morre, onde o sol nasce. De qual delas tu fazes parte? Daquelas que matariam por minha companhia, ou aquelas que morreriam em minha saudade?"

⁠"Eu marco as batidas. A cada beijo, a cada toque, eu sinalizo a minha despedida. É minha ida.
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⁠"Eu marco as batidas. A cada beijo, a cada toque, eu sinalizo a minha despedida. É minha ida. Meu coração erra as batidas. Será loucura, desejo, hipocrisia? Era fantasia. E eu marco as batidas. Pra ter um momento ao seu lado mulher, eu daria mil vidas. O que sou eu sem você? Tento fujir desse amor, mas estou em um labirinto, sem saída. És tu meu ar, es tu meu Sol, amada minha. Eu não fui, e se fosse voçê, eu não iria. Lembro daquele nosso abraço; Ah mulher! Como minh'alma sorrira. Sua ausência agride minha sanidade, e eu marco as batidas. Do que me adianta o calor de outros corpos, se em sua ausência, eu sou só uma tarde fria? Eu tentei, esperei, nosso amor não deu frutos, não teve saída. Tampouco, despedida. Esperanças de nós dois? Leviandade minha. No calendário do meu coração, noto sua ausência, e venho marcando os anos, meses e dias. E a cada palpitar do meu algoz, longe do teu ser, eu marco as batidas..."

⁠"Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto. Pra ela é motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado. Mas o preço é caro.
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⁠"Ela sonha em ser a minha musa, no escuro do meu quarto. Pra ela é motivo de orgulho, ver-se em minhas palavras e perceber que inspirou mais uma do Famigerado. Mas o preço é caro. O gosto fica na boca e a pele ferve num tom acalorado. O coração palpita ao ler as leviandades, de um homem apaixonado. Ela me vê em todos os rostos, ela suspira forte, ao lembrar dos nossos corpos, entrelaçados. Ela lê o que eu escrevo, me faz de divindade e deseja, uma vez mais, me adorar no escuro do quarto. Aquela boca, seca e ofegante, antagoniza, aquele delírio de corpo suado. Ela me vê como prazer, sonho, amante, quiçá namorado. Eu sou um poço de gratidão, por ter me inspirado. Mas ela sabe, que no fim, ela e o nosso amor, será só mais uma, do Famigerado..."

⁠"Lembro-me daquela vez em que errei. Fitei seus olhos, te amei. Foi a única e a mais dolorosa vez, em que errei.
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⁠"Lembro-me daquela vez em que errei. Fitei seus olhos, te amei. Foi a única e a mais dolorosa vez, em que errei. Tu tratastes meu coração como escravo, eu tratei seu coração feito rei. Nessa vez, eu errei. Um sorriso de deusa, não deveria me apaixonar, eu sei. Mas o que posso fazer, se errei? O coração é parvo, a mente insana e nós fomos da certeza, a um doloroso talvez. Eu errei. Errei nas vezes em que não só despi minha roupa, mas também despi minh'alma, naquela cama de insensatez. Você ama o erro, então por ti, errei. Meu peito, implora mais um lampejo dos nossos momentos à minha mente fraca, não hesitei. Lembrei-me de todas as vezes, em que com a nudez do seu corpo em meus braços, errei..."

⁠"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia. O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia. Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria.
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⁠"Chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia. O céu, com sua face escura, fitava-me os olhos e rugia. Os raios que rasgavam o céu, era como sua ida, que rasgara a minha alegria. Cada relâmpago que eu vejo, me traz um lampejo do meu eu, embebido no seu beijo, ébrio de suas carícias. Chovia, e aquela chuva me causava arrepios, e como a sua, deixava-me a pele fria. Nem um raio de luz, o Sol, inspirado em ti, do meu eu se escondia. A mim, não sorria. As lágrimas do céu, por minha face, escorriam. Ou eram as águas minhas? De fato, eu não sabia. Mas chovia. E aquela enxurrada, que tudo arrastava, não levou você da minha vida. Enquanto o céu, as nuvens, quiçá o próprio Deus, choravam a sua ida. Eu, em um todo de prantos, de ti se despedia. Um clarão no céu se abrira. O Sol, ao meu eu, sorria. Mas quem me lera, quem me ouvira, sabia. Que em meu âmago, chovia, chovia, chovia, como nunca antes chovera, chovia..."

⁠"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face. Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde. Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde.
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⁠"Hoje, senti novamente aquela brisa quente, de verão, me açoitar a face. Aquela brisa, que traz frescor à pele, mas o coração arde. Aquela leve brisa, que me lembra o seu beijo, a cada fim de tarde. Brisa leve me traz você aos pensamentos, mas a ventania, não me leva a sua saudade. Se és tu, uma parte do meu eu, então sou só metade. Eu tentei fazer-nos um só ser, não deu, faz parte. Disse mil vezes ao meu eu, que é amor; ao mundo, que é só uma paixão; mas eu sei, é insanidade. Fantasia, faz de conta, nada de realidade. Queria seus cabelos sobre meu peito, o seu beijo em minha face. Mas o desalento é cruel, e meu âmago é só saudade. O culpado sou eu e minha leviandade. Ou talvez, a culpada seja aquela brisa quente de verão, por te lembrar, ao me açoitar a face..."

⁠"Se a perfeição fosse um pecado, eu seria o mais pecador dos homens; não por ser perfeito, mas por venerar-te, seu nome. Por um beijo seu, eu daria fama, riqueza, renome. Até a minha vida, e se não bastasse, a vida de qualquer outro homem.
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⁠"Se a perfeição fosse um pecado, eu seria o mais pecador dos homens; não por ser perfeito, mas por venerar-te, seu nome. Por um beijo seu, eu daria fama, riqueza, renome. Até a minha vida, e se não bastasse, a vida de qualquer outro homem. Sou louco por amá-la, mas da minha insanidade, aquela beleza é a fonte. O que posso fazer? Se o pôr do Sol, lembra sua beleza, ao longe. És tu, meu horizonte. Só enxergo você, quando clamo por seu amor na madrugada, é você minha deusa, dona do meu ser, meu coração na sua estante. Eu queria uma eternidade com você, mas pra mim, já basta um único instante. Meu coração é um infante. Lembrar-lhe é um infarto, fulminante. Os lampejos de nós dois, em minha memória, é algo incessante. Correrei atrás de ti, mesmo que me canse. Por você, abdicaria do paraíso e rastejaria por todo o inferno de Dante. Mergulharia no mar das incertezas, velejaria no oceano do tempo, entre o depois e o antes. Tens a riqueza de ouro, pérolas, do mundo, todos os diamantes. Eu sou um pecador, não pelo pecado em si, mas por venerar-te como divindade, louvar como Deus, o seu nome..."

⁠"O que será de você, depois d'eu? Quem há de curar-lhe as feridas, quando for-me eu? Tu me abandonastes, e das feridas que me causara; a saudade, foi a que mais doeu.
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⁠"O que será de você, depois d'eu? Quem há de curar-lhe as feridas, quando for-me eu? Tu me abandonastes, e das feridas que me causara; a saudade, foi a que mais doeu. Eu sou de ninguém, as vezes sou do mundo, mais eu queria mesmo, era ser seu. Eu peço, rogo, imploro, por uma eternidade contigo, para Deus. Essa nossa distância, me faz ateu. Depois do fim, o que será de ti, o que será d'eu? O nosso início nunca existiu, e já encontrou um fim, infelizmente morreu. Enterrado no cemitério da esperança, onde aquele nosso sonho, aquela nossa felicidade, jazeu. Quisera eu, que em meu leito de morte, houvesse a luz de uma outra vida contigo, mas é só breu. Eu já não me pergunto o que existe após o jazer, a minha única indagação é: O que será de você, depois d'eu?"