Pular para o conteúdo

Frases de Walysson Carvalho

158 frases

⁠Sonhar, Ama Sonhar, nunca foi tão fácil É um sonho plácido
Continuar lendo

⁠Sonhar, Ama Sonhar, nunca foi tão fácil É um sonho plácido Mas amar Viver, sem esperar você Nunca é demais, sempre hei de mais Pra sofrer Luzes acesas não têm nada Flores ao amanhecer, não têm nada Olho o céu azul, não vejo beleza É assim, mesmo assim Digo sim, meu grande amor

⁠Perdi Você Perdi, o único motivo O único desvio
Continuar lendo

⁠Perdi Você Perdi, o único motivo O único desvio De tantos desvarios Perdi você, meu amor Um dia eu vou abençoar Meu próprio amor Só pra ceifar essa dor Nessa casa grande que hei de soar Pois você não vem Cedo não vai dar pra andar Sozinha na rua De dia Todo sua Menina Mas vou ver O tempo correr Pro espaço varrer Pra longe, essa dor Que faz eu pensar em você

⁠Rua 22 Quero olhar pra cima, mas não dá. Quero cantar, mas ele me obriga a me ajoelhar.
Continuar lendo

⁠Rua 22 Quero olhar pra cima, mas não dá. Quero cantar, mas ele me obriga a me ajoelhar. Já é 9 horas e eu, perdido nessa rua, Não sei o que eu fiz, meu amigo, me perdoa. Passei a noite toda no boteco do seu Odilo, Já não reparei as cores — parece que saí de um hospício. Já faz tempo que ando nessa rua que eu me criei, A rua tem 22 becos, e 22 anos sou eu. Já vejo a lua tão grande no céu, E, ao mesmo tempo, vejo o sol... Parece carnaval, na Bahia. Vejo as portas das casas arrombadas, Vejo imensos dias que passaram rápidos. Vejo a Bíblia sagrada. Peço a Deus que me perdoe, Que me expulse e me abençoe, Pra poder trilhar sozinho essa caminhada. E, nessa estrada, eu quero perceber Que, nessa rua escura do dia, Não quero ter noite — ousadia. Ousaria temer? Mas, toda vez que eu choro, eu me lembro Que, quanto mais choro, mais eu me lamento. Pra perceber, meu amor, pervertida, hora válida, Vem sem merecer.

Soneto I Não precisas chorar, Quando alguém lhe machucar, amor.
Continuar lendo

Soneto I Não precisas chorar, Quando alguém lhe machucar, amor. Lembre mais de mim, Do quanto eu amo ver você sorrir. Viva, contentimente comigo. Pare de gritar, pare de falar Que não me ama mais. Pare de amar, volte a me abraçar. Vai seguindo a rua, Logo vire à esquerda, vá no beco Sem saída, encontre minha vida. Ela causa uma intriga. Se eu chegar sem avisar, se despir E depois amar mais ainda.

Safira Lua, como ela voa, Sempre delicada, a noite
Continuar lendo

Safira Lua, como ela voa, Sempre delicada, a noite É toda sua, toda tua. Ela, com cores de seu cabelo. Na rua, a lua nua, Como colírio para os seus olhos lindos. Tanta beleza, a natureza Refletindo nos seus olhos, rindo. Tanta beleza, indiscreta, Inquieta de tanto beijar, Se desmontou de tanto imaginar o nosso amor. Hoje a lua, ela canoa, Inesperada de tanto desejo. E no seu beijo, safira, eu te digo: De tanto que eu penso em ti, Plena, Taíssa, como é a vida De tantos cantos roucos E de beijos loucos, Se tanta falta me faz. Safira Safira Safira...

O VÔO ⁠Como a natureza dá a vida, A morte é a certeza de ter por que viver.
Continuar lendo

O VÔO ⁠Como a natureza dá a vida, A morte é a certeza de ter por que viver. Como o tempo - a beleza - de uns começa, O de outros termina sem ter nenhum porquê. Como a senhora gostaria de ir à Europa Sem ter passagem por aqui? Pelo amor? Como pássaro flutuante que vive vacilante, Sem medo de morrer, pois ninguém controla a arte de viver. Quando passas como nada, nessa rua dourada de sol, Tudo sopra acima — venho logo, pois agora não há perdição. Choro ouvindo, tomando vinho, esperando vir me buscar... Lá vem vindo, meu amigo, que hoje pode me levar.

Açaí. Açaí, palmeiras verdes Paixão, arara azul
Continuar lendo

Açaí. Açaí, palmeiras verdes Paixão, arara azul Açaí, vi que acabou de ir Sem sequer dizer adeus. Raiz, árvore de sal aquoso, Em um mar doce de amor. E esse mar vazou e levou a água Do meu amor. Nuvem branca à noite, toda manhã. Luz vermelha do meu quarto É macia como lã — é um fato. Mas é tão quente, amor... Você veio como açaí, E assim, você sumiu da minha vida. Meu amor, como você está? E foi assim, que eu nunca mais te vi.⁠

⁠Soneto da essência preservada Nada a mim vieres pouco. Nada a mim vieres muito.
Continuar lendo

⁠Soneto da essência preservada Nada a mim vieres pouco. Nada a mim vieres muito. Mas a mim vieres tudo. Amo-te, como isso. Amo-te-a, como girassol em jardim escuro. Amo-te, como flor despensada, dura. Fez-me de risos, como nunca. Resido na casa de quem rico chora. Sou simples, sou eu, sou o amor, juro. Sou achado, sou perdido, sou puro. Sou o coração sofrido, eu ponho. Sou canções sensíveis, de canto. Choro, mas quase não encanto. Sou sensível, porém desencanto — eu sou eu.

⁠Coletivos do amor O coletivo do amor Pode ser nada
Continuar lendo

⁠Coletivos do amor O coletivo do amor Pode ser nada Pode ser nada, além de taras Pode ser a vida O coletivo é mais que um Mais que dois, e mais que tu Coletivo, amor, é você Pois você é tu, pois você é tu Vieste procurar neste poema O coletivo de amor? Ou vieste neste poema Buscar o seu amor? Poesia escrita às vezes tortura Às vezes fervura a gente Às vezes pendura E às vezes chora Mas o que é o coletivo de amor? Sabes que amaste, sempre choraste? Sabes que subir é cair sem dor? Sabes que o amor é isso? Encontraste, finalmente, o significado de amor Mas procure agora o coletivo de amor.

⁠De Repente De repente o choro fez-se pranto E de repente a serpente de encanto
Continuar lendo

⁠De Repente De repente o choro fez-se pranto E de repente a serpente de encanto Quando ouvires que a serpente chora Notas que a serpente se fez humana De repente o passado fez-se futuro De repente o tempo simplesmente parou De repente encontrei-me em novo amor De repente penteou-me de dor Vai sem pressa, tempo, vê se demora Mas não percas a hora, ela implora Notas que chora, e o pranto demora Lágrimas custam a secar, mande-as embora.

Me despeço ⁠Movo-me sempre que posso, me despeço. Mudo-me sempre que vejo, não te peço.
Continuar lendo

Me despeço ⁠Movo-me sempre que posso, me despeço. Mudo-me sempre que vejo, não te peço. Sou novo, eu me movo, mas me despeço, Pois, pós-abraço, me despeço. Sou grato, mas me empresto, te despeço. Sou simples, porém o cansaço reina — me despeço. Despeço-me tanto quanto imaginaria, Pois o hoje, o espeço, expresso, pode não só se despedir, Mas também reprimir algo novo. Que a morte não se despeça — quero que venha, mas demore. Quero que seja um pedaço da despedida, E não pagarei o preço. Me despeço.

⁠Sol ⁠Radia, sol, por que me deixas tão só? Me sinto só, com pouca luz,
Continuar lendo

⁠Sol ⁠Radia, sol, por que me deixas tão só? Me sinto só, com pouca luz, Que todo o sol seduz... Mas, mesmo assim, me sinto bem. Amor, quantas vezes chorou? Um cálice de dor, muitas vezes passou, E, com o tempo, esqueceu-se de mim. Radia, sol, vê se lembra: amanhã é um novo dia. Você, lindo... qual seria? Minha sereia marinha, Carolina, Minha linda gatinha, tão lindinha... E de tanto chorar as preces, Não me apreço — me lamento, me levanto, E, de novo, volto a cantar... Volto a cantar... nosso amor...

⁠Ah, meu amor, eu digo Que o silêncio fala mais que muitos Ah, meu amor, contigo
Continuar lendo

⁠Ah, meu amor, eu digo Que o silêncio fala mais que muitos Ah, meu amor, contigo Carrego toda a imensidão Vem de me esquentar, Florescer, florescerá E que se vem, me andará, E nos andares pulará Transcender, Cantar, Encantar.... Nos seus olhos a tristeza, Que de em mim a certeza, Que consigo andar.... Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza Em seu corpo há o que reina? Não há morte, Nem escuridão no sol Não há vida, Nem luz da lua no dia... Pois, o por da vida, Clareia mais que a dor Meu amor...

⁠Luz dourada que carrega os olhos Mais belos, da minha amada Mãe querida, minha alma
Continuar lendo

⁠Luz dourada que carrega os olhos Mais belos, da minha amada Mãe querida, minha alma Meu corpo inteiro é seu Mãe querida, choras enquanto choro Nesse choro-canção escrevo de ti Passas tão tarde, não cantas pra mim Passas cantante, chorando assim Amor, filho meu, choro sim Esqueceu Que meu amor é seu...