Sem Cicatriz
Um dia preciso ir
Fechar seu coração
Só pra saber
Se o que eu vi
Dá pra calar uma emoção
Tristeza...
Preciso andar na rua
Preciso saber sonhar
Quero ir na casa de mãe
Só pra de novo aprender a amar
A gente só aprende quando sofre
E chora meia nove, já é hora de sorrir
Põe a ponta do sorriso e de novo esses risos
Hei de me amargurar, chorar...
Pois é tarde, meu coração diz que é tarde
Não há onde fugir
De um amor sem cicatriz...
[...] Então vieram os momentos
onde a maioria são intensos
Que a vida propôs
Sem antes e depois
Mesmo assim impôs
Adotamos a alegria, e contagia
Sem aceitar nem pedir
Sem construir ou concluir
Vivemos em consentir
[...]
Não me chame mais, te amar demais tira minha paz, essa é a vida que eu sempre quis.
Tá me deixando pra trás, num sentimento amargo.
Não só o amor, mas a vida em declínio,
Nesse mundo de dor, que perdeu o raciocínio, de um modo rápido, na verdade ilusório, parece feitiçaria,
Some no ar, como truque de magia.
E quando retorna, já não é mais,
O amor que se foi, se perdeu nos ares.
Então ver se me ouve, as dores, não vou repetir, jamais.
Eu vi ela do meu lado
E fiquei paralisado
Não chamei
Nem beijei
Muito menos conversei
Só ignorei
Com meu peito ardente
Sei que não vou ter outra oportunidade
Mais se for na cidade
Me procure que eu estarei.
Será se eu sou poeta, e não aprendi a amar?
Talvez eu fuja das cidades
Por falta de atenção
De parte caridade
De onde do vilão, então.
Obras pra fazer
Não faço
Dinheiro pra gastar
Não gasto
Coisas pra comer
Não como.
Cínica, essa vida de artista
À toa, como um palco com gosto de cebola
O alho, à toa atolado de coisas
Viajando na maionese destas coisas.
Bipolar, como um urso polar
Irmão, eu não tenho idade.
Solidariedade é algo que se ganha, mas sempre temos.
O meu amor se perdeu há algum tempo.
A minha ação, agora, é minha motivação.
E o sol tem um arco-íris
Com cor de vão.
Amo tudo que vejo: o céu, o véu, o mar e o mel,
A dor, o espírito, a fé, o hospício.
Quando o pensamento conecta
Não tem onde fugir, muito menos falar
O que o pensamento diz, é impossível negar
Mais é possível lembrar o quando e quanto foi
Quisera fosse do céu
Os seus olhos, e sonhos
Agora eu, busco no espelho algo que nunca foi meu
Obrigado, por ir me guiando para o abismo
Onde nunca fui o mesmo, logo após uns erros.
O amor é uma condição
Onde poucas pessoas sentiram
E que nunca passaram
Um só dia sem querer
No amor é o fazer
É um lazer sem pai nem mãe
Um bastardo onde sempre cai um abestado
E sempre busca um atestado
Para não levar a ter
Mais é bom, o poder
No rimar, no querer
Isso não tem nada a ver
Inteligência é só uma
A mental, a humana
Não precisamos de algo que não nos julgam
Precisamos de algo que nos dugam
Nos versos dos amor
Existem diversos pontos de dor
Onde a rima para a poesia é indolor
E onde a melancolia é uma melancia azul
Onde o sentimento não se passa de mais um
Neste poema, curto é um problema
Não trocar a roupa nova
Pois roupa nova, também pode ser usada como pano de chão
Um trem, sempre vem
Não é como diferença
Que o tempo determina
Onde o vem predomina
E que o fatal é um fato leal
E que se redefine na ideologia
Minha ideologia
É sempre poder viver um após outro dia
Minha identidade
É sempre querer e escolher o nome do nosso filho
Minha Autenticidade
É sempre honrar o nome da família
Enfim, não sou poeta, mais está poesia completa enferna a vida de desgastados, e sem amor.
Eu sou quem sou, e isso é bonito,
Com erros e acertos, sigo o meu rito.
No espelho, vejo a força em meu olhar,
Um amor por mim mesmo, pronto pra brilhar.
As falhas são partes do que eu construí,
E cada passo em falso me ensina a seguir.
Acolho minha essência, sem medo de errar,
Porque ser eu é a minha forma de amar.
Der repente
O vento
Se despede
E pede um tempo
Para mim
Mais o que fiz?
Tudo que não queria
E hoje se via
Meu amor
Tudo que não podia
Eu sempre fazia
E isso me tornou
Tudo que sou
E o que serei
Talvez um rei
Dos meus sentimentos
Nesse eterno lamento
Com pouco conhecimento de viver
Sem entender
O que fazer?
Devo explicar
Pois não sei continuar
E falar do meu próprio amor
Sem seu calor, e sem seu sabor
Continuou
Logo após sofrer
Decidiu viver
Pra poder ver
Sem poder esquecer
E aprender a fazer, cometer.
ESCRAVOS
Somos os escravos
Alegres sem si conhecer
Muda a flor de rosa
E olhe o que sobra
Outra flor, Outra dor?
Porque mesmo?
Porque uma folha seca
Com certeza tem mais cor
Que uma pessoa sem amor
A DÚVIDA DE MIM
Muitos acham que sou bobo
Muitos acham que sou louco
Muitos acham que escrevo
Muitos acham que as escritas não são minhas
Talvez estejam certos, nem eu sei quem sou
E quem sou eu pra achar algo?
O PREÇO PELO AMOR
O preço por amar
Pode ser talvez maior
Do que o de esquecer.
O preço de amar
É ignorar o querer
E a incerteza do que existe,
Mas saber que existe.
O preço pela dor
Sempre é amar.
Não importa qual seja a forma,
Nem sempre há.