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Frases de Walysson Carvalho

158 frases

⁠Reino de Espelhos Como pode um rei abandonar seu reino?
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⁠Reino de Espelhos Como pode um rei abandonar seu reino? Como Deus criou seu próprio espelho? Quanto mais eu vejo os livros, mais eu acredito nisso: nossos inimigos são tais e vícios. Veja o olhar escuro — eu não falo, eu escuto. Botem a escuta em meu corpo. Te ajudo, saliento, enquanto morro. Como crescer mediante a um abandono? Não mude o forte encanto. Olhe para mim que eu adoro Veja o sorrir de outro Veja o dormir do outro Mude as propostas, invente suas respostas Altere o sentido, mude o convívio E altere o mundo, não se torne imune Seja imutável, como a mente, um carro Compre mais caro, seja capital Invista no vácuo, colecione rancores Vista-se de ouro, esconda seus temores Venda promessas, compre valores Ignore as dores, multiplique os horrores Mas quando o espelho quebrar, e sobrar só reflexo no chão, lembre que o reino, vazio, é também seu coração.

Imundo coração ⁠ Veja, claro imundo coração, Das coisas que passarão em vão.
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Imundo coração ⁠ Veja, claro imundo coração, Das coisas que passarão em vão. Lembres de demorar partir, Tantas não estão por vir. Veja a clareza do mar, Veja como não é amar. Sinta a emoção se repetir, De tanto se repelir. Quantos “nãos” hei de dizer, Até quando foi aparecer? Quantas noites passou, Escrevendo bobeiras de amor? Nossas vidas unidas, De ódio, amor e dor. Coisas difíceis de lidar, Que nem o amor explicou. Mas, tão lindo quanto, ó menina, Vejas a noite cristalina, E notas quanto, em nossas vidas, O tempo sonha e desfila.

Sem Pois vi o que aconteceu Parei de ver o céu
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Sem Pois vi o que aconteceu Parei de ver o céu Não vi você Amor, por que esqueces-me tanto? Só para ti que canto, encantas, amor Gosto tanto de ti, não sei partir Pra outro mundo Vejo em seus olhos desejo Não tenho brinquedos pra não amar Tenho você comigo Eu canto, ensino Te mostro o mar Vamos nos abrigar na praia Se amar, abraçadas de tanto falar Beija minha nuca e fala O quanto que me vala De tanto pensar Digas à esperança corrida Que nada, amiga, não hei de parar Lembra dos dias partidos Dos amores varridos de tanto esperar Nota a decadência do amor Que se fez em flor, só pra petalar Não esqueça de mim Quando minha vez for passar⁠

⁠Hoje Hoje, a fé que me guiava Está contra mim,
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⁠Hoje Hoje, a fé que me guiava Está contra mim, E tudo ao meu lado me convence que sim: Tudo acabou. Vejo a solidão estropiar a mente, Vejo mentiras mais certas que a gente Faça mudar. Quase... As quatro paredes vão escutar, E as palavras me fazem andar. E, de tanto ver essas pessoas... Que coisa feia: todos lutam contra si. O mundo não pode acabar assim. Mude mais, desta vez. Veja o céu escuro se clarear, Vejo grandes prédios guerrear, Vejo mutirões atentar a si mesmos. Irmão contra irmão... e nada mais. Nada mais pode entregar a paz. Alguém sentado, assistindo... Outra vez.

⁠Você Você, que dita o caminho Do seu grande destino.
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⁠Você Você, que dita o caminho Do seu grande destino. Você roda, roda, perdido, igual a um moinho. Você fala, fala como se fosse mais um amigo, Mas, no fundo, você só quer Mais um abrigo qualquer. Todos temos nossos demônios, E, com isso, não temos nada a fazer. Temos, sim — mas não sei... Quando o dia nascer, cor ancestral, Você vai ver que nada é real. Essa semana não posso andar demais, Não posso amar, porque sempre ando. Sempre que puder, vou tentar escrever Algo assim, só pra você ter. Somos todos irmãos, não importa a religião, Mas há algumas que não têm respeito: Quase sempre buscam defeito onde não há, Vivem achando que estão sãs. Mas é noite, e Deus ama a todos. Está a assistir seu episódio novo, Assinando sua vida Em seu sofá, Nada para falar, Com sua pipoca ao lado, Talvez já estamos condenados.

⁠Soneto da Carta não entregue Está tão cedo... Vieste desesperada, e ainda é madrugada em meu perdido coração.
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⁠Soneto da Carta não entregue Está tão cedo... Vieste desesperada, e ainda é madrugada em meu perdido coração. E vistes: erra até sua pulsação quando você chega, sem avisar — calada. És pura como lã recém-nascida, como avelã doce. Não tornes vilã de um sonho só meu, mas sê a mesma — mesma onda que nasceu de um mar inteiro, em alma sentimentalista. E vide, lenta, como fiz ao ver tua presença. Sê atenta, com canções turvas de saliento, e reina em meu nome... se for pra mudar, que mude. E se esqueças, que seja de forma miúda, das canções de época — que nem o tempo amiúde, mas nunca do amor, que em nós ainda se iluda.

⁠Soneto da Alma Serena E então o amor se fez real, como nunca, Que sem seu manual, me abre, me manca.
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⁠Soneto da Alma Serena E então o amor se fez real, como nunca, Que sem seu manual, me abre, me manca. E se vem, é bruma, cada vez que sua tranca Se tem e se traça, com suas vertes brancas. Ela se separa e se ajunta, de tanto amar a mim com boa ventura. Quase o céu lembra sua figura, de tanto pensar em beleza. Quase em mim o véu forma a solidez De que a sutileza se fez azul — natureza, E com grande certeza, minha riqueza. Como uma ditadura em meu peito, a incerteza. Hei de sempre lembrar a ti: o quanto a pintura é mistura De amor, arte e conjuntura. E quando te deparei nua, quis ir de encontro à lua, Buscando ali a cura, para a doçura Que nunca vi a sentir: ternura. E de tantos poemas impressos, somente este hei de escrever sem mudar nada. Que de tanto que estou de encontro à m'alma, Escrevi somente uma vez, pra minha serena. E juro, que em plena luz do dia, Não há nada além de tudo, me adorna Que me faça sempre amar-te mais, como única. E de tanto sofrer, o amor ali termina, Que parece que a qualquer dia, A flor à luz de velas se queima, contagia, Se torna florida a nobreza de uma delicadeza suave — cordura. E de tanto ler poema, há de descobrir eternamente o que é o amor, presuma.

Soneto da solidão extrema ⁠Quando penso em pensar em desistir de você Me comove o peito, e me faz perceber
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Soneto da solidão extrema ⁠Quando penso em pensar em desistir de você Me comove o peito, e me faz perceber Que o pervertido coração indígena Basta um pouco mais de amor Pra notar o tanto quanto te amo Eu adoro seu olhar, o seu caminhar Quero que olhe a mim, e ande Que com ou sem virtude Quando cruzarmos os olhares Somente sua mente venha a mim E de tanto amar, quero explodir E de repente desfrutar desse amor Que se pode somente achar E hei de ver o tanto de explosão Que o peito pode causar E assim, morrerei junto a ti Velados em emoção pura E sentimentos que não existem ainda Sentirei a sua perda como um filho Como uma folha única de uma árvore Como perder a alma, como perder a prole E de tanto amar, ficarei louco Gritarei tanto, e ficarei rouco Sairei pelas ruas como cão Resmungando seu nome ao nada E explicarei detalhadamente o meu pesar Miúda é o sentimento que tu sente Sentirei a vontade de morrer de amor Por falta de afeto, não verei o colorido do mundo Por falta de segurança, não sentirei felicidade Talvez um pouco mais de simplicidade Pra ter a noção de que entrarei em pesar de amor Por alguém, por ninguém, que ainda não conheci...

A culpa é sua (versão lírica de O gato) A culpa é da lua
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A culpa é sua (versão lírica de O gato) A culpa é da lua por eu te encontrar. A culpa é sua — que sabe o que é amar. Mas não entende, vem se preocupar... Nem sei o que é isso: beijar no meio do mar. A culpa foi minha quando te olhei. Mas não existe culpa só porque chorei. Ninguém tem culpa por querer amar — às vezes, só vem num simples olhar. Quando tento parar de me culpar por você, lágrimas descem, e eu sem saber por quê. E me fazem notar, sem mesmo querer — que quanto mais o tempo passa, mais amo você.

⁠Soneto da Escuridão Talvez eu deva sumir para estrelas, De tanto mal consentimento, não hei
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⁠Soneto da Escuridão Talvez eu deva sumir para estrelas, De tanto mal consentimento, não hei De amargurar. Talvez, por centelhas, A solidão seja dádiva — e sei. Talvez eu nunca deva, em outro mundo, Existir. De tão único, falhei. Por isso, não chores — afundo, Não sei o que houve, nem o que serei. Possa estar viva, mas eu traga. Possa estar morta — neu adega. Possa existir vestígios da escuridão. Intensa, à noite ou no pleno dia. O sol é o exemplo mais claro, então, Da mais pura e fiel melancolia.

⁠Rebeldes de Nascença Por favor, pare de reclamar, quando você for amar
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⁠Rebeldes de Nascença Por favor, pare de reclamar, quando você for amar não será acariciado — será morto, descalço. É que quando o amor descer como uma flor, será medíocre... que isso? Não veem eles sofrer. E eu? Não sou Lúcifer. Nós somos adolescentes, rebeldes de nascença. Não fomos crianças, não tivemos infância. Nós — adolescentes, rebeldes de nascença. É isso que o mundo sempre sonhou? É isso que tudo sempre acabou? Vem que acaba, vem que apaga: a paz se foi. Uni-vos ao capitalismo moderno. Aquelas velhas mastigadas, sempre comprando passados, presentes — passadas, com as caras lavadas. E os idosos, movidos à ambição de nada ter — são insetos. Medíocre e só querem viver. Todos os humanos são heróis, vilões de si próprios. Todo herói já se viu vilão na noite em que atendeu a Deus Aos novos, dizem: “Sejam cidadãos. Sigam as normas, ou serão presos.” Quem fez isso? Foi Deus? Quem foi isso? Fui eu? Que paz há no exterior? Não somos quem for. Não se muda nem uma folha — quem dirá, um país retirar a dor? Nós somos adolescentes, rebeldes de nascença. Não fomos crianças, não tivemos infância. Nós — adolescentes, rebeldes de nascença.

⁠⁠Volto pra casa dos meus pais Sem dor e nada mais Mas volto sem ninguém
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⁠⁠Volto pra casa dos meus pais Sem dor e nada mais Mas volto sem ninguém Meus filhos, não ligam pra mim O mundo é só vícios Porcarias e banais Não tem nada, nada de mais Viver pra tirar a própria paz Tanto tempo, vou morar? Moro com meus avós Moro com meus tios e tias Moro na rua escura Eu só quero morar na lua Ou na casa sua Sua mãe me aceita? Ou tenho que melhorar Meus olhos estão secos De tanto de olhar Minha língua adormecida De tanto te chamar Para amar as pessoas Tem que lembrar quem é Para amar, é sonhar Quando lembrar que está afim Peço desculpas, claro que sim Não mudei nada Que mude em mim Não quero morrer sozinho

⁠Sem o Reflexo do Sol Esperei, aguardando noites, Esperando você... pra me dizer nada.
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⁠Sem o Reflexo do Sol Esperei, aguardando noites, Esperando você... pra me dizer nada. Por que não me responde mais? Me ver só te traz paz? Quero ficar sozinho, com medo. Não sou um homem de abraços, De beijos e agarros — Sou um homem de amar profundamente, amor. As flores que entreguei, não fui eu. Nem foram mandadas por mim. Foram tuas… Mas quais as propostas Que o tempo ainda tem pra gente? Quanto mais o tempo passa, Mais percebo que te amo. Uma linda garota, eu não vi… Floreci meus sentimentos Em minutos desperdiçados. Com qual lógica? Não me ama mais? Se me amou, fale a verdade. A lua sempre apaga Sem o reflexo do sol… E assim, vale a lealdade.

Meu Mundo⁠ Se meu mundo fosse você Talvez minha solidão aumentaria,
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Meu Mundo⁠ Se meu mundo fosse você Talvez minha solidão aumentaria, Talvez não. Se meu mundo fosse você, Eu dormiria tarde, Talvez não. Se meu mundo fosse você, Eu ficaria triste, Talvez não. Se só você fosse meu mundo, Eu ficaria imundo, Ou talvez não. Se você fosse meu mundo, Eu esqueceria quem sou Só pra adivinhar quem és, Só pra ter o mínimo de noção. Pra te amar, mesmo na solidão, Deixaria minha identidade E viveria com felicidade, Tendo você como meu mundo.

⁠Composição Não importa a dor, Quando passa,
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⁠Composição Não importa a dor, Quando passa, Não sentimos mais nada, A não ser tudo. Quando olhamos para trás, Vivemos há anos atrás. Não somos os mesmos. Não chores mais, irmão, Que a solidão deixou passar. Agora, não sigas a estrada. Veja o clarão no céu azul, Veja o sorriso de uma criança, E veja o anoitecer na terra Que eu mesmo criei. E veja o anoitecer na terra Que eu mesmo criei.

Mina da praia ⁠Mina da praia, mina de amor Vais chorar por mim?
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Mina da praia ⁠Mina da praia, mina de amor Vais chorar por mim? Mina que conheci ali, Já sente o que senti? Tão claro quanto preto e branco, O nosso amor se encontrou, Entre linhas, entre artes, Nossas emoções se formam, Meta ventus, lista e mar... Meu amor, vou sempre te amar. Mina que conheci na praia, Copacabana, Santos, bar, Mina que nunca mais vi, Espero que esse amor Não venha a se acabar. E ao escurecer do dia, Estrelinhas vão me dizer Que entre mar e almirante estarão Somente por você...

⁠Senhor do Astro Sempre que o sol Vier tentar apagar
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⁠Senhor do Astro Sempre que o sol Vier tentar apagar As minhas lembranças Da noite Quando eu esquecer, Peço que me faça recordar Das coisas boas e amargas Que desconheço Realize de uma vez Aquilo que idealizei E torne-me menos dor Mas sonhe, sonhe por mim Quando notar, tenha apenas a mim Quando a luz sumir, escape do laço Vier iluminar, e me perder de novo Na flor da pele, senhor do astro

Maléfico ⁠Ah, maléfico coração, Que sente amor onde não tem...
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Maléfico ⁠Ah, maléfico coração, Que sente amor onde não tem... Que passa a emoção, Sem vaivém. Ah, estratégia do amar... Gostaste, talvez, do mar, E estranhaste o teu olhar? Flor de um jardim só meu, O que foi que eu te fiz, Pra não me amar? Covardia é me querer Só como um simples amigo... Mas não vou encarnar, Encarar ou cantar — Pra dizer o que sinto, Eu escrevo... E quando morro, Ressuscito.

⁠Volta Volta de novo, meu amor, Quero, de novo, te convencer
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⁠Volta Volta de novo, meu amor, Quero, de novo, te convencer E te chamar pra dançar Num bar, e, de novo, te conhecer. Olha no fundo dos meus olhos E vê a tristeza que eu sinto. Olha... não digo, eu não minto: Eu sei que só amo você. Mas, quando eu penso em te perder, Meus olhos se enchem de lágrimas, E quase não durmo De tanto pensar em você. Veja o céu azul, Demonstre o amor por mim. Veja a luz branca do mar, Sonhe — e demonstre o amor. E sonhe com uma flor Que um dia entregaste a mim.

Marabá ⁠Veja o amanhecer do sol, Eu sigo assim, tão só,
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Marabá ⁠Veja o amanhecer do sol, Eu sigo assim, tão só, Sem estar com você. Sinto a incerteza acostumada a avisos concretos, Que fala a verdade e gagueja, já que é gaga. Quando o vento passa, o vento leva. Leva tudo, todo o meu amor, Leva, simples, uma flor. Uma vila que encontraste, Uma cidade pequena que amaste, Um Pará — açaí, praças... Quase passei de tanto ir, E não te vi. Marabá, encontraste minha vida? Encontraste tua filha? Marabá, encontraste meu amor? Porque saiba: existe em ti O que falta em mim.

A finalidade ⁠Que minhas poesias Lhe façam chorar um dia.
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A finalidade ⁠Que minhas poesias Lhe façam chorar um dia. Que minhas poesias O façam sentir faltas minhas. Que essas letras O contentem ao sentir saudade. Que saiba: o que sinto é tão grande, Que me prende em casa, E não me deixaste sair E voltar a ser quem era antes. Prefiro então partir A tempo de voltar. Depois de te sentir, Te encontro na certeza, No motivo real da incerteza. Onde nada aconteceu, Apenas seguirei — com o rei, O poeta e eu.

⁠Junção Ah, o coração é a junção Do perdão e do pecado
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⁠Junção Ah, o coração é a junção Do perdão e do pecado Ah, sigo feliz, sem fazer parte De um terno associado Mas sigo assim, sem nenhum fim (Arruinado, mas encantado) Sim, digo que sim, sem nenhum rim Mesmo assim, sigo acordado A felicidade é a complexidade de perder É preciso passar pra sobreviver Vi a mensagem e a notícia no meu rádio No anoitecer descobri quem estava errado Já que a felicidade é uma homenagem De Deus pra nós E a sinceridade é a mocidade Dos super-heróis Que coexistem em nós, Sem ter um “nôs” na cabeça.