"O real da vida não é viver, é ser real."
Frases de Walysson Carvalho
158 frases
"Se o hoje, o amanhã e o ontem não existem, por que persistem em dizer que existimos?"
"A loucura é o último estágio para alcançar o pensamento absoluto."
"Os que podiam te ajudar cairam no buraco, e os que não podiam estavam ao seu lado"
"Eu sei quem sou, e sei quem são eles. Logo, não sei quem sou."
"A vida é uma noite clara, e a morte é um dia escuro; no final, tudo é igual."
"Todos vêem o mundo igual, mesmo sendo todos diferentes"
"Somos livres e condenados a ser quem somos"
O amor é algo sério, Um grande pequeno mistério. É um tesouro
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O amor é algo sério, Um grande pequeno mistério. É um tesouro Tão valioso quanto o outro E maior que todos. É uma mentira verdadeira, Um carro sem freio em ladeira. Algo que dói e arde E dorme até tarde. Quando acorda, Pede uma corda Pra tentar recuar E sumir no ar Até o próximo dia raiar.
Insensato a coração Toda humanidade exala a falta de insensatez Ah, humano coração que faltou, e nem se fez
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Insensato a coração Toda humanidade exala a falta de insensatez Ah, humano coração que faltou, e nem se fez A imensa solidão, não fico gritante e um pouco falante A humanidade hoje, paga pelos tempos antigos Por um mal que não faz... Mas quais, carrega no próprio sangue o pecado e o perdão Vê se olha nos olhos, e me diz com coragem E ou será que não.... Vê a lua brilhar, o dia inteiro até acabar A noite, vê o sol encantar meus poemas cantar Até o dia nascer em luz novamente, te amar, te amar, te amar Hoje, troquei o dia à noite só pra mudar o necessário Que morro-me a lhe observar.
Tênue Amor Ah, tênue amor... Se de amor, só eu senti
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Tênue Amor Ah, tênue amor... Se de amor, só eu senti É amor, Lhe deu a flor do jardim, Que colhi pra pra mim Mas dei a ti. Voltes, amiga, colega, companheira. A lida é passageira, Mas não há de passar assim — Nem cá, nem em mim. Vai... jogue tudo ao ar, amor. Não me esqueça, por favor, Ao se deitar na cama. A cama, amor, é colchão, Quebra o coração E me faz viver...
Ao Amanhecer Ah, novamente ao meu quarto escuro, Mais uma noite em que me culpo
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Ao Amanhecer Ah, novamente ao meu quarto escuro, Mais uma noite em que me culpo Por não ter um bom coração. Ah, que sofro eu... Já se esqueceu Que meu amor morreu? Vem aqui em casa, Abre suas asas, Pra me acolher. Ensina-me a compor poesias, E guia-me nas vias da desilusão. Vai... seguindo, vem, Vai mais além que meu coração. Pode seguir a rua direto, Mas, não — não vá reto, Pra não me encontrar. Podes, menina, cantar para mim As vanguardas do meu jardim, Que eu fiz — diz — pra você... Ao amanhecer.
Beira-mar (Poema-canção) Ah, sofrido beira-mar, Quem vem sem o eu
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Beira-mar (Poema-canção) Ah, sofrido beira-mar, Quem vem sem o eu Pra amar, se faz o desfaz sem reluz. Ah, pare de queimar O meu amor pra me desligar. Vem do aomirante andar, Sobre as águas, largar... Ah, sofrido beira-mar, Vem de novo me achar, Pra poder lhe esquecer. Vai, seguindo aomigrante, E a lua minguante, De tanto aguardar... Você. Impossível lhe esquecer, Por mais que tento, Não dar pra tentar. Vem, noite brilhante, Que passou no instante De cada amor... Parapararaparaapararararapara Parapararaparaapararararapara --- Vem, balançar na minha rede, Que me mata de sede; E que é lua minguante, Dá de ver todo o mundo de cá. Volta, meu amor, me amar... Quase todo dia, estou a esperar Mudes minutos pra mim, Notas que sou assim, Pra não ficar. Amor, ao balançar-me contigo, Contudo dispostas A me separar... voltes amiga, colega — Amiga, poeta, poesia que está no meu coração, O que falta: a noção do tempo Que estou sem você...
Tristeza Ah, se a tristeza me olhaste E de novo cativaste, sem sequer pediste adeus
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Tristeza Ah, se a tristeza me olhaste E de novo cativaste, sem sequer pediste adeus Ah, meu amor, os olhos meus Juro por Deus, que a insensatez deixaste Quais a rosa que se puseste, e que novamente foste A encontrar o novo amor que abraçaste... A rosa clara como és, lindamente contida Do amor do peito meu, que conquistaste Ah, meu amor, juro por Deus Que nenhum momento meu Há-de novo acontecer como deixaste Vem, seguindo e eu encerraste Encenando essa semana Que de novo me enganaste Sem sequer pediste adeus
Carta para quem for me ceifar Esta carta sempre ficará aqui. Não sei bem o que está por vir —
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Carta para quem for me ceifar Esta carta sempre ficará aqui. Não sei bem o que está por vir — Nem no porvir, nem no abrir do dia. O tempo não pára, nem mesmo pra tomar água. Componho sempre que posso, e informo: Informo à morte que venha, mas fique. Fique viva, ou viva. Mas não fique. Peço que aprecie a grande mentira da vida. Mas não me esconda a verdade crua, Nem me ofereça curas Que desperdiçam minha solidão — Muito menos me venda suas almas. Junte-se em grupos de ceifadores, Analisem-me… e, se um dia vier partir, Que devas me levar junto a ti, peço. Peco. E talvez — eu nunca nego.
Se soubesses como és linda Se soubesses como és linda, Como é vida, meu amor,
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Se soubesses como és linda Se soubesses como és linda, Como é vida, meu amor, Não andaste, não negaste Nem faltaste ao meu calor. Sem você, meu amor, Minha vida há de ter fim, Minha linda, minha estrela, Que de mim se fez um sim. Produzida, na calçada, Me esperando na jornada. Teu pai não permitiu, Mas teu peito decidiu Que eu, simples e sem véu, Não convinha ser teu céu. Meu amor, se cuida, Enquanto canto sozinho. Meu amor, não terá O que não cabe no caminho. Cantas, cantas, minha vida, Minha flor do meu jardim. Diz agora, canta e vibra, Diz pra mim que sim. Como encantas, minhas tantas Poesias que escrevi, Imaginando nossas vidas Juntas... por aí.
Ah, voltou a madrugada E de novo a estrada De uma nova canção
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Ah, voltou a madrugada E de novo a estrada De uma nova canção Ah, senti saudades Chorei de fases Que nem conheci Ah, Jobim que compôs O tom que se foi Mas que sempre vai Ah, solidão no meu peito Que se desfaz num defeito Que se deu por se dar Ah, meu Deus, por que foi tão Grosso o laço da solidão Que em meu coração se desfaz Ah, se eu soubesse agora Como tudo lá fora Brilha claro como o sol Ah, se a lua estivesse pronta a me dizer Que o passado... Ah, sou jovem aprendiz Poeta que diz Versos sem amor Ah, eu falava de amor E você... só se for Ah, mas a poesia acaba E de novo se inicia Pra tardar meu coração Voltas antes, como dizia Todo mal que me fazia Me diria... com perdão. Ah, de que se serve a vida? Se de tudo o que querias era imensa paixão.
Carta a um Amigo Ah, meu amigo, se eu te dissesse Nessas boas, nessas preces,
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Carta a um Amigo Ah, meu amigo, se eu te dissesse Nessas boas, nessas preces, O amor que eu perdi… Ah, que solidão me bate, Cada vez que passei aos bares, Sem sequer dizer por quê. Ah, que tristezas vêm nas rezas, Nas vertes, nas sentirezas, Que passaram sem me ver… Ah, meu amigo, por que choras? Se hoje não é hora, Nem o dia pra sofrer. Vê o dia como é lindo — O tempo vem sorrindo, Sem pedir pra reviver. Ah, chora agora, meu amigo, Mas vê que estás comigo, E não com um qualquer. Ela já não te quer — então conversas comigo — E afoga-te nos bares, E nos pares que mandei. Estou longe, meu amigo, Queria estar contigo… Mas agora não poderei. Viajei, a trabalho, Pra longe e no atalho — Mas no fundo, não viajei. Sente a solidão que sinto, Analisa com carinho: Toda vez que compus, Havia um pouco de mim contigo, Num abraço, num vizinho, Ou num pranto que reluz. Chorei mesmo, meu amigo, E embora não esteja certo De uma união enfim, Ela sempre vem e chama, Pede cama, pede drama — Mas eu nego, pois em mim, Vejo o sol da esperança Como a fé de uma criança, Que renasce por te ver. Ah, chora agora, meu amigo, Mas lembra: estás comigo, E não com uma mulher. Ela já não te quer — esquece — E afoga-te nos bares, E nos pares que mandei. Ah, que composição bonita, Essa tal é minha vida, Que despista o meu amor. Hoje estou longe, meu amigo, Mas, embora, eu te ligo — Você não entendeu… Ah, que bom estar contigo, Cada canto, cada abrigo, Cada livro que compus.
Fogueira de São João Ah, fogueira de São João, Por que tumultuou meu coração
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Fogueira de São João Ah, fogueira de São João, Por que tumultuou meu coração Com cinzas que partiram… Vai, seguindo nessa luz, Todo amor que me conduz Nesse céu azul sem cor. Pra quê falar de amor Nessas noites que não passam, Nas promessas que se foram? Ah, que tristeza se eu tivesse Uma amiga, uma peste, Pra me fazer amar? Vem, segue-me avante, E me mande que cante — Por favor, não precisa pedir. Vai, sem mim agora, e olhe lá fora: Será que a fogueira apagou? Ah, fogueira de São João, Por que tumultuou meu coração Com cinzas que se partiram… Vai, seguindo nessa luz, Todo amor que eu compus Nestes papéis sem cor. Vai, e vê se não reluz Cada cor que não seduz Nesse novo amor... Fogueira de São João, Partiu meu coração… Clareia a lua — que está tão só — E me devolve o chão.
Composui agros Compus a campos de jardim Dentro da sua falta
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Composui agros Compus a campos de jardim Dentro da sua falta Ah, solidão, imensidão Que sempre me maltrata Venha a mim, não tenha medo Mude todo o enredo, ofereça seu amor E tudo sempre vem Que o breve dia, de cada estante, Seja uma pirâmide Que, com lápis, dá de pintar Todo e todo instante Mude a constante dessa solidão E me obrigue a amar Veja, cantando, minha composição E me ensine a falar Não sei de amor, não sei dizer O que aconteceu? Veja tudo ao redor E o que diz a mim? Sou o alicerce que já fui Mas não sou seu amor Você me disse: “Ah, solidão tem que maltratar Teu coração.” Disse-me que eu ia vagar Sozinho, condenado à morte Disse cantando, com todo o ódio Que eu chorei nos cantos Mas fiquei rindo, todo sorrindo Quase chorei o dia todo Vi e balancei o rodo Quando caí de cabeça no chão No chão
"Dê ao mundo uma verdade que lhe convém, e ele fará dela o alicerce de mil mentiras honradas."
Soneto da doce melancolia Quando, felizmente, ponho minha cabeça em meu colchão, Hei de lembrar de novo do porquê da minha solidão.
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Soneto da doce melancolia Quando, felizmente, ponho minha cabeça em meu colchão, Hei de lembrar de novo do porquê da minha solidão. Lembrarei-me de um amor passado, Que ainda pode ser encontrado no fundo do meu coração. E quando as versáteis dores vierem dizer: “Doce o amor e a companhia que não hei de ter...” Ah, força que me cumprimenta sempre à noite E volta pela manhã, sempre tão cedo. E à tarde, à madrugada, sempre acendo Uma vela pra distanciar pensamentos péssimos. Pois, a mim mesmo, não entendo O porquê de certas pessoas darem tiros a esmo. Mas creio que o sideral é algo fatorial a dois E que muda sempre que passa do depois. Pois o que falta em mim, eu não busco sozinho.
Heus Amor Por que fui não ser eu, como antes? Por que mudaste tanto, amor?
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Heus Amor Por que fui não ser eu, como antes? Por que mudaste tanto, amor? Me entreguei de corpo e alma E de brinde ganhei horror Vê se esquece meu nome Vê se morre pra mim Eu já estou tão triste Não me machuque assim Veja nos meus olhos A imensa melancolia Veja no fundo dos castanhos meus E mude sua vida Volte a voltar, mude ao mudar Ensine a ensinar, e nada mudará Vem, segue o meu querer Vieste a me esquecer? Vieres sempre a andar a rua, Ao meio-dia, na sua Nunca olho a lua Pois me lembro de você Nunca vejo o seu brilho Por que não me concedes me esquecer?
Soneto do dia que partes De repente, o canto que cantaste antes Encantas, cada vez mais, meu coração
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Soneto do dia que partes De repente, o canto que cantaste antes Encantas, cada vez mais, meu coração Me sinto, cada vez mais, perdido em relação Mas voltas sempre que peço que cantes Fizeste-me de risos, compunhas à conde Escravavas-me em poesias mortas Cada vez um pouco mais longe Vias no espelho, sempre com rosas Admito-me que as belezas são tristezas inacabadas E que, ao salientar-te, buscam sempre a mesma Pois elas não são mesmo as mesmas E que tal, mudes-me sempre que puderes Viste-lhe de tantos poemas impressos à mão Faço-te rainha hoje, do meu imenso coração