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Frases de Vitória Missiaggia

7 frases

⁠As extremOs Ela dança, se solta, se arrisca, se divide pelos outros... Quando olho para a pequena menina, meus olhos ardem com o demasiado brilho que apresenta. Enquanto ela escuta seus funks, prefiro a minha zona de conforto, o caloroso jazz e clássicos. Enquanto ela dança, eu…
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⁠As extremOs Ela dança, se solta, se arrisca, se divide pelos outros... Quando olho para a pequena menina, meus olhos ardem com o demasiado brilho que apresenta. Enquanto ela escuta seus funks, prefiro a minha zona de conforto, o caloroso jazz e clássicos. Enquanto ela dança, eu permaneço sentada. Ela é a euforia pura, a mais animada e cativante, enquanto eu, eu sou apenas uma menina ambulante. Ela me ensina a “festajar”, a experimentar o que nunca provei e me deixar levar pela melodia. Essa pequena menina tão sapeca nem sabe o quanto me alegra. Eu chamaria de extremos, uma quieta a outra inquieta. A minha única dúvida é: quem será a mais poeta? Parágrafo para a menina fuzuê. Fevereiro, 2019, nas semanas de festa e calmaria.

⁠Meu único alvo de museu, foi uma menina esperta Do qual eu sabia que seria a única A entender meus traços
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⁠Meu único alvo de museu, foi uma menina esperta Do qual eu sabia que seria a única A entender meus traços Minhas conjunções e versos Aquela cujo sangue é de tinta E que nos lábios falaria sobre artes Marcaria seu nome no verso das folhas Com uma letra estranha Imitando Descartes Poeminha dedicado aos riscantes bizarros, em especial ao meu primeiro alvo de museu. Abril, 22.

⁠Braços de Gancho Te imaginar em outros braços me deixa condenada Presa a uma sentença curta
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⁠Braços de Gancho Te imaginar em outros braços me deixa condenada Presa a uma sentença curta A um verso imundo Num universo repleto de covardia Figurar teus contornos ligados em pontos Sabendo que não sou nem o lápis que os faz Nem a borracha que os apaga Muito menos a caneta que os marca Não sei se me fiz de escada Para vos subir e aprender com os degraus De lanterna Para iluminar ou fornecer clareza Ou de bússola para te orientar Talvez eu tenha sido uma pirata, Navegando por entre os teus pensamentos Sempre em busca de terra firme Para poder enfim repousar os pés no chão… Uma Poeta Entre a Porta e a Gaveta, observando pela janela. Abril, 22. Pensado dentre algumas aventuras de piratas.

⁠Gravata Borboleta O amor não é terno se não houver gravatas É necessário um aperto
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⁠Gravata Borboleta O amor não é terno se não houver gravatas É necessário um aperto Um nó Dobradura feminina Que preza não somente pela beleza mas também pelo afeto É a garantia do limite Guardando a fileira de botões Escondendo as imperfeições Que mascaram o fim Por isso, que o amor seja terno Mas com gravatas borboletas… De preferência, listradas Apertado, mas liberto Dobradura feminina Sem guardar botões Deixando-os voar sobre o tecido Prezando a personalidade Desmascarando um melancólico fim Cartas à Dom Pedro II, antes de renunciar ao trono. Abril, 2022.

⁠Mamãe Sementinha Perguntaram-nas qual era o sentido de ser mãe E eu como mera Sementinha, fiz-me de planta
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⁠Mamãe Sementinha Perguntaram-nas qual era o sentido de ser mãe E eu como mera Sementinha, fiz-me de planta A ramificar meus pensamentos Semear estes versos E chorar as pitangas Me virar para o orvalho E sentir seu frio afeto Como planta Procurei florecer em mim essa paixão imensurável De possuir um fruto Colorido… chamativo Um fruto que respira E que de noite clama bem alto: Mamãee Um fruto que cantarola o 1,2,3 (Do qual os passarinhos adoram escutar) Eu sei que ainda sou sementinha E sobre o fruto… eu somente o colhi Culparemos o orvalho frio e as pitangas Que enquanto chorava, também as comi Poeminha avesso dedicado a minha mamãe planta e a outra sementinha semeada. Semana de Chorar as Pitangas, Maio, 22.

⁠[…] E as roupas, os mais coloridos retalhos de pano com os quais você me ensinou a criatividade e a renomada moda feminina, uma das grandes paixões que compartilhamos. E como não bastavam as diversas saias, e adornos, o ponto cruz foi um dos primeiros que aprendi e, mesmo não ma…
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⁠[…] E as roupas, os mais coloridos retalhos de pano com os quais você me ensinou a criatividade e a renomada moda feminina, uma das grandes paixões que compartilhamos. E como não bastavam as diversas saias, e adornos, o ponto cruz foi um dos primeiros que aprendi e, mesmo não mantendo a prática, ainda me recordo muito bem seu método. As incansáveis visitas ao teu closet para analisar algumas peças novas, ou tentar achar teu vestido de noiva, provar alguns dos teus mais maravilhosos casacos ou simplesmente provar os saltos, de alguma forma, me trazem uma recordação tão boa, um estilo tão único e nosso, que ninguém a não ser nós, entenderia do que se trata... uma moda clássica, com as mais variadas estampas, simples porém é o que denominamos: “chique do último”. A Uma Fiel Escudeira: o que me ensinas?! Cartas de Agosto de 2021, para minha eterna Sancho Pança Ma.

⁠Para quem escreve, sentir saudade é algo obsoleto. Talvez tu sintas falta de algum momento, gostaria de revivê-lo, voltar no tempo e aproveitá-lo novamente, ou, quando se trata de casos mais delicados, poder ter a chance de reencontrar alguém que, diferente de nós, não possui m…
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⁠Para quem escreve, sentir saudade é algo obsoleto. Talvez tu sintas falta de algum momento, gostaria de revivê-lo, voltar no tempo e aproveitá-lo novamente, ou, quando se trata de casos mais delicados, poder ter a chance de reencontrar alguém que, diferente de nós, não possui mais o pulsar ardente, forte, alastrando energia pelo inteiro corpo. A sensação de saudade não passa de uma nostalgia melancólica, infantil, carregando consigo, mesmo que no fundo, uma tristeza árdua de aceitar e uma irrealidade fácil de se perder. Seria rude a escritora relatar que não sente saudade? Contudo, explica, ela sente algo mais simples, o desejo de cada vez mais compartilhar diversos momentos com estas pessoas, viver incansavelmente novos e únicos instantes, sem esquecer as gratas memórias, porém, acreditando que o futuro guarda muitas outras melhores histórias. Uma Poeta Entre a Porta e a Gaveta. Janeiro de 2021, das loucuras de acreditar que não sinto saudade.