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Frases de Vitor Hugo Medeiros

9 frases

Perco o sentido do tempo, Tempo este moribundo. Com a felicidade já me contento,
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Perco o sentido do tempo, Tempo este moribundo. Com a felicidade já me contento, Todo o resto é ruído do fundo. Com muita audição, De quem este sentido tem. Já senti o coração, Entrou a dez saiu a cem.

Maré de sorte Se contigo eu tanto argumento, É porque o mesmo tanto me atormenta.
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Maré de sorte Se contigo eu tanto argumento, É porque o mesmo tanto me atormenta. Este tanto também é sentimento, De uma pessoa que te contempla. Se às vezes contigo lido mal, É porque a mim não me sei lidar. Coisas ditas são inválidas, Porque no BEM nunca as iria expressar. Se no bem e no mal tudo isto sempre existe, E se o destino persiste. Só nos resta uma opção: Que tal aceitarmos sempre isto? Por mim eu aceito! É um "aceito" indeterminado. Sei que ninguém é perfeito, Mas estou perfeitamente apaixonado. Perfeitamente eu explico, Que és quantidade de qualidade. É por isto que eu fico, Mas que fique uma eternidade.

Doença do amor Amar é uma doença! Que a sempre desejei,
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Doença do amor Amar é uma doença! Que a sempre desejei, Presentemente, temo novamente tê-la. Ainda a tenho e pesa-me esta omnipresença. Uns com sorte, outros com azar. Quanto mais sorte mais a doença te irá dizimar. Aí entro nesta obscuridade, Foi sorte ou sorte na sua adversidade? Azar não creio certamente, Nem tudo é o reflexo dum mau momento. Sinto que é a tal idealizada, Quando é notável tanta virtude. Sinto a auge da tão débil saúde, Quando ...

Se imagina cria Números são bens materiais Que todos tendem colecionar,
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Se imagina cria Números são bens materiais Que todos tendem colecionar, Tenho efeitos colaterais Pois a vida pode não tardar. Tudo é invenção, Tudo é por intenção. Com nada era perfeito e com pouco "conceito". É efeito de quem imagina, Criadora da evolução, Até sou a favor desta doutrina, Não chegando ao ponto de ser Poluição. Não tenho números, tenho letras. Mas estas são pra mim, Textos preencham gavetas, Números não, enfim.

As flores não dão frutos A flor vale pelo ser perfume, Não pela sua imagem ou cor.
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As flores não dão frutos A flor vale pelo ser perfume, Não pela sua imagem ou cor. Este perfume enfatiza-me, Pois este vem do interior. Já tive um jardim, De um perfume que não estava afim. Entretanto... Tive uma flor, E pra esta fui jardineiro. Seu perfume transbordava amor, E eu era "profissional" a tempo inteiro. Mas esta murchou, Talvez porque muito eu reguei. Já não cheirava o perfume, Que outrora sempre cheirei. Já não há flores. E a vista só se cansa, Fico perdido em odores. Vento! Leva quem não se balança. Tudo ainda é funcional Preenche o meu jardim deserto. Mesmo no meio de um temporal O Sol não estará coberto.

Poeta cego Que mente barulhenta... Problema vira pensamento,
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Poeta cego Que mente barulhenta... Problema vira pensamento, Pensamento vira problema Mas esta pouco se atormenta. O quão já padeci... Favoravelmente torna-me inabalável, Contrariamente invulnerável. Mediante disto, menos escrevi. Até sou vagamente sentimentalista, E à noite entro na divagação. Mas tornei-me menos artista, Porque a minha musa responde-me que não. Quanto maior a sensibilidade, Maior a criatividade.

A nuvem voa E não é à toa Que tudo isto roda
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A nuvem voa E não é à toa Que tudo isto roda Numa boa. Numa má, O tempo que vá E eu fiquei, E atrasei-me Por cá. Numa nuvem, Eu irei. E não é à toa Que tudo isto roda Para que numa boa E numa má A ignorância não permanecerá. Todavia, o tempo, É coisa rara. É um ferimento, Que não sara.

Cerveja... Minha influência. Não gosto do teu agir
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Cerveja... Minha influência. Não gosto do teu agir Quando têm um ato de carência. É preciso ter paciência, Pois pode ser um ato de eloquência. Eloquente ou não, Nunca estará em questão. O teu sabor é desejável, Problema não ser amigável. Já a anoitecer O próprio tempo começa a aborrecer. Sou um ser que não sente, Jamais um contratempo. Mas vida. Com cevada saudável, Situação hoje favorecida Amanhã lamentável. Um pouco embriagado, É a minha primeira vez Vejo tanto ao meu lado, Uma, duas, três. Ninguém é apetecível, Mesmo parecendo que sim. Inteligência nunca ao nível, Mesmo com a sobriedade assim. Uma, duas, três ou quatro, É mais interessante a cevada. Quatro é igual a nada, Cerveja eu sou chato.