Eramos nós os loucos?
Querendo amar de maneira eloquente
Nadando contra a correnteza nesse mar de gente
Eramos nós os loucos?
Que sonhávamos em ser livres
Até descobrir que liberdade não existe
Eramos nós os loucos?
Voando por ai sem ter asas
Fazendo da vida um belo conto de fadas
Eramos nós os loucos?
Proliferando paz num mundo de ódio
Correndo atras de felicidade sem se preocupar com o pódio
Eramos nós os loucos?
Sim! Eramos nós, os únicos loucos sem maldade no coração.
Onisciente
Imensurável de tudo sei
Em todo lugar estou
Dos corações que criei
Meu filho é o redentor
Transcendo as leis da física
Vou além do seu pensamento
Indulto todas as críticas
Pois sou o senhor do tempo
Comando a fúria do mar
Desperto o brilho das estrelas
Não tente me desvendar
Respostas não irão obtê-las
Meu poder é infindável
Mas não quero demostrá-lo
E mesmo que seja intolerável
Perpetuamente irei amá-lo
Vernáculo do Amor
Incondicionalmente a amarei
Em vida e após a morte
Num barco sem nau a navegar
Teu coração é meu passaporte
Ao perfeito mundo onírico
Que se tornou realidade
Negar amor é um ato ilícito
Vai trucidar a felicidade
De apreciar minha cônjuge
Incólume em meio a dor
Almejando o horizonte
Exercendo o vernáculo do amor
Beija Flor
Eis o beija flor
De visão apurada
Onde vais com tanto amor?
Planar sobre as águas!
Do que precisas no ardor?
Só do néctar das flores
Num voo livre sem temor
Polinizando amores
Ao redor desse esplendor
Habita um sentimento
Diz a ela beija flor
Que seu beijo é o meu alimento.