TÉCNICAS POLICIAIS
Princípio da Aplicabilidade Operacional
No treinamento policial, nem toda técnica que funciona em ambiente controlado funcionará quando o cenário se tornar real.
Uma técnica deve ser simples, segura, eficiente e aplicável à realidade operacional. Quanto mais complexa ou específica, maior o risco de produzir automatismos inadequados quando empregada fora do contexto em que foi treinada.
Sob estresse, o policial tende a recorrer àquilo que foi repetido e consolidado. Por isso, técnica, contexto e realidade precisam caminhar juntos.
Antes de ensinar, uma pergunta deve orientar o instrutor:
“Isso continuará funcionando quando o treinamento terminar e o cenário se tornar real?”
Treinamos para desenvolver decisões adequadas e técnicas consistentes para a realidade das ruas.
Instrutor Volek
Treine como pretende atuar. Atue conforme foi treinado.
O chamado Divino não é sobre o que carregamos no bolso, mas o que carregamos no espírito. A coroa - a graça - aquela plenitude foi do agrado do Pai que N'Ele habitasse para ser impartida em nós. Por isso deixe as pessoas competirem com você - você não entre em competição com elas. Elas estão perdendo tempo. Apenas conheça o teu horário da oração do dia e da madrugada - conheça apenas teu tempo de busca. Aqueles que buscam competição com você estão a perder seu Lembre-se sempre: quando você carrega a Graça não precisa entrar na disputa de coisa alguma. Não busque troféus nesta terra, nem valorização nesta terra. Graça é Graça. Se ninguém te reconhecer na sua própria terra, vão te reconhecer na Europa, na Ásia. Se teu chamado for para a América existe uma localização exata para o seu ministério.
O FOGO PROTEGE O MOVIMENTO
Antes de aprender qualquer técnica de progressão, é necessário compreender o princípio que a sustenta.
O disparo não existe apenas para neutralizar a ameaça, mas também para criar condições favoráveis à manobra.
Por isso, um dos fundamentos mais importantes do combate pode ser resumido em uma frase:
O movimento expõe. O fogo protege.
Quando uma equipe precisa avançar, o fogo de supressão reduz a capacidade de reação da ameaça e cria condições mais seguras para a movimentação.
O objetivo do fogo de supressão não é apenas o disparo em si. O objetivo é permitir a manobra.
É importante compreender que o fogo de supressão é uma técnica.
O fogo protege o movimento é um princípio.
E princípios normalmente sobrevivem mais ao tempo do que técnicas específicas.
Também é necessário compreender quando, por que e para que o fogo está sendo empregado.
É isso que diferencia o operador do simples atirador.
O atirador pensa no disparo.
O operador pensa no efeito que o disparo produzirá sobre a ameaça e sobre a manobra da equipe.
Por isso, quando ensinamos técnicas de tiro em progressão, não estamos ensinando apenas a atirar e avançar.
Estamos ensinando a utilizar o fogo para proteger o movimento.
O policial que domina o tiro em movimento não depende doposicionamento do alvo.
Seja de frente ou de perfil, ele será capaz de realizar disparos eficazes enquanto se desloca.
Em combate, o tiro em movimento é o escudo do policial: enquanto ataca, desloca-se; e, enquanto se desloca, torna-se um alvo mais difícil de ser atingido.
O verdadeiro papel do Instrutor de Tiro Policial é desenvolver por meio de treinamento adequado e realista, respostas intuitivas condicionadas que possam ser acessadas de forma praticamente automática sob estresse extremo. Em outras palavras, transformar uma habilidade aprendida em uma resposta tão rápida e consistente que, para fins práticos, seja percebida como instintiva.