O veneno vem de qualquer lugar.
Não te encantes com aventuras
Que por ventura vai se achegando
De mansinho vem durante o dia
E trás rosas perfumadas,
E trás pétalas ensandecidas,
E tenebrosas raízes.
Há flores de variados aromas
A tua volta a exalar perfumes ao tempo da
primavera.
Desfolha-se a alma a teu gosto quem te ama
Aquelas que apenas seduzem exala ao tempo do
inverno
O âmago ordinário.
O veneno está em todo lugar.
Não te encantes com aventuras
Que por ventura vai se achegando
De mansinho vem de dia
E trás rosas perfumadas,
E trás pétalas ensandecidas,
E tenebrosa raiz.
Fale comigo, deixe seu perfume no meu mundo, fique perto
para que eu possa senti-lo mesmo de olhos fechados.
Deixe sua marca na minha alma que hoje quero sonhar-te.
Derrame sobre mim palavras de amor e desejo.
O perfume da cerejeira
Como pode ser assim? Morrer de saudades
tão pouco tempo depois do nosso último "encontro"?
É que o meu amor é assim, ansioso, é o meu desejo da tua presença constante, e quase sufocante é meu desejo por ti, por tua energia em cada palavra e teu carinho.
Aqui, "estar lado a lado" se dá através das palavras, pensamentos que vem da alma, como não temos a presença física os intervalos dos encontros mesmo que curtos me dá a sensação que em pouco tempo és uma miragem, um sonho; Porém és tão vibrante em mim que esse sentimento parece um turbilhão de energia e me provoca a sensação de vazio, não o vazio interior, esse não existe em mim, mas um vazio de você, da sua presença.
Ao meu lado há um armário em cerejeira que levemente molhado exala um delicioso perfume.
Num momento mais agudo da saudade; aspiro o ar tentando sentir teu cheiro, sinto o cheiro amadeirado.
Assim tenho você, meu amado, no perfume da cerejeira.
Meu doce anjo, quem dera tudo fosse perfeito
e eu teu amor tivesse de verdade, se tudo não passasse de um sonho, se tudo fosse real, talvez não tivesse a beleza desse encanto que me envolve, mas teria teus beijos, teu calor e quem sabe teus maus humores, teria o que sei e o que não sei.
Morreria mil vezes a cada olhares para outras, mas viveria mil vidas em cada um dos teus abraços.
Nada importa, os fios prateados nos teus cabelos, as marcas no teu rosto, se alguns sonhos se perderam, se não foi possível realizar os sonhos que se perderam numa escolha errada, se tens marcas na alma... Nada importa se na tua alma permanece a luz da esperança, a luz da felicidade.
Se falo contigo e a resposta é o eco a tinir no meu coração, essa resposta me avisa que estou sozinha, mas se me dizes algo no intervalo do eco, o som que agora ouvirei me embalará numa doce melodia que ficará até o próximo amanhecer e me fará ter no novo dia um sol mais brilhante que tive ontem e sempre haverá de brilhar por dias a fio até que de novo sentirei falta de ti e esperarei pela melodia que me faz lembrar o sol que me aqueceu a alma.
Eu prefiro meus sonhos,
Porque neles te encontro.
Eu prefiro meus sonhos
Porque neles tenho teus beijos.
Eu prefiro meus sonhos
Porque neles não existe distância.
Eu... prefiro o amor.
Se na tua ausência sinto tua presença
E nos teus silêncios ainda te ouço...
É que meu coração deu a sentença
(Insensato,apaixonado)
Te amar, te amar, desmedidamente louco.
Eu te construo dia a dia.
Tenho tuas formas na minha memória e nos meus sentidos,
Te reconheço em tudo que vejo e ouço,
Conheço tua voz no ruído das águas,
Conheço teu olhar na limpidez do lago.
Tua boca é mar sereno e também mar revolto.
Eu contemplo esse mar sossegado,
Eu contemplo esse mar tempestuoso.
Amo tudo em que te ouço e vejo.
Minha veias são rios que levam teu nome a um canto qualquer
que fala ao meu ouvido o que nunca irei esquecer.
Rios da minha alma que clama o amor que nunca se realizou
Por isso, talvez por isso, nunca, jamais esquecido.
Oração para meu amado regressar.
Aos Deuses que desconheço reinos,
Por toda minha crença, vos suplico.
Livrai-me das brumas de aflição,
Por tua bondade infinda
Protegeis o amante querido,
Doce sonho enternecido,
O alento da minha alma
Inquieta de saudades e temores.
Deuses; da terra, fogo, água e ar
Esconde-nos das trevas infames
Desses olhares importunos
Lançais sobre nós o teu fulgor.
Abençoando-nos docemente;
Eternos Amantes.
Terra e Céu
Entristeço
Com tua ausência.
Adoeço
De saudades.
Me queimo
De ciúmes.
Me inquieto,
Culpo a vida.
Me ilumina
Tua presença.
Recomponho
A paz perdida.
Me aqueço
De desejos.
Tenho sonhos
De quimera.
Morro de alegria
Sigo em paz
Com Deus.