Melancólia No devaneio de meu ser Onde o desespero, reina
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Melancólia No devaneio de meu ser Onde o desespero, reina Só restou, a efigie do meu eu Outrora, o rio que foi cheio Noutro, simplesmente secou O que era doce, se amargou Ouço o sussurro, da felicidade Na angústia do meu ser No epitáfio, do que eu fora Está escrito, a palavra solidão Perdido num desalento Amor, não me dê esperança O que está feito, está feito Tempo, um cruel dramaturgo Reina, no teatro da tragédia Minha doce, tisbe. Agora, restam só sombras Do que um dia, eu fora A foice do destino, é uma patina que recobre cada fagulha de meu ser O Crepúsculo chegou.