Pode até cair o chão, mas nunca me falta o céu. (Vanessa Brunt)
Frases de Vanessa Brunt
221 frases
A rachadura na terra faz o rio passar maior. A rachadura na parede faz a luz entrar melhor. A rachadura no meu peito fez mais ar se infiltrar. A rachadura não merece a minha gratidão, mas merece o meu a p r o v e i t a r.
Paixões passam. Lições ficam. Amores pacificam.
Mentir é nunca mais ter o tempo a seu favor.
Se a sua mão tateia para procurar a outra, você precisa se perguntar: qual o tipo de amor que eu amo?
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Se a sua mão tateia para procurar a outra, você precisa se perguntar: qual o tipo de amor que eu amo? Quem tem mania de mirar, nunca entende quando acerto e me derramo. Uma conversa na qual você deixa claro o que te fere, nunca deve ser direcionada para terminar em briga. Quem aceita pequenos casulos não percebe que borboletas são sempre falsas na barriga. Uma história sem grandes decisões, nunca será uma grande história. Uma grande decisão sempre vai precisar deixar algo para lá. Bem-vindos ao meu novo tipo de dedicatória. Aquele tipo que só agradece a quem está.
Não é o sofrimento que gera crescimento. É o conhecimento. Não preciso de nada que me ensine através do descontentamento.
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Não é o sofrimento que gera crescimento. É o conhecimento. Não preciso de nada que me ensine através do descontentamento. Por isso escolher as pessoas para as quais daremos o nosso tempo é a forma mais real de controlar o nosso destino. A maneira mais assertiva de amadurecer é valorizando o cristalino. Porque toda dor passa, mas o ter doído não. A única coisa mais forte do que crescer é já saber onde nem adianta ter razão. @vanessabrunt
Crescer é também não seguir em frente. Crescer é também não seguir, enfrente. (Livro Não Precisa Ser Assim - Vanessa Brunt)
Amor só é amor se for transforma-dor.
Algum triz de amor nasce do mistério e algum tanto de amor
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Algum triz de amor nasce do mistério e algum tanto de amor morre pelo mesmo motivo. Quando se demora nas sombras do cemitério o olho dói na luz ou ao se sentir vivo. Alguma triz de amor nasce da sensação de tentativa. E algum tanto de amor morre ao tentar duas vezes onde-nem-paz-sou. Quando se demora em inícios, o final é sempre sobre o (sempre) que não começou.
DE-MORAR: só demore onde puder sempre estar.
Inteligente não é quem quer mostrar que sabe de tudo, mas sim quem usa tudo o que sabe.
Se não é tempo de colheita, é de plantio. Se não é tempo de plantio, é de podar. Se não é tempo de podar, é de analisar perfil.
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Se não é tempo de colheita, é de plantio. Se não é tempo de plantio, é de podar. Se não é tempo de podar, é de analisar perfil. Sempre é tempo. Até quando parece que não é, ao menos é tempo de descansar. E quando parece que não passou, paz sou. Porque o que é, já era ontem de outro jeito. Não há vento que derrube raiz forte que espalhou e nem tempo que não seja tempo de olhar o feito no de-feito.
Tem coisa que a gente só enxerga quando se distancia. Tem barulho que a gente só percebe quando (se)
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Tem coisa que a gente só enxerga quando se distancia. Tem barulho que a gente só percebe quando (se) muda. Tem ferida que a gente só cura se não acaricia. Tem gente que a gente só salva quando não ajuda. Às vezes ficar imóvel é agir em legítima defesa. Às vezes é preciso parar para poder (r)ir contra a correnteza. Às vezes é só no silêncio que se pode ouvir o estrondo. Às vezes é só retirando que se está realmente pondo. (Vanessa Brunt • @vanessabrunt)
ES(COLHO) BEM O QUE CÁ, REGO Escolhas erradas doem mais depois. Escolhas certas doem mais na hora.
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ES(COLHO) BEM O QUE CÁ, REGO Escolhas erradas doem mais depois. Escolhas certas doem mais na hora. A questão não é escolher qual dor você quer amanhã ou qual vai sangrar outrora. A questão é sempre qual pancada vai levar a consequências piores e qual roxidão é só sobre aquilo. Mestre que é mestre também abaixa a cabeça para o pupilo. No final, tudo é sobre o dê pois e, para decidir, sempre penso se daqui a cinco anos vai importar tanto assim. A melhor escolha não é a que dá mais certeza, mas é sempre a que dá algum fim.
AMOR TECER: Amor só é amor se for transforma-dor.
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AMOR TECER: Amor só é amor se for transforma-dor. Amor só é amor se amor-tecer. Amor só é amor se for verifica-dor. Amor só é amor se limpar a janela antes de chover. Para saber se é amor, basta saber o que não é. Amor se prova amor sem precisar testar a profundidade com mais de um pé.
Esse é o lema que vai ser guia. O principal oposto de felicidade não é tristeza, é agonia. O caminho é a alforria. Melhor rosto molhado do que carne que ardia. E no alto da sua libertação, vão apontar em suas costas e urrar: pega-ladrão! Mas aprenda a ficção, porque o conto rea…
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Esse é o lema que vai ser guia. O principal oposto de felicidade não é tristeza, é agonia. O caminho é a alforria. Melhor rosto molhado do que carne que ardia. E no alto da sua libertação, vão apontar em suas costas e urrar: pega-ladrão! Mas aprenda a ficção, porque o conto real é ser vilã para quem é vilão. Pele aberta roçando em fantasia. Melhor a busca do ponto do que a busca da cura. Veja a rua cheia que é vazia. O principal oposto da verdade é falta de postura. (Vanessa Brunt)
Se meu sorriso aparece quando a flor é posta inda assim padece
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Se meu sorriso aparece quando a flor é posta inda assim padece pelos sem resposta. Se vibro intensa pela pequena possibilidade inda assim, internamente, me dói a incapacidade. Se vivo em confetes pelo triz atingido inda assim, me acomete todo vivo matado e morrido. Se meu sangue chora e, por vezes, sara inda é cor de guerra, inda me pinta a cara. Se minha manga fica presa na maçaneta inda tenho pitangas para os sem camiseta. Se não encerro a festa, se não paro a dança, inda leio floresta, inda me mata o que lhes cansa. Se a cor é bela e a vida é forte, inda vejo nela a falta de suporte. Se acordo querendo dar tudo de mim pelo pingo inda entendo a giganteza de quem trabalha outro domingo. Se agora preciso de um colo ou outro sim, não desconheço o subsolo de quem nem sabe de onde eu vim. Se preciso de uma pincelada da sua empatia nada me impede, ralada, de ser também sua pia. Se tudo o que peço é um quase de paz em meio ao meu mínimo turbilhão, inda entendo cada jaz e não comparo seu sermão. Se deito com rosto molhado e abro o sol com dente aberto, ó, eu lembro do seu lado, e meu sonhar segue desperto. Se comemoro o vento da greta, a montanha suada e a facilidade; inda lembro da sua marreta. Sua alegria é lembrada da minha dignidade? Porque, ah, se tiro a meia e sinto o mesmo alívio que seus pés após tanta maratona… não diminuo sua areia, mas esquece, atés, que chegaríamos mais rápido seguindo a mesma fé cafona. @vanessabrunt
Felicidade, profeta! Sempre esteve em mim Mas sempre fui poeta
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Felicidade, profeta! Sempre esteve em mim Mas sempre fui poeta Atrás d’outro Enfim! Que coisa mais tardia Chegar querendo cálculo Da minha alegria Se vivo ali no palco. Choro, rio, jogo-me e sou Nem plena e nem desatenta Nem mesmo o que restou Nem oito ou oitenta. Entre as análises das dores E das lições também dos risos… Nunca deserto, nem flores. Entre batimentos e juízos. Nem tristeza e nem euforia, Ainda que muito as seja, Sou mesmo é a carniçaria Aberta na bandeja. E quando eu alcançar tudo O que me dói nos rins, Diga a eles que inda acudo Meus saberes, nãos e sins. Quando tudo fizer sentido, Quando toda resposta houver, Diga a eles que meu eu perdido Inda lerá o que nem se é. Fico mesmo é nesse papel Branco, decalcado, Nessa arte tão cruel De tentar Significado. Fico mesmo é na importância De fugir da infelicidade Porque mais do que ser feliz Ser poeta É ser verdade.
Criar é mais sobre o que você transforma do que sobre o que você constrói. (@vanessabrunt)
Pressa Flor em jarro, edredom e fé Música em carro, som que faz maré
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Pressa Flor em jarro, edredom e fé Música em carro, som que faz maré Cor da lua, teto que faz pensar Tudo quando diz que estás por "perder tempo". Será? Esperas elevador, bates pés em chão Esses dois minutos poderiam ser até a decisão De um olhar que está ao lado, esperando ou a calar Um futuro que tu, não estando, acabas de desperdiçar Ganhaste uma carta, não mais a leste Tocaste em rosa, nem sentes aroma Só sentes espinhos, porque são desses O presente que vislumbra o coma Sem nada para fazer, foi o homem redigir E descobriu mais um dom, que a pressa veio a retrair E aquele a reclamar das horas que ainda faltariam Perdeu a chance de cantar e descobrir que aplaudiriam Ó, pois! Foi em um desses tempos sem tempo Que me peguei decalcando tua mão Sentindo teu cheiro destempo Vendo teu olhar em adjeção Quando reparar a importância deste momento Ou apenas, e até, a leveza do que pressuposto estava Este, será então arquivo: Vento Que passa, e apenas quando cessa mostra o que arrastava Quando reconhecer o que quis dizer-me Tu já terás ido E só entenderei em uma destas perdas de tempo O que terá partido Pois colocar-me-ei a relembrar Já que estarei ignorando horas ao recostar A cabeça na cama, até ver que a luz queimou E aprenderei a religar isto e aquilo que intimou Só compreenderei disto, a intensidade Quando estiver por esperar o elevador E olhar ansiosa para o lado, e em verdade Não enxergar a parede, e sim, o amor E em uma manhã engarrafada Tu lerás a carta esquecida E perceberás que esta jornada É das horas exprimidas Então, não anseies no sinal vermelho Que até que verde fique, tudo pode acontecer Não fiques sentindo as dores de um joelho Que nem ralou, e pode inda fortalecer (Vanessa Brunt)
Quando o tempo não for mais o tempo E o doer não for a-versão Quando tanto não der n’outro pranto
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Quando o tempo não for mais o tempo E o doer não for a-versão Quando tanto não der n’outro pranto Quando o sim for menos que o não Ela chora, ardendo, gritando Faz calar toda, tanta, ilusão E o peito, cremado, berrando Diz, enfim, que chorou de emoção Sabe, aqui, que tudo faz motivo Quando a hora não é de moer E o bordado, bordado agressivo Sabe, enfim, n’outra mão se caber E o sentido que ninguém achava Escondido, no que era pra’si Faz resposta, assim, intuitivo Como se choro pudesse sorrir Entre adeus, chegadas e meios Prefere ter tudo onde possa ficar Porque voltar, já não suficiente Faz a dor calejada sarar Mas fica inda batendo tão roxo E assim ninguém volta a sua cor Aprendido que o cadarço frouxo Não segura nenhum caçador E agora ela entende o momento De agradecer somente a quem fica Casa, ninho, asa que descansa Quando ir não destrói o que habita Quando o tempo não for mais o tempo Quando a marca não mais desbotar Ela vai terminar o bordado Ela vai saber se podar Porque horta, para crescer grande Só se poda quando se rega Quando o tempo não for mais o tempo Ela vai enxergar quando cega Quando tudo não for mais a tora Quando a hora não for o seria Toda cura será para agora Todo precisar saberia Pelo belo de (se) achar mais bonito Dentro d’olho de quem faz caminho Casa, tranca, risco na parede Quando tempo não se faz sozinho E ela vai saber ceder, Vai pedir Demorado Quando o tempo não for mais o tempo Finalmente não será (mais) calado Que de tanto corpo sem vida Parou de ter tempo para viver Mas quando o tempo não for mais o tempo Não terá tempo é para morrer (Vanessa Brunt • @vanessabrunt)
SIMPLESMENTE JÁ SABER Se apresse lentamente. Enlouqueça de forma sã.
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SIMPLESMENTE JÁ SABER Se apresse lentamente. Enlouqueça de forma sã. Vá com tudo… gradativamente. Perca a fé de forma cristã. Desista aos poucos, para dar tempo de não desistir. Abandone de vez o que só te segura quando cair. Saiba quando fugir é ser corajoso. Acredite piamente, sendo curioso. A vida adulta é sobre isso. Ser um lado sem perder a outra parte. Não ser egocêntrico e nem submisso, jogar fora sem fazer descarte. Estar quebrado e não partir ninguém. Abrir mão do que te faz divertido pelo que te faz bem. Dar limites a tudo infinitamente. Levar na brincadeira, seriamente. E nem sempre tudo é tão possível. Porque maturidade é também saber quando emburrecer. Maturidade é não levar em conta o que é plausível, quando se leva em conta o que você já sabe sobre você. E este é o principal segredo. Muita gente não vai entender a sua decisão. Mas é sobre olhar os capítulos anteriores. No meio do filme algum mocinho pode ter se tornado o vilão. Só você sabe de tudo o que precisa saber. A vida adulta não é sobre enrijecer. Mas é sobre não ignorar. É sobre pegar as coisas certas e se apegar. Perceber que humilhação é sobre não ter nada a pedir. A vida adulta é ficar em você mesmo e sair daqui. Não ser feliz o tempo inteiro para ser feliz de verdade. Não ser tão livre na visão dos outros para ter a própria liberdade. Tomar decisões não apenas por quem você é agora, mas por quem você quer se tornar. Re-cobrar algumas regras apenas para impor novas, e para organizar. Ter raiva de tudo sem deixar a prece. Abrir mão do que se quer pelo que se merece. Entender que não se sabe tanto, mas também entender quando já leu os sinais. Prestar atenção nos padrões. Ter como referência a própria paz. Maturar não é sobre tempo, mas sobre se autoconhecer. Se eu fiz isto ou aquilo, na maior parte das vezes, foi simplesmente, por re-viver. Adultecer. Se bastar e se saber. Adultecer. Se bastar é se saber.
AMORTECER, AMOR TECER: Amor só é amor se for transforma-dor. Amor só é amor se amor-tecer.
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AMORTECER, AMOR TECER: Amor só é amor se for transforma-dor. Amor só é amor se amor-tecer. Amor só é amor se for verifica-dor. Amor só é amor se limpar a janela antes de chover. Amor só é amor se for simples, mesmo no complexo. Amor é ser o nome do outro, extensão em grande anexo. Amor não faz silêncio para gargalhar ou defender, não se ama baixinho. Amor não quer ser engraçado se for para ferir qualquer parte do ninho. Amor é coisa de espelho, ato que faria por si. Amor não é vermelho. É sensação de estar livre do que não pude e não li. Amor é marrom. Dourado. Bege? Tanto faz. Terra firme. Sol quentinho. Pergunta longa? Nunca mais. Amor é fazer um só pulmão para a letra de música no carro. É gostar do silêncio pelo caminho n’outro dia. Amor é esperar internamente para tirar o sarro. Intimidade é não sentir agonia. Porque para saber se é amor, basta saber o que não é. Amor se prova amor sem precisar testar a profundidade com mais de um pé. Amor borda versão aprimorada de cada qual, com toque de saber se amar melhor. Idem. Amor tira a paciência cultural. Mostra que há raridade maior. Duvidem! O amor é um abrir de mão bonito. Não ser humilhante pedir. Se der, ceder. O amor é um contrato infinito. Ajustar. Decidir. Esclarecer-Saber. Amor nem tudo tolera, nem tudo perdoa, nem em tudo crê. O amor é um choro livre, um poder falar o que dói sem medo de mais doer. O amor óbvio está nos dias difíceis, mas amor de fato está nos dias em que a constância é pista e a prova. Vento forte não derruba (profundas) raízes, assim como o amor, sim, pode dizer que isso e aquilo ele reprova. Vanessa Brunt
Que nenhum raso consiga ferir você a fundo.
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Que nenhum raso consiga ferir você a fundo. (Vanessa Brunt, livro Não Precisa Ser Assim)