Meu sertão Quando no sertão cai a chuva rega as plantações Quem cedo madruga colhe emoções
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Meu sertão Quando no sertão cai a chuva rega as plantações Quem cedo madruga colhe emoções Na varanda tomo um café e fumo um cigarro Enquanto observo a brisa embaçar os vidros do meu carro Escuto o canto dos pássaros no pé de goiabeira, e as cigarras melodicas no pé de serigueira Quando no sertão chega a seca racha os solos e seca as águas E as enxadas ja não cultivam mãos calejadas Na varanda, descontente substituí os cafés por aguardente E a brisa fresca pelo sol quente No pasto seco vejo as vacas magras E no terreiro urubus famintos devoram uma carcaça de cabra Quando no sertão cai a chuva rega a emoção Quem cedo madruga colhe a plantação