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Frases de Umbelina Marçal Gadêlha (Umbelarte)

81 frases

⁠Saudade Saudade, uma palavra abstrata no sentir uma dor imensamente concreta,
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⁠Saudade Saudade, uma palavra abstrata no sentir uma dor imensamente concreta, mas tão abstrata no definir. É indefinidamente concreto o vazio que sufoca o peito e afeta a alma. Saudade é uma adaga que golpeia cortes profundos. É uma chaga aguda que chega a queimar como fogo em chamas arder. Saudade é suspirar, é gemer, é querer, é temer, é sofrer. É frenesi. Chega sem ser convidada, apodera-se do coração e da mente, ilimitadamente. Saudade é percorrer uma estrada vazia antes já conhecida de alguém, sem encontrar o elo perdido na vida. É chorar a ausência de alguém. Saudade é uma dor silenciosa, a dor mais profunda que há, pois dói sem mostrar a ferida que amarga escondida dentro do peito deixando a carcaça à vista, erguida. Saudade é tudo e é nada. Saudade é amargar a ausência de alguém a quem se quer tanto bem. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Inquietação Eu não sei de onde vem tanta energia,
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⁠Inquietação Eu não sei de onde vem tanta energia, tanta inquietação. A vida agitada te apraz. O perigo te satisfaz. Não consigo entender o que tanto te tortura? Se há noite, haverá dia Se a noite é escura e fria, o calor aquecerá à luz do dia. Se há choro, haverá alegria. São as variantes da vida Que fazem magia. O brilho no teu olhar evidencia a intensa chama, o frescor, a abundante seiva, a flama, a insensatez da juventude que explode e expande-se dentro de ti e te suplicia em várias nuanças. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Anseio Sabe o que eu anseio agora? Encontrar alguém
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⁠Anseio Sabe o que eu anseio agora? Encontrar alguém Que não me diga nada Não me pergunte nada também Alguém que me ofereça colo Para eu verter todo o desencanto. Sabe o que eu mais desejo agora? Esconder-me de mim no interior Do meu universo particular Para se eu quiser chorar Chorar até me cansar Ou quem sabe eu possa Simplesmente divagar. Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Alma terna flutuante Abnegadamente eu mergulhei plena de convicções,
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⁠Alma terna flutuante Abnegadamente eu mergulhei plena de convicções, às profundezas da minha alma para mostrar as minhas cristalinas emoções. Eu me rendi candidamente, despi o âmago, o mais profundo do meu ser, e revelei a minha alma original de forma integral. Intrepidamente fui mais além e desnudei-me do meu intelecto e mostrei avesso do avesso. E após despir meu adverso, foram-se os mistérios. Desfez-se o encanto e não me consenti verter nenhum pranto para o meu próprio espanto. Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Canto do silêncio Quando percebi em teus olhos a tua cruel indiferença,
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⁠Canto do silêncio Quando percebi em teus olhos a tua cruel indiferença, meu coração soluçou. Balbuciou gemido de intensa dor e a amargura me dominou. Fraquejei diante da tua frieza, do teu silêncio, da tua crueza, da tua indiferença, da tua ferocidade, do teu desamor, da tua maldade do teu infindável torpor. . Senti o medo abrigando-se em meu íntimo e naveguei por mares escurecidos mergulhada na aflição da incerteza. Tantas perguntas sem respostas! Por que finges que me ouves Se não me escutas? Por que me olhas se não me vês? Por que silencias quando devias falar? Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Achismo Achei, em plena adolescência, que vivia a maturidade integral!
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⁠Achismo Achei, em plena adolescência, que vivia a maturidade integral! Achei que adolescente eu sempre seria. Achei que a idade jamais chegaria, e, se chegasse, não me afetaria. Achei que nunca me apaixonaria! Achei que ninguém, jamais me enganaria, e, se o fizesse, eu morreria... Achei que, se fosse traída, o traidor eu mataria, ou pagar-lhe-ia na mesma moeda. Achei que a autoconfiança não mais recuperaria. Achei que o amor não se transformaria. Achei que professora eu não seria. Achei que louca não seria em escrever poesia! Achei que havia encontrado as respostas certas. Achei que a vida não mais me surpreenderia. Achei que não deveria ter achado tanto. Acho agora que achei demais, mas continuo a procurar o que ainda não achei Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Canto da dor Quando a dor é muita o medo desaparece,
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⁠Canto da dor Quando a dor é muita o medo desaparece, e o caminho que se mostra diante do perigo, o abismo, passa-nos despercebido. Quando a dor é muita sufoca por dentro e por fora, e o sentimento que banha o âmago é uma amarga desesperança. Quando a dor é muita, a música mais ouvida é um soluço não reprimido, é um gemido aflito gritando forte no coração ferido. Quando a dor é muita, sangra o coração e o espírito aflito se angustia. Quando a dor é muita aniquila a alma enferma, anula a razão e a fantasia, ceifa a essência da vida. Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Abandona-te em mim Abandona-te em mim ousadamente e me confidencies os segredos ocultos
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⁠Abandona-te em mim Abandona-te em mim ousadamente e me confidencies os segredos ocultos que ocupam a tua mente. Rasga as tuas fantasias, os teus desejos, os teus sonhos impudicos, mais atrevidos, de palmilhar as minhas curvas sedutoras, de contornar a minha exibida geografia. Preenche-me todos os hiatos, envolve-me em teus braços. Que eu seja só tua, e que sejas só meu. Lambuza-te na doce ternura de irrestritos afagos e afetos. E para sempre dentro de ti me conserves vivendo para ti, e que para sempre vivas para mim. Umbelina Marçal Gadêlha