Eu daqui ligando pontos, pontilhando, tracejando e encaixando máscaras e você daí tentando desvendar o que há por trás delas.
Frases de Umbelina Marçal Gadêlha (Umbelarte)
81 frases
Parti-me em pedaços. Rompi-me em sentimentos e suspiros e um vendaval de sensações espalhou meus fragmentos.
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Parti-me em pedaços. Rompi-me em sentimentos e suspiros e um vendaval de sensações espalhou meus fragmentos. Desfiz-me!
Para te transformares em borboleta, a mudança tem que vir de dentro para fora, caso contrário continuarás simples lagarta.
Entorpecer E vieste melhor que nos sonhos resplandecente, esplêndido
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Entorpecer E vieste melhor que nos sonhos resplandecente, esplêndido deslumbrantemente sedutor. Seria delírio ou simples querer de um breve entorpecer? Mas quando desadormeci o encantamento se quebrou e o deus vertiginosamente se dispersou. Nem sobejos ficou. Umbelina Marçal Gadelha
Saudade O tempo não me reservou passagem de volta E amanheci com saudades.
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Saudade O tempo não me reservou passagem de volta E amanheci com saudades. Saudade de mim, Saudades de ti, Saudades de nós. Saudade alojada longa Saudade acomodada oblonga. Saudade do teu beijo Saudade do cortejo Saudade de fazer um acordo com a vontade de acarinhar, de apaixonar, de amar. Umbelina Marçal Gadelha
Dentro de mim Dentro de mim Mora em mim uma menina
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Dentro de mim Dentro de mim Mora em mim uma menina que revive com alegria o frescor, a ousadia e também a nostalgia pela mocidade que findou. Em mim mora uma moleca sapeca que se esconde que disfarça com astúcia a imaturidade, apesar da idade a abundante ingenuidade. Dentro de mim mora uma senhora que chora sua dor, seu dissabor pelo que já lutou, mas não ganhou. Já chorou, já pensou em desistir , mas lutou e segue em frente seja lá para onde for. Umbelina Marçal Gadelha
Se eu pudesse... Se eu pudesse te deixar algum presente, deixaria aceso o sentimento de amor à vida
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Se eu pudesse... Se eu pudesse te deixar algum presente, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos e a consciência de apreender tudo o que te foi ensinado pelo tempo afora. E te lembraria dos erros cometidos, como sinal para que não se repetissem, e te deixaria a capacidade de escolher novos rumos. Eu te deixaria, se pudesse, o apreço pelo respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho; além do trabalho a ação. E quando tudo mais te faltasse, eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a força, a coragem, a esperança e a fé única resposta para vencer as complicações da vida. Umbelina Marçal Gadelha
Fascinação Um olhar encontra por acaso um mirar e dissimuladamente acontece a fascinação
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Fascinação Um olhar encontra por acaso um mirar e dissimuladamente acontece a fascinação que excita o enfeitiçado a suspirar. O olhar panorâmico, com o seu brilho reluzente, rompe o silêncio repousante de alguém extasiado e o olhar embevecido fica logo enamorado. No peito, pulsando desajeitado, encontra-se um coração eletrizado como se fosse um adolescente seduzido, mas que se trata de um ser apaixonado pelas chamas da paixão abduzido do estado da razão foi desviado. Umbelina Marçal Gadelha
Amor frustrado E de repente você está amando Um amor ardente, ousado, desenfreado.
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Amor frustrado E de repente você está amando Um amor ardente, ousado, desenfreado. Um amor enternecedor, escancarado. Um amor marcante, amor pertinaz, que seduz e apraz uma alma vilanaz. Ardorosa paixão, enlouquecida, vívida, Sôfrega, lasciva, vibrante, alucinante. Você vive uma efusiva paixão esfuziante E espantada percebe que os arroubos que lhe devoram por dentro e por fora são falsos assomos, escombros de um amor que feneceu antes da hora, foi abortado. Seu sentimento foi desprezado. Ironicamente o amor pereceu antes do raiar da aurora. Umbelina Marçal Gadelha
O que guardastes? Por simples curiosidade O que guardastes de mim?
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O que guardastes? Por simples curiosidade O que guardastes de mim? O tom enérgico? A amizade? A ternura? A solidão? A desilusão? Que pena! Por que não guardastes o meu amor? Se foi por ter-me ferido a alma; se foi por ter-me ouvido sem me escutar; se foi por ter-me usado, me esnobado, esqueça, para sempre, esqueça. Para mim, o que realmente importa, e encontrar-me muito além deste mundo vil, é saber que já não me podes alcançar. E mesmo que desejasses, os meus mortais silêncios não conseguirias ouvir. São surdos os ouvidos e mudas as línguas das paixões vencidas. Umbelina Marçal Gadelha
Tempo O ontem não me pertence mais O que eu cobiçava já não me apetece
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Tempo O ontem não me pertence mais O que eu cobiçava já não me apetece Eram quereres sazonais. Hoje reúno ensinamentos que aprendi Se não me servem as calças jeans Cabe-me sentimentos que entendi. O amanhã eu desconheço Poderá ser saudade De um descomeço. Umbelina Marçal Gadelha
Esta noite Abrace-me bem apertado. Um abraço apaixonado.
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Esta noite Abrace-me bem apertado. Um abraço apaixonado. Esta noite não te autorizo partir. Te ordeno a ficar. Se me deixares mais uma vez, tu vais me quebrar. Esta noite, abrace-me, e apenas seduza-me. Sussurre ao meu ouvido palavras impuras. Faça-me juras de amor eterno mesmo que mentirosas. Esta noite quero saber do teu imenso amor Quero eternizar cada momento dentro de mim e dentro de ti quero ser a tua febre, quero o fogo e a paixão a te consumir. Quero sentir que sou para sempre a tua amante desejada e amada. E amanhã quando raiar o dia, quando eu vir que partistes quero pensar que foi apenas um sonho e que não voltarás a me atraiçoar. Mas se queres saber, de ti, outra noite não vou mendigar Admito que careço de me valorizar. Estimo se ficar, Mas se partires, não olhes para trás. Até nunca mais. Umbelina Marçal Gadelha
Pousei em você Pousando em você labaredas de saudade
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Pousei em você Pousando em você labaredas de saudade crepitam meu peito ofegante. O coração pulsa descompassado. Aprofunda-se a noite e logo Vem a fria alvorada Enamorado, o coração continua a palpitar E mesmo em chamas, não consegue esquentar a solitária madrugada. Procuro pelo teu peito nu Ardente, receptivo como és tu Mas lá não estás, pois flanas pelas vias noturnas à procura de novas aventuras. Em irrevelado desejo O coração enfeitiçado explode de paixão gritando silenciosamente o teu nome Em inaudível voz do trovão. Espero-te com emoção. Umbelina Marçal Gadelha
Querença Visto máscaras e máscaras tiro expresso um rosto indefinido.
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Querença Visto máscaras e máscaras tiro expresso um rosto indefinido. Fugindo de um olhar perquiridor um riso esboço, um riso descontente, um riso debochado, um riso carecente de apreço, de afeto e de ardor. E o sorriso é um lampejo de querença que a fragrante existência exige. E aí me apertas em teu peito arfante e me voltas o teu olhar tenaz buscando o meu olhar fugaz. Meu frenético olhar se enleia e reluz o amor que me incendeia inebriando minha alma sedenta. Alma saciada, esboça-se um novo riso agradado, animado, apaixonado. Umbelina Marçal Gadelha
Cicatrizes Parada diante de ti percebo-me estática. Percebo-me petrificada, estou apática.
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Cicatrizes Parada diante de ti percebo-me estática. Percebo-me petrificada, estou apática. O sereno silêncio macula a minha memória as ondas de pensamento rememoram a minha história concebida por estesia. A crua paixão me arrebatou deixou-me obtusa, vulnerabilizada. Buscar alento nos sonhos não materializados Abastecer-me das palavras já não articuladas Deixou-me miseravelmente indesejada. Enquanto a alma adejava em sonhos O amor envelheceu, caducou entre as tantas noites mal dormidas, as noites de inquietante espera, o amor feneceu e jamais ressuscito O tempo passou, mas não afugentou os sinais de dor mascarados, as cicatrizes. E por trás do indecifrável teorema do amor, uma voz reconhecida me suplica e a deslembrada esperança responde. Umbelina Marçal Gadelha
Tigresa Não me julgue pela trivial aparência, pois, não sou o que pareço
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Tigresa Não me julgue pela trivial aparência, pois, não sou o que pareço e mereço melhor apreço. Por trás da voraz tigresa que aparentemente ostento esconde-se a inocente e a inofensiva atitude de uma gata arisca e profundamente ingênua que não tenciona mostrar-te as garras nem arranhar-te a alma. Umbelina Marçal Gadêlha
Saudade de mim Hoje senti saudades de mim Saudade do que já fui
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Saudade de mim Hoje senti saudades de mim Saudade do que já fui Saudade de não ser sempre sim Saudades do que seria e não fui Saudade de ingenuidade Saudade de reciprocidade Saudade de acordar sem problemas Saudade de não me afogar em dilemas Saudade de adormecer amando Saudade de amanhecer fantasiando Saudade de ousar Saudade de estesiar Saudades de não me incomodar com a vida Saudade de ser bonita Saudades do colo de mãe protetora Saudade de minha maior defensora Saudade de me abraçar por dentro e por fora Saudade de quem o tempo levou embora. Umbelina Marçal Gadelha
Estesia Entre suaves acordes musicais, escondo-me exausta da lida da vida, recostada sobre almofadas macias.
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Estesia Entre suaves acordes musicais, escondo-me exausta da lida da vida, recostada sobre almofadas macias. Acariciada pelo zéfiro da madrugada luto contra a sonolência que me esgalha e a monotonia que me abate tacitamente. Tento fugir das mesmices, reinventando tangentes, fugindo aos padrões, às normais e às secantes banais, esculpindo as minhas mais íntimas emoções. Refugio-me de mim, de tudo e de todos, enquanto o lápis traça e retraça, estraçalha a minh’ alma abstrata fazendo surgir diversos temas, oblíquos poemas. Sinto florescer o ardente desejo de varrer o sofrimento que me seca e estesia pronunciando um novo acento uma nova leitura, uma vida nova brotando no âmago. Por alguns instantes absolutos perco-me nas vibrações sonoras e não sinto o passar das horas. Sinto reinar o silêncio superno que vem povoar o afã O ímpeto estoura um bramido e punge a veia poética e o elã. Enquanto mergulho nas palavras e escondo-me entre pontos e vírgulas, acende-se uma luz à minha volta que transfigura integralmente o meu ser. e nesse acentuado instante, inicia-se a minha existência cromática e vertiginosa. Umbelina Marçal Gadelha
Dilaceração Quando o espírito se dilacera para caber no mundo, dói a alma. E quando a alma se aflige, as espadas laceram o seu coração.
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Dilaceração Quando o espírito se dilacera para caber no mundo, dói a alma. E quando a alma se aflige, as espadas laceram o seu coração. Em sua face transparecem os vestígios de dor e prostração. Por dentro as marcas da existência destorçam-lhe. Amargura-lhe uma dor cruel, uma dor estranha, uma dor desmedida que se prefigura. É uma dor que perdura porque veio para permanecer. É anseio, é dor, é aflição, é tristeza... É martírio que faz desvanecer. De onde vem tão profunda agonia que chamam de depressão? Há algum remédio que a cure ou não? Se para a dor da alma, o analgésico é o tempo Que se esclareça ao sofrimento que o entorpecedor chegou para sepultar a sua dor. Só que não. Umbelina Marçal Gadelha
Castelos inalcançáveis Rabiscando castelos inalcançáveis na areia sonhei que desvendavas o meu corpo, como um cão no cio
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Castelos inalcançáveis Rabiscando castelos inalcançáveis na areia sonhei que desvendavas o meu corpo, como um cão no cio fareja os feromônios da sua fêmea a viçar. E ansiei que esquadrinhasses as minhas curvas em precipício desvelando e compreendendo seus mistérios, divaguei. Imaginei que absorvias incessante e despudoradamente meus contornos, como um sedento de luxúria mergulha em águas doces e cristalinas, e tu bebias insaciavelmente. E desejoso, atravessastes a impenetrabilidade lascívia imaginada e, desvairado de apetecer, te deleitastes em prazer sofregamente. Umbelina Marçal Gadelha
Tempestade Às vezes sou vento sereno à mercê do destino. Outras vezes sou vendaval estrondoso
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Tempestade Às vezes sou vento sereno à mercê do destino. Outras vezes sou vendaval estrondoso perdida em sentimentos ferinos, e desatino. Insisto num convite induvidoso Vem comigo se afogar nessa tempestade que sou eu, e se quiser ser meu então se entregue com total insanidade. Umbelina Marçal Gadêlha
E se... E se eu fosse o teu ninho Tu serias meu abrigo
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E se... E se eu fosse o teu ninho Tu serias meu abrigo Seríamos um do outro porto, refúgio seguro. E se eu fosse música Serias a partitura de uma melódica canção tocada no concerto do coração na harmonia ritmada da vida. Umbelina Marçal Gadelha
Entrelinhas Tu leste nas entrelinhas as palavras que eram só minhas.
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Entrelinhas Tu leste nas entrelinhas as palavras que eram só minhas. Porém, não basta apenas as ler, é necessário as entender. Jamais penses em falar daquilo que não conheces, pois, sou um livro complexo pouco útil a quem não o sabe ler. Umbelina Marçal Gadelha
Paquera Veja só no que dá uma paquera! Um olhar, um sorriso, um aceno
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Paquera Veja só no que dá uma paquera! Um olhar, um sorriso, um aceno e, de repente, você mergulha num mar de quimera. Um pensamento persistente lhe envolve a mente E a fixação revela sem segredo a recente expressão. A emoção oscila e vibra em você intensamente Evidenciando o frenesi de uma palpitante paixão. A poesia brota no olhar e afugenta a monotonia do dia a dia do ser enamorado, por isso, fragilizado. Mas o coração arrebatado, palpita em sintonia fantasiando um amor tangível acentuado. Umbelina Marçal Gadelha