Pular para o conteúdo

Frases de Umbelina Marçal Gadêlha (Umbelarte)

81 frases

⁠Eu daqui ligando pontos, pontilhando, tracejando e encaixando máscaras e você daí tentando desvendar o que há por trás delas.
⁠Saudade O tempo não me reservou passagem de volta E amanheci com saudades.
Continuar lendo

⁠Saudade O tempo não me reservou passagem de volta E amanheci com saudades. Saudade de mim, Saudades de ti, Saudades de nós. Saudade alojada longa Saudade acomodada oblonga. Saudade do teu beijo Saudade do cortejo Saudade de fazer um acordo com a vontade de acarinhar, de apaixonar, de amar. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Dentro de mim Dentro de mim Mora em mim uma menina
Continuar lendo

⁠Dentro de mim Dentro de mim Mora em mim uma menina que revive com alegria o frescor, a ousadia e também a nostalgia pela mocidade que findou. Em mim mora uma moleca sapeca que se esconde que disfarça com astúcia a imaturidade, apesar da idade a abundante ingenuidade. Dentro de mim mora uma senhora que chora sua dor, seu dissabor pelo que já lutou, mas não ganhou. Já chorou, já pensou em desistir , mas lutou e segue em frente seja lá para onde for. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Se eu pudesse... Se eu pudesse te deixar algum presente, deixaria aceso o sentimento de amor à vida
Continuar lendo

⁠Se eu pudesse... Se eu pudesse te deixar algum presente, deixaria aceso o sentimento de amor à vida dos seres humanos e a consciência de apreender tudo o que te foi ensinado pelo tempo afora. E te lembraria dos erros cometidos, como sinal para que não se repetissem, e te deixaria a capacidade de escolher novos rumos. Eu te deixaria, se pudesse, o apreço pelo respeito àquilo que é indispensável: além do pão, o trabalho; além do trabalho a ação. E quando tudo mais te faltasse, eu deixaria, se pudesse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a força, a coragem, a esperança e a fé única resposta para vencer as complicações da vida. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Fascinação Um olhar encontra por acaso um mirar e dissimuladamente acontece a fascinação
Continuar lendo

⁠Fascinação Um olhar encontra por acaso um mirar e dissimuladamente acontece a fascinação que excita o enfeitiçado a suspirar. O olhar panorâmico, com o seu brilho reluzente, rompe o silêncio repousante de alguém extasiado e o olhar embevecido fica logo enamorado. No peito, pulsando desajeitado, encontra-se um coração eletrizado como se fosse um adolescente seduzido, mas que se trata de um ser apaixonado pelas chamas da paixão abduzido do estado da razão foi desviado. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Amor frustrado E de repente você está amando Um amor ardente, ousado, desenfreado.
Continuar lendo

⁠Amor frustrado E de repente você está amando Um amor ardente, ousado, desenfreado. Um amor enternecedor, escancarado. Um amor marcante, amor pertinaz, que seduz e apraz uma alma vilanaz. Ardorosa paixão, enlouquecida, vívida, Sôfrega, lasciva, vibrante, alucinante. Você vive uma efusiva paixão esfuziante E espantada percebe que os arroubos que lhe devoram por dentro e por fora são falsos assomos, escombros de um amor que feneceu antes da hora, foi abortado. Seu sentimento foi desprezado. Ironicamente o amor pereceu antes do raiar da aurora. Umbelina Marçal Gadelha

⁠O que guardastes? Por simples curiosidade O que guardastes de mim?
Continuar lendo

⁠O que guardastes? Por simples curiosidade O que guardastes de mim? O tom enérgico? A amizade? A ternura? A solidão? A desilusão? Que pena! Por que não guardastes o meu amor? Se foi por ter-me ferido a alma; se foi por ter-me ouvido sem me escutar; se foi por ter-me usado, me esnobado, esqueça, para sempre, esqueça. Para mim, o que realmente importa, e encontrar-me muito além deste mundo vil, é saber que já não me podes alcançar. E mesmo que desejasses, os meus mortais silêncios não conseguirias ouvir. São surdos os ouvidos e mudas as línguas das paixões vencidas. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Esta noite Abrace-me bem apertado. Um abraço apaixonado.
Continuar lendo

⁠Esta noite Abrace-me bem apertado. Um abraço apaixonado. Esta noite não te autorizo partir. Te ordeno a ficar. Se me deixares mais uma vez, tu vais me quebrar. Esta noite, abrace-me, e apenas seduza-me. Sussurre ao meu ouvido palavras impuras. Faça-me juras de amor eterno mesmo que mentirosas. Esta noite quero saber do teu imenso amor Quero eternizar cada momento dentro de mim e dentro de ti quero ser a tua febre, quero o fogo e a paixão a te consumir. Quero sentir que sou para sempre a tua amante desejada e amada. E amanhã quando raiar o dia, quando eu vir que partistes quero pensar que foi apenas um sonho e que não voltarás a me atraiçoar. Mas se queres saber, de ti, outra noite não vou mendigar Admito que careço de me valorizar. Estimo se ficar, Mas se partires, não olhes para trás. Até nunca mais. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Pousei em você Pousando em você labaredas de saudade
Continuar lendo

⁠Pousei em você Pousando em você labaredas de saudade crepitam meu peito ofegante. O coração pulsa descompassado. Aprofunda-se a noite e logo Vem a fria alvorada Enamorado, o coração continua a palpitar E mesmo em chamas, não consegue esquentar a solitária madrugada. Procuro pelo teu peito nu Ardente, receptivo como és tu Mas lá não estás, pois flanas pelas vias noturnas à procura de novas aventuras. Em irrevelado desejo O coração enfeitiçado explode de paixão gritando silenciosamente o teu nome Em inaudível voz do trovão. Espero-te com emoção. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Querença Visto máscaras e máscaras tiro expresso um rosto indefinido.
Continuar lendo

⁠Querença Visto máscaras e máscaras tiro expresso um rosto indefinido. Fugindo de um olhar perquiridor um riso esboço, um riso descontente, um riso debochado, um riso carecente de apreço, de afeto e de ardor. E o sorriso é um lampejo de querença que a fragrante existência exige. E aí me apertas em teu peito arfante e me voltas o teu olhar tenaz buscando o meu olhar fugaz. Meu frenético olhar se enleia e reluz o amor que me incendeia inebriando minha alma sedenta. Alma saciada, esboça-se um novo riso agradado, animado, apaixonado. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Cicatrizes Parada diante de ti percebo-me estática. Percebo-me petrificada, estou apática.
Continuar lendo

⁠Cicatrizes Parada diante de ti percebo-me estática. Percebo-me petrificada, estou apática. O sereno silêncio macula a minha memória as ondas de pensamento rememoram a minha história concebida por estesia. A crua paixão me arrebatou deixou-me obtusa, vulnerabilizada. Buscar alento nos sonhos não materializados Abastecer-me das palavras já não articuladas Deixou-me miseravelmente indesejada. Enquanto a alma adejava em sonhos O amor envelheceu, caducou entre as tantas noites mal dormidas, as noites de inquietante espera, o amor feneceu e jamais ressuscito O tempo passou, mas não afugentou os sinais de dor mascarados, as cicatrizes. E por trás do indecifrável teorema do amor, uma voz reconhecida me suplica e a deslembrada esperança responde. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Tigresa Não me julgue pela trivial aparência, pois, não sou o que pareço
Continuar lendo

⁠Tigresa Não me julgue pela trivial aparência, pois, não sou o que pareço e mereço melhor apreço. Por trás da voraz tigresa que aparentemente ostento esconde-se a inocente e a inofensiva atitude de uma gata arisca e profundamente ingênua que não tenciona mostrar-te as garras nem arranhar-te a alma. Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Saudade de mim Hoje senti saudades de mim Saudade do que já fui
Continuar lendo

⁠Saudade de mim Hoje senti saudades de mim Saudade do que já fui Saudade de não ser sempre sim Saudades do que seria e não fui Saudade de ingenuidade Saudade de reciprocidade Saudade de acordar sem problemas Saudade de não me afogar em dilemas Saudade de adormecer amando Saudade de amanhecer fantasiando Saudade de ousar Saudade de estesiar Saudades de não me incomodar com a vida Saudade de ser bonita Saudades do colo de mãe protetora Saudade de minha maior defensora Saudade de me abraçar por dentro e por fora Saudade de quem o tempo levou embora. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Estesia Entre suaves acordes musicais, escondo-me exausta da lida da vida, recostada sobre almofadas macias.
Continuar lendo

⁠Estesia Entre suaves acordes musicais, escondo-me exausta da lida da vida, recostada sobre almofadas macias. Acariciada pelo zéfiro da madrugada luto contra a sonolência que me esgalha e a monotonia que me abate tacitamente. Tento fugir das mesmices, reinventando tangentes, fugindo aos padrões, às normais e às secantes banais, esculpindo as minhas mais íntimas emoções. Refugio-me de mim, de tudo e de todos, enquanto o lápis traça e retraça, estraçalha a minh’ alma abstrata fazendo surgir diversos temas, oblíquos poemas. Sinto florescer o ardente desejo de varrer o sofrimento que me seca e estesia pronunciando um novo acento uma nova leitura, uma vida nova brotando no âmago. Por alguns instantes absolutos perco-me nas vibrações sonoras e não sinto o passar das horas. Sinto reinar o silêncio superno que vem povoar o afã O ímpeto estoura um bramido e punge a veia poética e o elã. Enquanto mergulho nas palavras e escondo-me entre pontos e vírgulas, acende-se uma luz à minha volta que transfigura integralmente o meu ser. e nesse acentuado instante, inicia-se a minha existência cromática e vertiginosa. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Dilaceração Quando o espírito se dilacera para caber no mundo, dói a alma. E quando a alma se aflige, as espadas laceram o seu coração.
Continuar lendo

⁠Dilaceração Quando o espírito se dilacera para caber no mundo, dói a alma. E quando a alma se aflige, as espadas laceram o seu coração. Em sua face transparecem os vestígios de dor e prostração. Por dentro as marcas da existência destorçam-lhe. Amargura-lhe uma dor cruel, uma dor estranha, uma dor desmedida que se prefigura. É uma dor que perdura porque veio para permanecer. É anseio, é dor, é aflição, é tristeza... É martírio que faz desvanecer. De onde vem tão profunda agonia que chamam de depressão? Há algum remédio que a cure ou não? Se para a dor da alma, o analgésico é o tempo Que se esclareça ao sofrimento que o entorpecedor chegou para sepultar a sua dor. Só que não. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Castelos inalcançáveis Rabiscando castelos inalcançáveis na areia sonhei que desvendavas o meu corpo, como um cão no cio
Continuar lendo

⁠Castelos inalcançáveis Rabiscando castelos inalcançáveis na areia sonhei que desvendavas o meu corpo, como um cão no cio fareja os feromônios da sua fêmea a viçar. E ansiei que esquadrinhasses as minhas curvas em precipício desvelando e compreendendo seus mistérios, divaguei. Imaginei que absorvias incessante e despudoradamente meus contornos, como um sedento de luxúria mergulha em águas doces e cristalinas, e tu bebias insaciavelmente. E desejoso, atravessastes a impenetrabilidade lascívia imaginada e, desvairado de apetecer, te deleitastes em prazer sofregamente. Umbelina Marçal Gadelha

⁠Tempestade Às vezes sou vento sereno à mercê do destino. Outras vezes sou vendaval estrondoso
Continuar lendo

⁠Tempestade Às vezes sou vento sereno à mercê do destino. Outras vezes sou vendaval estrondoso perdida em sentimentos ferinos, e desatino. Insisto num convite induvidoso Vem comigo se afogar nessa tempestade que sou eu, e se quiser ser meu então se entregue com total insanidade. Umbelina Marçal Gadêlha

⁠Paquera Veja só no que dá uma paquera! Um olhar, um sorriso, um aceno
Continuar lendo

⁠Paquera Veja só no que dá uma paquera! Um olhar, um sorriso, um aceno e, de repente, você mergulha num mar de quimera. Um pensamento persistente lhe envolve a mente E a fixação revela sem segredo a recente expressão. A emoção oscila e vibra em você intensamente Evidenciando o frenesi de uma palpitante paixão. A poesia brota no olhar e afugenta a monotonia do dia a dia do ser enamorado, por isso, fragilizado. Mas o coração arrebatado, palpita em sintonia fantasiando um amor tangível acentuado. Umbelina Marçal Gadelha