Não estou bem
As pétalas vão-se com o vento
O vento muda ao passar do tempo
O tempo constante vê-me sofrer
Tu foi-se em silêncio, de igual com o vento, em prantos lamento, não poder te ver
O céu à noite insiste em contar-me um segredo: dentre todas as estrelas presente, tu és a que mais brilha; e observo seu brilho partilhado com o vasto infinito
Eu peço perdão por não ter me despedido, o medo dominou o meu estado; tu não habita mais este Estado, e agora tenho estado, bem mais que sozinho...
Perdão...
E Eu não estou bem...
"Devaneios"
Temo o que me tornei, eu próprio me odeio...
De boas intenções, o inferno se vê cheio...
Do muito que eu fiz, é pouco o que anseio...
Mas vejo-me aqui, perdido em devaneios...
"O Oitavo Pecado"
Eis que surge mais um vício capital...
Quando criança, me via aflito
E aquela que eu mais amara vivia aos prantos.
Foram raros os momentos que me lembro de vê-la sorrindo.
Me perguntava se por dentro ela estava chorando.
Aquela que eu mais amava se afastou de mim.
E eu queria rever seu rosto, até então normal...?
Então me diz qual filho exitaria, em visitar sua mãe no hospital ?!
E de repente...
Disseram-me que você se foi...
E até agora eu tô sem reação,
Dos cincos estágios do luto, desde que te perdi, nada mais vi, parei na negação.
Os seus antigos sonhos, atualmente passaram a ser o meus, pequei por amar demais, e o meu maior pecado foi negar a Deus.
Jamais me conformarei com o fato de que "Ele" a levou, pois se rezar não foi suficiente, creio que "Ele" nos abandonou.
Pequei por amar demais, queria tanto ainda tê-la ao meu lado, pois sinto dor
A sua partida me deixou sequelas, pois represento o mais novo pecado... "O Amor".
"Última Poesia"
Certa vez, eu à amei... Embora o sentimento tenha durado enquanto tolo eu era, fui feliz.
O tanto que chorei... É justificável por um rio que outrora seria um poço, mas ampliar-se com as lágrimas escorridas de meu rosto.
Aquela tão boa garota não passava de ilusão, desejava que ela fosse perfeita, como a havia criado em minha imaginação... O erro foi feito; desculpar-me talvez deveria, mas não há tempo, lamento, será esta a minha Última Poesia.
De Tempos em Tempos
Para um futuro distante
Meu eu' foi embora
Relembrei do passado
Do meu eu' de agora
Voltando um pouco mais
Lembro-me do que ela me diz:
Que o presente, é provavelmente,
O tempo mais feliz...
Meus erros tomam peso
Minha casa desaba
Me afundei em pecados
E perdi minha amada
Retornei ao passado
E quis presenteá-la
Trouxe-lhe um jardim de versos
E um lindo conto de fadas
As lembranças presentes
Odiaram as passadas
As futuras, ausentes
Pois o tempo as afaga
Jurei ser resilente
Do passado ao presente
Não recordo de nada
Mas sinto que a amei
E que ela me amava...
Ondas de Aflições
Eu mergulhei em águas rasas
De profunda melancolia
Eu me afoguei em desespero
Nas ondas que o mar trazia
Por tormentas de devaneios
A tristeza me corrompia
Mas resolvi negar a morte
Não em função da sorte
Sempre mantive o preceito
De que nunca a temeria
E nessas ondas de aflições
Erros furavam o meu barco
Mas sempre me encontrei ilhado
Em areias de Utopia
Nunca olharam o meu lado
E no meu atual estado
Eles nunca me entenderiam
Minha mente em confusões...
"Tempo"
Ouvi do Tempo
Que eu deveria me apressar.
Que o passado já passou faz tempo,
E que vagarosamente estou a andar.
Mas no momento estou sem tempo.
E esquecê-la, eu não aguento
Pois há muito tempo estou à amar.
Ouvi também
Que os meus demônios estão à frente... E eventualmente, irão me dominar; e a solução? Perguntei-lhe
Disse-me então, que em meio ao tempo, deveria me apressar.
Ei, Sr.Tempo, há quanto tempo está a me observar? Se sabes tanto de mim... Lembre-me das promessas que há tempos deixei de honrar!
Em pouco tempo percebi que o próprio Tempo, sem qualquer ressentimento, me abandonou... E por pensar demais no tempo, nesse exato momento, percebi que muito tempo se passou.