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Frases de Túlio Mércio

56 frases

AUTOANÁLISE Não faz mal a gente se perguntar, se tudo o que nós fizemos, aonde queríamos chegar é real e pleno. "Se aqui estamos", a quê devemos estar?
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AUTOANÁLISE Não faz mal a gente se perguntar, se tudo o que nós fizemos, aonde queríamos chegar é real e pleno. "Se aqui estamos", a quê devemos estar? Questionando nós mesmos sobre a realidade, buscando nos afirmar que são reais e plenas nossas escolhas, aqui devemos estar! Nessa busca nem quer fechar os olhos (certo mesmo não querer) Estarmos certos em nós mesmos Mas pra fechar os olhos na paz, sem temer o lado de lá questione a realidade, plenamente à sua verdadeira forma de amar. Questione as formas de amar, as palavras soltas no ar, a verdade explicita; Por direito ou por cobiça? Bastardo ou idealista? Tudo o que pôde ou preguiça? Mágico ou ilusionista? Comum apenas ou raro? Real ou mesmo abstrato? As Boas Novas ou Antigas? Verdade ou mentira?

EIS QUE SOU IRREDUTÍVEL Há em minhas mãos uma ferida Que um dia foi meu coração
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EIS QUE SOU IRREDUTÍVEL Há em minhas mãos uma ferida Que um dia foi meu coração Lançá-lo-ei na fogueira das desilusões Caia todas suas pétalas margarida Da vaidade ao vil rancor Não mais me digas compreender o meu Amor Não há aonde quer que fores Tranquilos Amores Tu sufocas a Paz Dito o que disse agora Sumas, vá embora Não me comovo com seus ais

NOVENA Faz a minha refeição Porque quase tudo que eu quero
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NOVENA Faz a minha refeição Porque quase tudo que eu quero Não se compara a querer ser sincero Põe esse doce na minha boca Mesmo que depois a louca Queira deitar-se sobre meus pés E se a água vai correndo O branco e o grizalho da serra Parece com neve, que parece com céu Aceita essa minha oração Pai nosso que está no Céu Ajuda os pais nossos que estão no chão Acorda cangalha, veludo Levanta, "vamo ao mei do mundo" Colher flores nos cabarés Mais tarde "nós volta" pra casa Quem sabe a passarada Lambe os calos dos nossos pés É mesmo uma "ruma" de gente Tem beatas, pedreiros, tenente "Vamo embora"... Lelé, Lelé"!

... O silêncio rompe a noite O dia rompe o silêncio
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... O silêncio rompe a noite O dia rompe o silêncio Rompo à plumas, como à foice As masmorras do silêncio Adiante do futuro Transformar em brandos ventos As tempestades que sussurram O pasado que o futuro representa Sendo alheio o pensamento Que o momento "inespera" Me comporto como alheio Sendo meu; que bom; quem dera Ter zilhões de coisinhas invisíveis Nesse crânio quase esfera E se as células que interligam Esse crânio a Aquiles Desencadeassem em discórdias O tendão seria a bilís E a questão não mais seria: Ser ou Não ser

Experiências de vida Peça perdão. Será que não fez um mal com aquilo que nem um pouco o culpou,
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Experiências de vida Peça perdão. Será que não fez um mal com aquilo que nem um pouco o culpou, a dor que o outro você nem percebeu? Não fique tão triste, faz parte da preparação, ouvir o que os outros tem de bom para nós e nos corrigir antes da próxima ação. O bom e o melhor; melhor Bom pra todos Solidariedade; sólida compaixão... A boca expressa a voz do coração. Sinta-se mal, faz parte da vida. Não dura pra sempre, mas o bem vem depois e o que foi nosso erro é a experiência que fica. Depois que os anos forem passando, bem em frente ao espelho da Vida; nossos passos, nossos planos; as experiências que ficam. A criança, agora mulher ou homem; cicatrizes, não mais feridas. Ontem planos, hoje provas de uma vida construída Peça perdão. Será que não fez um mal com aquilo que nem um pouco o culpou, a dor que no outro você nem percebeu"?

Barreira do inferno Uma noite sombria como a muito não via. Uma alma perdida grita entre nós, pedindo perdão para viver. Uma centelha acesa ilumina na noite um beco escuro; um silêncio profundo; apenas visível a luz da centelha.
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Barreira do inferno Uma noite sombria como a muito não via. Uma alma perdida grita entre nós, pedindo perdão para viver. Uma centelha acesa ilumina na noite um beco escuro; um silêncio profundo; apenas visível a luz da centelha. Fique entre nós, encontre sua luz, dizia uma voz: só haverá noite, apenas verás dia se encontrardes a luz da centelha. É triste ver uma alma perdida clamando a morte apenas sossego, implorando a vida um novo começo, mas quem ousaria o risco correr de um novo erro? Quando a centelha apagou, nada se via nem mesmo a noite; vozes e agonia e um vento de açoites jogava a alma por qualquer lugar. O corpo muito sofria, mas a alma perdida já o esquecia, apenas o via uma lembrança vazia; dolorosa lembrança. O tempo passou e foi tão longa a noite e a alma sumiu com a noite... a noite, na cidade do sol. Nem tudo é exatamente como é. Relatar-se; um fato; pode nem ser o que é! Às vezes metáforas são bem mais convincentes do que dados e bases, discursos eloquentes. Uma noite na terra do sol, Las Vegas nem parece tentação. Uma noite na terra do sol, tanta tentação"!

ENLATADOS DE TELEVISÃO Eu sinto fome Eu sinto sede
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ENLATADOS DE TELEVISÃO Eu sinto fome Eu sinto sede Eu como o barro das paredes Mas no domingo eu como óstea Regada ao vinho quem não gosta Eu não trabalho Eu não estudo Mas todos pensam no meu futuro Já elegi muitos presidentes Sem mim tudo ia ser diferente Eu cheiro mal Eu pesso esmolas Nessa terra que respiram bola Minha tragédia é uma comédia Terrivelmente como novelas Eu ando sujo Eu cheiro a cola Sou tão antigo quanto a história Eu agradeço ao ser preso Pois só assim vou ter endereço Me livrando dessa escarcês Tentando ser um pouco igual a vocês Me alimentando dessa ilusão Comidas enlatadas de televisão Sou prisioneiro do desamor Me traga comida, não me traga flor Sou passageiro desse trem De pessoas famintas pra comer alguem Sou nas notícias o refém! Uma seca barriga roncando pra ninguem Sou a garganta do cantor Gritando bem alto a fome que não passou"