Pular para o conteúdo

Frase de Túlio Mércio

ENLATADOS DE TELEVISÃO Eu sinto fome Eu sinto sede Eu como o barro das paredes Mas no domingo eu como óstea Regada ao vinho quem não gosta Eu não trabalho Eu não estudo Mas todos pensam no meu futuro Já elegi muitos presidentes Sem mim tudo ia ser diferente Eu cheiro mal Eu pesso esmolas Nessa terra que respiram bola Minha tragédia é uma comédia Terrivelmente como novelas Eu ando sujo Eu cheiro a cola Sou tão antigo quanto a história Eu agradeço ao ser preso Pois só assim vou ter endereço Me livrando dessa escarcês Tentando ser um pouco igual a vocês Me alimentando dessa ilusão Comidas enlatadas de televisão Sou prisioneiro do desamor Me traga comida, não me traga flor Sou passageiro desse trem De pessoas famintas pra comer alguem Sou nas notícias o refém! Uma seca barriga roncando pra ninguem Sou a garganta do cantor Gritando bem alto a fome que não passou"

Túlio Mércio

No pensador.ai desde

Fonte e informações de autoria

Pensador.com

Abrir fonte original (abre em nova aba)

Outras frases de Túlio Mércio

EIS QUE SOU IRREDUTÍVEL Há em minhas mãos uma ferida Que um dia foi meu coração
Continuar lendo

EIS QUE SOU IRREDUTÍVEL Há em minhas mãos uma ferida Que um dia foi meu coração Lançá-lo-ei na fogueira das desilusões Caia todas suas pétalas margarida Da vaidade ao vil rancor Não mais me digas compreender o meu Amor Não há aonde quer que fores Tranquilos Amores Tu sufocas a Paz Dito o que disse agora Sumas, vá embora Não me comovo com seus ais

AUTOANÁLISE Não faz mal a gente se perguntar, se tudo o que nós fizemos, aonde queríamos chegar é real e pleno. "Se aqui estamos", a quê devemos estar?
Continuar lendo

AUTOANÁLISE Não faz mal a gente se perguntar, se tudo o que nós fizemos, aonde queríamos chegar é real e pleno. "Se aqui estamos", a quê devemos estar? Questionando nós mesmos sobre a realidade, buscando nos afirmar que são reais e plenas nossas escolhas, aqui devemos estar! Nessa busca nem quer fechar os olhos (certo mesmo não querer) Estarmos certos em nós mesmos Mas pra fechar os olhos na paz, sem temer o lado de lá questione a realidade, plenamente à sua verdadeira forma de amar. Questione as formas de amar, as palavras soltas no ar, a verdade explicita; Por direito ou por cobiça? Bastardo ou idealista? Tudo o que pôde ou preguiça? Mágico ou ilusionista? Comum apenas ou raro? Real ou mesmo abstrato? As Boas Novas ou Antigas? Verdade ou mentira?

NOVENA Faz a minha refeição Porque quase tudo que eu quero
Continuar lendo

NOVENA Faz a minha refeição Porque quase tudo que eu quero Não se compara a querer ser sincero Põe esse doce na minha boca Mesmo que depois a louca Queira deitar-se sobre meus pés E se a água vai correndo O branco e o grizalho da serra Parece com neve, que parece com céu Aceita essa minha oração Pai nosso que está no Céu Ajuda os pais nossos que estão no chão Acorda cangalha, veludo Levanta, "vamo ao mei do mundo" Colher flores nos cabarés Mais tarde "nós volta" pra casa Quem sabe a passarada Lambe os calos dos nossos pés É mesmo uma "ruma" de gente Tem beatas, pedreiros, tenente "Vamo embora"... Lelé, Lelé"!