Dores das Primaveras. Quando criança, há risos. De doer a barriga, pois há tanta alegria inocente.
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Dores das Primaveras. Quando criança, há risos. De doer a barriga, pois há tanta alegria inocente. Ao crescer, há gargalhadas vazias. Piadas hilariantes que os armagurados se agarram. Se agarram tentando ser crianças novamente. Pois dói. Não a barriga. E não de alegria. Com certeza não mais inocente. De doer a cabeça, pois há preocupações. De doer os olhos, pois há lágrimas. De doer o coração, pois já está cansado de ser magoado, ser quebrado, ser entregue e devolvido. Os risos eram dados com prazer e ouvidos com deleite. As gargalhadas são dadas com desespero e ouvidas com terror. Dói não ser criança. Quero rir de novo.