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Frases de Triste Poeta

6 frases

Alucinação És a minha realidade e o meu sonho, a íngreme montanha escalada.
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Alucinação És a minha realidade e o meu sonho, a íngreme montanha escalada. És o meu mais belo desejo secreto, e eu a verdade que tanto almejas. Permaneces irredutível, mas não totalmente distante, porque és um sonho de felicidade e muito mais do que mera sorte. És a minha mais bela ilusão, és o pólo da minha juventude! E na tua sombra está o eco de tudo o que evocámos. O meu coração tem uma história restrita, Abandonado na dor e por desejo no grande amor que te dedica. A verdade é a tua alma de poetisa. Onde nos beijamos, amantes Perfeitos, no mundo do encontro e de um desditoso adeus. És a minha alucinação tecida, A tua aura cheia de sol girou fora deste meu inebriado sonho. Que disse que serias, cruel, apenas um volúvel encanto, um símbolo farto de vaidade, esmagadora, fria, desdenhosa. Assim não existirias mais, nem viverias dentro de mim, pelo que choro no silêncio do meu caminho errante. Mas espero-te como o sol no meu coração ferido. Porém, és a chama que me abrasa porque tudo que nós amamos, teimosamente, nós vivemos!

Amar-te Ah, se um sorriso teu aflora em teus lábios numa promessa
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Amar-te Ah, se um sorriso teu aflora em teus lábios numa promessa de beijos, é a ventura de te amar! Ah, se um olhar teu se esvai radiante de teus olhos de mel, é a alegria de te amar! Ah, se um sussurro teu se evade de tua boca ornada de mil desejos, é o prazer de te amar! Ah, se com as tuas mãos me afagas o rosto e se perdem no toque, é o desejo de te amar! Ah, se teus braços lestos me envolvem em abraços, terna e infinitamente, é o êxtase de te amar! Ah, se teu corpo amante ao meu se entrega exigindo mútua doação, é amar-te eternamente!

(Des)Ilusão Calem-se os poetas, Ruam as paixões,
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(Des)Ilusão Calem-se os poetas, Ruam as paixões, Matem-se os ascetas, Afastem-se ilusões, Cativem-se as musas, Destruam-se uniões, Imagens difusas, E bobos corações. Vivam os cobardes, Que ao som de trombetas, Dancem em alardes, Quedas de cometas! Vivam, os errantes, Obtusos, patetas! Morram os amantes, Estirados em valetas! Viva eu, senhor cruel, De ti, um tirano, Lábios de mel? Danado insano Destilando fel De ti flor, profano, Actor de papel: Fim! Fim! Desce o pano... Vem! Vem, doce Morte, Abriga os sem sorte, Traz ventos do norte, Faz-me teu consorte, Cede à minha corte, de noivo sem porte, Prisão negra, forte, Vem, querida morte!

Aldeia de Menino Na aldeia, perdida no alto monte, estreitada num vale verde,
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Aldeia de Menino Na aldeia, perdida no alto monte, estreitada num vale verde, rústica de odores matinais. Meu olhar vagueia no horizonte, limitado de céu e se perde em mil sussurros de adágio. Aldeia de fragrâncias naturais, de cores divinas matizadas: os verdes, os amarelos, os laranjas… Os fumos do lar em espirais voam como danças orquestradas, pelo vento, em farrapos e franjas. Minha alma rejubila feliz, livre da escravidão de amores inventados por cruel nostalgia; Meu corpo, renova, qual petiz, sangue, lágrimas, suores... Esvai-se em vida de rebeldia. Minha boca sorri, desabrocha líricos de louvores eternos à natureza pejada de vida; Minha boca grita e desbocha canções, desafios de infernos, toada monocórdica perdida... Desculpai aves, desculpa rio, por quebrar as vossas melodias, desculpa vento por seres arauto do meu patético desvario. Desculpai, cedo virão calmarias para vós e dores para mim, incauto... Na aldeia, meu paraíso real, liberto do mal, perdido de mim, sou menino travesso, sorrindo... Por irmãs e por irmãos, afinal, tenho a rosa, o cravo e o jasmim, que me acenam - sinto-me bem-vindo!

Adágio do Silêncio Se, um dia, alguém te disser Que este amor é eterno
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Adágio do Silêncio Se, um dia, alguém te disser Que este amor é eterno Deves logo desdizer Que não foi mais que inferno. Diz que nunca houve amor, Não dormimos em alcova, Jamais trocámos suor ou vimos luas, cheia e nova. Foste, nos meus olhos e alma, Um adágio silencioso, Um abjecto belicoso, sem ternura, paz ou calma. Foste o leito podre de água, De coração estagnado, O vazio, o erro, a mágoa, O nada deste pecado. Não serás jamais viola Que tange nas cordas, vibrante, Sussurros e gritos de amante - Apenas ais por esmola. Este adágio não existe, Nem sequer é nasciturno, Pobre acto taciturno, Sangue sujo que esvaíste. No silêncio do adágio, Tentei amar-te, por plágio, Mas em pranto irrompi, Perante tal monstro, fugi…

Almas Gémeas Cinco horas e treze minutos... Madrugada!
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Almas Gémeas Cinco horas e treze minutos... Madrugada! Olho, pela minha janela, o mar. O mar majestoso e manso, por vezes cruel e traiçoeiro. Raios obscuros numa metamorfose de luz se projectam no seu seio fazendo parecer mais e mais um mar vibrante de pirilampos que líquido salgado em repouso. Algo me ocorre no pensamento, como tantas outras vezes, (que) deixo vaguear o espírito: - Se o mar tem alma? Como nós...? Se ela é igual à nossa? Alma com a mesma paixão e defeitos que nós humanos, e se matéria também... Mas porquê alma? Porque não espírito, uma força motriz qualquer provocada por nervos em vibração! Porquê alma? Porque não coração? Apodero-me do momento, dos ego, id e super-ego em ebulição. Toda a reacção de um cérebro ao rubro me rebentam na pele fria, arrepiada, nos dedos febris em movimento, na boca sequiosa de um ai, nos olhos cheios de maresia… Cativo folhas de papel virgem e rasgo-lhes os ventres com lápis acerado de negro. Ordeno as ideias (vã tentativa) e, de raiva, transmito à mão mensagens sem fim. E escrevinho letras a eito, Sem jeito nem decoro, Sem tino, demente, palavras que não atino. Mas escrevo, ditador, o que sinto e me aterroriza, como um louco furioso, por algo descabido... - UMA ALMA GÉMEA! Parecidas como duas gotas de água, que se encontram, enamoradas, e se reproduzem sôfregas! Algo utópico, algo ilógico… Abortado pelo destino, ou uma força estranha e de poder misterioso? Mas para quê lamentar? Tudo que resta é o sonho! Almas gémeas! Quem as viu ou as sentiu? Se conhecerem algumas, digam-me... - Diz-me mar! - Diz-me céu! - Diz-me chuva! - Diz-me vento! Nada? Nada! Não haverá amor, entre vós, um par sequer, dois seres para formar uma alma gémea? Nada? Nada! Só passar por esta vida deixando apenas impressa a nossa presença numa reles fotografia que obtemos, então: "matemo-nos"! Oh! Seis horas e vinte e um minutos. Vai despontar a madrugada, num qualquer dia mais. E eu??? Mudo a máscara do drama, da circunstância e do preceito. Vou voltar à realidade... "Almas gémeas"?