Aquele móvel velho, empoeirado, que apesar de tudo tinha um coração que batia, manteve-se ali deitado, perguntando para sua alma: -Sossegue! Por que não morres logo? Por que me castiga me fazendo criar forças pra cair outra vez? Vá embora... E assim manteve-se: tremia, doía, ag…
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Aquele móvel velho, empoeirado, que apesar de tudo tinha um coração que batia, manteve-se ali deitado, perguntando para sua alma: -Sossegue! Por que não morres logo? Por que me castiga me fazendo criar forças pra cair outra vez? Vá embora... E assim manteve-se: tremia, doía, aguava, gemia... Em meio a minhocas roxas e desenhos desbotados um coração novo em um móvel velho...