Desastre Venha, Deus à terra deite sobre ela a sua gentileza.
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Desastre Venha, Deus à terra deite sobre ela a sua gentileza. Venha, Senhor depressa mas Venha de escudo e espada, de colete e de armas, pois o tempo é outro mas a sua criação permanece contra o tempo e a ordem contra paz e o amor sem o próximo e o dever. Venha, meu Rei à terra mas prepare-se bem que mares de novo se erguendo e a terra vão varrer. Venha, Omnipotente com cuidado que a doutrina foi esquecida, o pão está escasso e o peixe corre. O vinho ainda o há e se acaba nas veias de outro se escava a tiro e à facada. Haver bebida é sobreviver haver luta é poder. Venha, Omnipresente venha proteja-se da melhor forma, que todo o canto é buraco e debaixo os ossos, que antes eram carne viva, de tão pontiagudos de partidos usados como armas nos ferem o pensamento. Venha, ó Grandioso e veja a sua arte derreter, a tinta azul a corromper e o verde em escassez, onde a tela é escorregadia e o brilho não vem do sol mas dos olhos furtivos. O cego aprendeu com os olhos enganar, a criança para a guerra foi brincar, as mães, porque outro lhes nasceu, sempre a chorar e os pais a morrer sem parar. Líderes se inventam ninguém os quer comprar. Só porque numa cadeira se sentam acham que o Seu mundo podem comandar. Maldito seja o fruto, tantos anjos e nenhum impediu, tantas feras que grandes dentes tinham e que tamanhas forças possuíam a árvore não quiseram derrubar. Tixa Gomes