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Frases de Thiago Rosa Cézar

41 frases

A POESIA Dentre todas as artes Ciências e tecnologia
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A POESIA Dentre todas as artes Ciências e tecnologia Aprecio a Matemática Gosto muito da Filosofia Valorizo a Medicina E a beleza da Biologia Mas elevo a Literatura E dentro dela a Poesia. Poesias sobre o amor Paixões, ódio e avareza Não importa o tema A rima traz a beleza Amo muito as que falam Da felicidade e tristeza. E dessa linda ciência Surgiram grandes cientistas Poetas do mundo inteiro Verdadeiros artistas Doutores do verso e da rima Célebres repentistas. E foi na Literatura Que Deus nos presenteou Com o grande Quintana Que a poesia amou Escreveu muitas coisas lindas Que o tempo nunca levou E encheu de alegria A terra que ele morou. E teve muitos e muitos outros Poetas e escritores Que merecem destaque Por falar dos amores Mestres da Literatura Na rima foram doutores. Mas para encerrar os versos Eis que surge a verdade Se querem entender o amor A tristeza e a felicidade Façam como eu Lhes conto com humildade Recorro a poesia Aprendo com a saudade.

DO AMOR DE MÃE Queria poder entender Qual dos amores vem primeiro
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DO AMOR DE MÃE Queria poder entender Qual dos amores vem primeiro O certo é que o amor de mãe Sem dúvidas, é o verdadeiro O que o difere dos outros É que nunca é passageiro. Dentre todos os amores O de mãe eu sempre defendo A maior felicidade pra ela É ver o filho crescendo Um sentimento perfeito O tamanho eu não entendo. Mamãe, uma palavra linda Guardada no coração Não importa se biológica Ou fruto de uma adoção Anjo da guarda do filho Amando-o com devoção. Eu peço que valorizem Este esforço e dedicação Cuidem de suas mães Com carinho e afeição Por nós elas dão a vida Carinho e proteção.

MACAQUINHO CURIOSO Papai, que bicho é esse? Tão parecido comigo
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MACAQUINHO CURIOSO Papai, que bicho é esse? Tão parecido comigo Eu acho até estranho Que ele não tenha amigo Mata o seu semelhante Só pensa no seu umbigo. Papai, disseste que ele é primo Quase da mesma raça Eu até me assusto Vive de arruaça Pobre dos seus iguais É só maldade e trapaça. Papai, queria entender Por que ele nos prende? Num mundo tão grande E o pior é que nos vende Seria especismo puro Do primo que não entende. Papai, ele não aceita A nossa parentagem Diz que veio do pó Veja quanta bobagem Acredita em céu e inferno Vive numa viagem. Papai, eu acho curioso Como o primo se sente É como se fosse o melhor O mais inteligente No fundo eu não queria Que ele fosse parente Por ser um simples primata Que se chama de "gente" Mergulhado na ignorância Que furta, mata e mente. Thiago Rosa Cézar

QUINTANA E O AMOR Muitas vezes nessa vida Confesso que já chorei!
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QUINTANA E O AMOR Muitas vezes nessa vida Confesso que já chorei! Já chorei por coisas bobas Já chorei por quem amei Lhes juro, a dor é grande O tamanho eu não sei Eu só sei que quem já amou Sabe do que eu falei... E quem não quiser chorar Creia, eis a solução: Não procures o amor Endureça o coração Tu só não vai experimentar A mais linda emoção O mais lindo sentimento A incrível sensação Vais parecer que flutuas Na leveza da paixão. E por falar em sentimento Me lembro de um senhor Que morou no meu Rio Grande Da vida era doutor Escreveu as coisas mais lindas Soube a paixão expor Mário de Miranda Quintana O professor do amor... Eu aprendi com o Quintana, Exaltar o amor... Pra meus filhos lembrarem Quando eu me for E vão tornar a falar Assim como eu falei: —Eu aprendi com papai, Exaltar o amor... Thiago Rosa Cézar

⁠O DIA QUE EU PARTIR... O dia que eu partir... Lerão o que escrevi
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⁠O DIA QUE EU PARTIR... O dia que eu partir... Lerão o que escrevi Talvez até publiquem Um livrinho, aqui e ali Meus versos e minha história Do jeito que eu vivi Coisas que a ninguém importa Agora que estou aqui. O dia que eu partir... Flores eu vou ganhar Carinhos e elogios Creiam, não vão faltar Amigos, filhos e netos Todos irão chorar É sempre a mesma história Só se muda o lugar. O dia que eu partir... Ás vezes serei lembrado Esquecerão os meus erros Serão coisas do passado E virão os agradecimentos Por uma vida ao meu lado Haverá muitos suspiros Por terem me machucado. O dia que eu partir... Não será fácil não Para aqueles que tanto julgam E vivem dando opinião Criticam e esbravejam E me negam afeição Sentirão muita falta Desse velho “amigão”. O dia que eu partir... Creio que vão lembrar Quando necessitavam E vinham me procurar Eu ajudei a quem pude Não é feio precisar Feio é depois disso Fingir e não se lembrar. O dia que eu partir... Não pensem que eu não sei Pois durante a vida Creiam, também errei Queria pedir perdão A quem eu magoei E deixar o meu carinho Àqueles que tanto amei. Thiago Rosa Cézar

⁠O GURIZINHO Foi num sábado bem cedo O sol brilhava sozinho
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⁠O GURIZINHO Foi num sábado bem cedo O sol brilhava sozinho Só se via o cantar Dos mais lindos passarinhos Foi aí que eu ouvi Um pequeno barulhinho Quem batia em minha porta? Um pequeno gurizinho... Abri a porta depressa O que houve menininho? Cheguei a me assustar Maltrapilho e magrinho Com uma cara de fome Pobre daquele anjinho! —Me perdoe meu senhor Lhe peço de coração Apenas um cafezinho E um pedacinho de pão E se não incomodar Me desculpe a intromissão Se tiveres um pouco mais Pra mamãe e meu irmão. O resto desta história Não é preciso contar Alimentei o pequeno Não é preciso falar Me encheu os olhos de lágrimas Não é para se gabar Ainda sobrou um pouco Embrulhei "pra" ele levar Eu fico imaginando É triste, mas é verdade Quantas crianças no mundo Pequenas, de pouca idade Passam fome, passam frio Durante a mocidade Mazelas do ser humano Terrível realidade! O que dói no "bicho" homem E apequena a esperança Não zela por ninguém E não cuida das crianças Briga por qualquer coisa Casa, dinheiro e herança Parece que só surgiu Pra ser o "rei da lambança "... Aqui vai este versinho Me perdoem a intromissão Rogo aos nossos jovens Que prestem bem atenção Cuidem do semelhante Tratem-no como irmão E antes de ter os filhos Reflitam com o coração... É como diz o poeta Se pondo a criticar Infelizmente o homem É triste, mas vou falar Um "bicho" que só existe Com intuito de matar Quem não cuida nem de si mesmo Dos filhos, não vai cuidar!

⁠AOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO No vai e vem desta vida Devemos raciocinar
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⁠AOS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO No vai e vem desta vida Devemos raciocinar E prestar justa homenagem A quem vive a nos ensinar Embora não cobrem nada Tampouco sabem assinar Mas creiam, são professores Quando o assunto é amar. Eu falo dos animais Bichos de estimação Cachorro, gato e roedores Tem até quem tem leitão Coelho, mico e iguana Nos amam de coração É só ver os seus semblantes Nos olham com devoção. O primeiro dessa lista Com certeza é o cão Cachorro, cadela e filhotes Não importa a condição Nos ensinam muitas coisas Por nós, tem adoração E não pedem nada em troca Só um pouquinho de atenção. Outro animal querido Esperto e inteligente Às vezes é preguiçoso Outras vezes impaciente Por ser muito mimoso Até dorme com a gente Eu falo do amigo gato Que vive sempre contente. Agora é a vez dos roedores Lampeiros e peludinhos Tem todo tipo de raça Gerbil, hamster e porquinho Porém são muito sensíveis Pequenos e dentucinhos Embora serem tão pequenos São gigantes no carinho. Como disse o poeta Não importa o bichinho Iguana, leitão e mico Coelho e cordeirinho Tem gente que tem um pato Outros tem o seu peixinho Bichos de toda espécie Que não nos deixam sozinhos. Mas nem tudo é amor O que se vê nos caminhos Eu jamais ia esquecer Dos mais lindos passarinhos E da maldade do homem Que prende os pobrezinhos. Bichinhos que vivem livres Felizes sempre a cantar A ninguém fazem maldade Felizes pra lá e pra cá Cantam e nos alegram Vivem a se doar Tomara que o homem aprenda Ao bichinho respeitar Que joguem fora as gaiolas E deixem eles voar. É como diz o começo Da nossa reflexão No vai e vem dessa vida Escutem a petição: "Cuidem de todo bicho Selvagem ou de estimação E lembrem de São Francisco E tratem-no como irmão..."

⁠QUESTIONAMENTOS No vai e vem desta vida Não é fácil entender
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⁠QUESTIONAMENTOS No vai e vem desta vida Não é fácil entender As diferenças do mundo As maneiras de viver Tem uns que nascem sem nada Sem ter nem o que comer E outros chegam a esbanjar Ricos desde o nascer! Tem sofrimento no mundo Que o rico jamais vai saber Para o pobre já é grande coisa Estudar para saber ler Pois são tantas necessidades Que não tem o que fazer Sofrem tanto, os pobrezinhos Que chegam pedir pra morrer. Na mesa dos abastados Lagosta e camarão Vitela e entrecôte Picanha e também salmão Já estão acostumados Nem pensam na situação Quem teve tudo na vida Não pensa no seu irmão! Na mesa de gente pobre É triste, mas vou contar Farinha de mandioca Quem dera ter o fubá Carne ali não existe Se quiser tem que caçar Hoje em dia nem feijão O pobre não vai comprar. Os filhinhos maltrapilhos Magros, com muita fome Olham o pai, olham a mãe Mas no final, nenhum come A tristeza é tamanha Não lembram nem do seu nome Creiam, é a verdade São coisas do bicho homem! Já os filhos dos barões Felizes, desde o nascer Mansão, carrões e empregadas Fama, dinheiro e poder Coisas que só quem tem posses São capazes de saber. Se eu pudesse eu perguntava Para o Deus onipotente: — Me disseram que eras o pai De todo tipo de gente Me responda de verdade O que o Senhor sente Vendo o rico ser feliz E o pobre descontente Um com a barriga cheia O outro, triste e doente Não serias o culpado Esse Deus aqui presente?

⁠POEMINHA DAS VOGAIS A,E,I,O,U Que lindas são as vogais
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⁠POEMINHA DAS VOGAIS A,E,I,O,U Que lindas são as vogais E além de lindas, importantes Nos textos gramaticais Formando belas palavras Sendo elas as iniciais. Primeiro a letra A Ave, agulha e algodão Ela também se apresenta Na água e no avião. Vejam só que coisa linda Eu falo da letra E Com ela escrevo escola Onde aprendo a escrever. Ioiô, igreja e ilha Iogurte e injeção Como é bela a letra I Importante na lição. Onça, orelha e olho Onda , objeto e ovo Aí vem a letra O Cumprimentando o povo. Já quase lá no final Um salve a letra U Urso, uva e urna Unha, universo e urubu. Vogais que são importantes No nosso lindo alfabeto Sem ela o Português Não estaria completo Não teriam os brasileiros O seu belo dialeto. Thiago Rosa Cézar

Nó do lenço Em Veneza, o amor era um porto, Onde o Mouro, de guerras cansado,
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Nó do lenço Em Veneza, o amor era um porto, Onde o Mouro, de guerras cansado, No olhar de Desdêmona, enfim, achou conforto, Um reino de paz, por ela outorgado. Mas a sombra do lago, em silêncio, tecia A teia de aranha que o peito consome. A dúvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome. O lenço caído, bordado em morangos, Tornou-se a prova de um crime inexistente. Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente. Onde havia ternura, nasceu o tormento, O ciúme é o monstro que a si próprio devora. Um travesseiro abafa o último alento, E a verdade só chega na última hora. Ó, General, que venceu mil batalhas, Mas caiu diante de um falso confidente! No quarto de Chipre, entre mortalhas, Dorme o amor que foi morto injustamente.

DAS DESILUSÕES Assim como os anos passam É difícil entender
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DAS DESILUSÕES Assim como os anos passam É difícil entender Lá se vai mais um sistema É só parar para ver Eu falo do casamento Maneira de se prender. A pior prisão do mundo Creiam é a verdade É ter que voltar para casa Sem ter nenhuma vontade Brigas e discussões Só trazem infelicidade. Eu sei que vão criticar Dizer que não é verdade Que tem casal que ainda vive Numa total felicidade Mas digo, prestem atenção Divórcio, raiva e maldade. O que era para ser bom Não trazer nenhum problema O sentimento mais lindo Hoje virou algema Foi-se o bom sentimento Veio tristeza e dilema. Entre machucamentos Foi-se o sol, veio o escuro Não tem mesa para dois Criou-se um grande muro. Promessas jogadas ao chão Caminhos juntos ao norte Mudou de rota a prisão Sem carinho e sem suporte. E se vão morrendo aos poucos Triste fim este cenário Embora se viva a dois Sempre um rosto solitário. Sem conversas, sem risadas Dormir perto e tão distante O silêncio ganha o peito Sentir-se preso a todo instante. Infelizmente às vezes O casal é prisioneiro Do sistema e das coisas Cuidar dos filhos e dinheiro Esquecendo de si mesmo Para viver no cativeiro.