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Frase de Thiago Rosa Cézar

Nó do lenço Em Veneza, o amor era um porto, Onde o Mouro, de guerras cansado, No olhar de Desdêmona, enfim, achou conforto, Um reino de paz, por ela outorgado. Mas a sombra do lago, em silêncio, tecia A teia de aranha que o peito consome. A dúvida, o verme que a alma vicia, Sussurrava mentiras em volta de um nome. O lenço caído, bordado em morangos, Tornou-se a prova de um crime inexistente. Otelo, perdido em sombrios fandangos, Cegou para a luz da amada inocente. Onde havia ternura, nasceu o tormento, O ciúme é o monstro que a si próprio devora. Um travesseiro abafa o último alento, E a verdade só chega na última hora. Ó, General, que venceu mil batalhas, Mas caiu diante de um falso confidente! No quarto de Chipre, entre mortalhas, Dorme o amor que foi morto injustamente.

Thiago Rosa Cézar

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Fonte e informações de autoria

Pensador.com

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"A Lei Penal tem a função de manter o convívio gregário dentro de uma ordem social aceitavelmente harmônica, gerando o paradoxo de que se utiliza a violência para evitar violência futura. Pune-se para não haver a necessidade de punir. Ou, chega-se finalmente, a ideia que se pune para sobreviver."